INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO
PROGRAMA REVISTA DE RÁDIO
Produção e apresentação: Frei João Osmar
669º programa: 11 de junho de 2026:
1 -Resenha: No programa de hoje vamos tratar sobre a iniciativa da Paróquia São Francisco de Assis de Porto Alegre, que atende há alguns anos pessoas em situação de rua servindo uma refeição semanal aos sábados, de no início deste inverno, oferecer também a possibilidade de banho com chuveiros quentes e roupas limpas para o pós banho. A iniciativa ganhou o nome de “Banheiro Solidário” e foi inaugurado no dia 06 de junho com a presença do Bispo Auxiliar de Porto Alegre Dom Darley Kummer. Sigo aqui material publicado pela Arquidiocese de Porto Alegre, cujo link coloco a seguir para quem quiser ter acesso ao material completo. Banho de dignidade: Paróquia São Francisco de Assis inaugura banheiro solidário para moradores em situação de rua
Um gesto simples, mas capaz de transformar vidas. Na manhã do último sábado, 6 de junho, a Paróquia São Francisco de Assis, em Porto Alegre, inaugurou o seu Banheiro Solidário, um novo espaço destinado a oferecer higiene, acolhida e dignidade às pessoas em situação de rua atendidas pela comunidade. Instalado em um contêiner adaptado, o banheiro passa a complementar uma ação social que já faz parte da rotina da paróquia. Todos os sábados, dezenas de pessoas recebem almoço preparado por voluntários. Agora, além da refeição, também terão a oportunidade de tomar um banho quente, trocar de roupa e recuperar um pouco da dignidade que tantas vezes lhes é negada pelas circunstâncias da vida.
A inauguração contou com a presença de voluntários, beneficiados pelo projeto e do bispo auxiliar de Porto Alegre, Dom Darley Kummer, que realizou a bênção dos contêineres antes do início dos atendimentos.
O primeiro banho foi tomado por Carlos Augusto de Santos. Emocionado, ele descreveu a experiência. “É muito bom, bem quentinho. Deixa a gente renovado. Na rua, a gente não tem muito onde tomar banho. Agora temos esse espaço. Eu agradeço ao Frei a roupa limpa, a tudo. Foi um prazer ser o primeiro”, afirmou.
Uma corrente de solidariedade: Marcos também lembra que o projeto só existe graças à mobilização da comunidade. “Tudo aqui é fruto de doações. Às vezes chegam alimentos que nem estavam previstos. Muitas pessoas se engajam para que esse projeto funcione. É uma corrente de solidariedade.” O cardápio do dia contou com frango assado, arroz, feijão e aipim, preparados pelos voluntários da paróquia. Além da refeição principal, pães doados por membros da comunidade complementam o almoço, reforçando a rede de solidariedade que sustenta a ação social realizada todos os sábados.
Da marmita ao banho: Percebemos que não bastava apenas oferecer alimento. Começamos a distribuir roupas, encaminhar pessoas para tratamentos e oportunidades de trabalho. E vimos também a necessidade do banho. Quem dorme na rua muitas vezes não tem acesso a um local para realizar sua higiene pessoal”, explicou. Inspirada pela Campanha da Fraternidade deste ano, que refletiu sobre fraternidade e moradia, a comunidade decidiu enfrentar o desafio. “Talvez não possamos oferecer uma moradia digna para cada pessoa, mas podemos garantir a dignidade de um banho, de uma roupa limpa e do cuidado com a própria higiene”, afirmou o religioso. A campanha encontrou apoio dentro e fora da paróquia. Durante a confecção dos tradicionais tapetes de Corpus Christi, mais de 500 toalhas foram arrecadadas. O Rotary Club Navegantes também se tornou parceiro do projeto, auxiliando na lavagem das peças utilizadas.
Um projeto sustentado pela generosidade: Estamos felizes porque cada contribuição representa a solidariedade das pessoas que acreditam neste projeto. Não é um projeto do Frei Orestes nem apenas da Paróquia São Francisco. É um projeto da Igreja, que busca acolher os irmãos mais necessitados”, ressaltou. Inicialmente, os banhos serão oferecidos aos sábados pela manhã e às quartas-feiras à tarde. A expectativa é ampliar gradualmente os atendimentos conforme aumente o número de voluntários.
Dignidade, respeito e humanização: Eu resumiria esta obra em três palavras: dignidade, respeito e humanização. Este é um sinal concreto do cuidado de Deus. Quando uma pessoa em situação de rua encontra um lugar para tomar banho e ser acolhida, ela se sente respeitada e valorizada”, afirmou. O bispo destacou ainda que cada colaborador participa desta missão de cuidado com os mais vulneráveis. “Nós somos o olhar de Deus sobre o nosso semelhante. Esta obra manifesta a dignidade que Deus deseja para todos os seus filhos, especialmente os mais pequeninos.” Enquanto a água quente corria pelos chuveiros recém-inaugurados, não era apenas a sujeira das ruas que ficavam para trás. Ali, naquele contêiner transformado em espaço de acolhida, renovam-se também a esperança, a autoestima e a certeza de que ninguém deve ser invisível. Um banho pode durar poucos minutos. Mas o sentimento de ser tratado com dignidade tem o poder de permanecer por muito mais tempo.
O projeto segue contando com a solidariedade da comunidade: A mobilização em torno do Banheiro Solidário continua. Como a Paróquia São Francisco de Assis ainda está concluindo o pagamento da estrutura, com parcelas mensais de R$5 mil, novas doações são fundamentais para garantir a continuidade da iniciativa. Além da contribuição financeira, a comunidade também pode colaborar com produtos de higiene, toalhas e outros materiais utilizados no atendimento aos moradores em situação de rua. Quem desejar apoiar o projeto pode entrar em contato com a paróquia. Cada gesto de solidariedade ajuda a manter viva uma obra que devolve dignidade, cuidado e esperança a quem mais precisa.
2- Testemunho/entrevista: Hoje vamos ouvir o testemunho da representante do Ministério da Cultura, o MinC, no estado, Mari Martinez, e o coordenador do Comitê Gestor da Política Estadual Cultura Viva, André de Jesus. Mais de cinco milhões de brasileiros e brasileiras trabalham com cultura no país, gerando um produto de R$400 bilhões, o que significa quase 3% do PIB nacional. É o que informa o IBGE. São números muito expressivos, mas muita gente imagina como apenas os valores que os governos, especialmente o governo federal, aplicam no fomento da cultura. Nesta edição, mas centrado na Política de Cultura Viva que se preocupa com o apoio às atividades culturais que vêm da base, das iniciativas das comunidades, muitas vezes da periferia das cidades, mas também dos povos indígenas e quilombolas. Há um debate em curso sobre a garantia que o governo estadual deve, por lei, assegurar aos 749 pontos de cultura espalhados pelo Rio Grande do Sul. Podcast 143 de 8 de maio (parte III e última).
3- Música: A Paz, com Roupa Nova; 4- Fotos da internet (Arquidiocese de Porto Alegre): Banheiro solidário – Paróquia São Francisco de Assis de Porto Alegre:




