Artigo

Revista de Rádio Nº655 – 05 de março de 2026

Publicado em 6 de março de 2026

INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO 

PROGRAMA REVISTA DE RÁDIO

Produção e apresentação: Frei João Osmar

655º programa: 05 de março de 2026:

1 -Resenha: No programa de hoje vamos tratar sobre a mobilização das mulheres contra o feminicídio que será destaque no dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher – que vão tomar as ruas de Porto Alegre. O Ato Unificado terá concentração às 9h na Ponte de Pedra, no Centro Histórico de Porto Alegre. Com o início da Caminhada previsto para às 10h, rumo à Praça do Aeromóvel. Sigo aqui material publicado no site do Jornal Brasil de Fato RS do dia 05 de março, cujo link coloco a seguir para quem quiser ter acesso ao material completo.                                                                                                                                                                                   Mulheres vão às ruas em Porto Alegre no 8 de março contra a violência de gênero | Brasil de Fato

Mulheres vão às ruas em Porto Alegre no 8 de março contra a violência de gênero

A mobilização do Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, levará mulheres às ruas de Porto Alegre neste domingo (8). O ato unificado terá concentração às 9h na Ponte de Pedra, no Centro Histórico, com caminhada prevista para iniciar às 10h em direção à Praça do Aeromóvel. Ao longo do dia estão programadas apresentações culturais e uma feira de economia solidária. A mobilização ocorre em um momento de agravamento da violência de gênero no país. O Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, segundo a nota técnica Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número representa um aumento de 4,7% em relação a 2024. Desde a tipificação do crime de feminicídio, em 2015, mais de 13,7 mil mulheres foram assassinadas por razões de gênero no país. Nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado é de 14,5%.

Entre 2021 e 2025, o Rio Grande do Sul foi o estado com o maior número de feminicídios da região Sul do país, concentrando 38,8% das mortes. Foram 444 casos registrados no estado, frente a 429 no Paraná e 272 em Santa Catarina. Em 2025, foram registrados 80 feminicídios, somente nos primeiros meses deste ano, o RS já contabiliza 20 casos. Secretária da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores do RS (CUT-RS) e secretária-geral do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Cpers), Suzana Cecília Lauermann afirma que o ato unificado vem sendo construído coletivamente há anos. Segundo ela, o processo reúne diferentes visões, mas evidencia a importância da unidade em defesa da vida das mulheres. “A construção do 8 de março unificado já vem sendo feita dessa forma há alguns anos, juntando movimentos sociais, movimentos feministas e partidos políticos que têm consciência da importância dessa data. Não é uma construção fácil, porque existem diferentes visões, mas ela é fundamental para mostrar o quanto é importante nos unirmos quando a questão em pauta é a vida das mulheres”, afirma.

Rio Grande do Sul é um estado perigoso para as mulheres

Para Lauermann, o cenário de violência no estado reforça a urgência da mobilização. “O Rio Grande do Sul tem se mostrado um estado perigoso demais para as mulheres. Já registramos 20 mortes em dois meses e precisamos de comprometimento do estado. Vivemos em um contexto extremamente machista e conservador, e isso mostra o quanto nossa unidade precisa permanecer para defender a vida das mulheres.” A dirigente também destaca a campanha lançada pela CUT neste ano. “Criamos a campanha ‘As mulheres na luta têm pressa porque a vida não tem’. Vamos levar essa pauta para o 8 de março unificado porque não aguentamos mais esperar: para seguir vivas, para ter um trabalho melhor, para ter mais dignidade.” A presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM), Natália Fetter, explica que a organização do 8M em Porto Alegre começou ainda em janeiro, com plenárias semanais que reúnem coletivos feministas, movimentos sociais e entidades sindicais da cidade. “É um processo aberto de articulação, com dezenas de coletivos e organizações definindo coletivamente as pautas, o lema e a mobilização deste ano”, afirma. Segundo ela, o ato na capital gaúcha terá concentração, marcha, atividades culturais e uma feira feminista. A principal pauta, destaca, segue sendo a defesa da vida das mulheres. “Enquanto houver mulheres sendo assassinadas, agredidas ou ameaçadas, vamos continuar marchando, denunciando e lembrando de quem foi tirada de nós. Queremos dignidade e respeito por cada vida de mulher, porque queremos viver para avançar nos direitos sobre nossos corpos e nossas vidas”, conclui.

Centro de Educação Ambiental promove programação especial no 8 de Março em memória de Marli Medeiros

Em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, o Centro de Educação Ambiental (CEA) realiza uma programação especial que marca os 30 anos de atuação da organização. Com uma agenda descentralizada voltada ao Bem Viver das Mulheres no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre, as atividades também prestam homenagem à memória de Marli Medeiros e de todas as mulheres que construíram e seguem sustentando o trabalho coletivo do CEA. Com o lema “Reciclando Vidas e promovendo o Bem Viver das Mulheres”, a programação ocorre na sexta-feira (6) e no sábado (7) e reúne atividades culturais, formativas, esportivas e de diálogo. As ações buscam celebrar trajetórias de luta, cuidado, resistência e organização popular, reafirmando o papel das mulheres na transformação social e na construção de modos de vida baseados na solidariedade, na sustentabilidade e na justiça. A agenda inclui ainda espaços de escuta e reflexão coletiva, com atividades voltadas também aos homens. A proposta é reconhecer que a construção da equidade de gênero e o enfrentamento das violências contra as mulheres exigem corresponsabilidade e mudanças estruturais nas relações de gênero.

Orientação jurídica gratuita

Como parte das atividades do mês de março, a organização Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos realizará sua tradicional ação de orientação jurídica gratuita, a Estação Themis, voltada às mulheres. A atividade acontece na segunda-feira (9), das 7h às 13h, na Estação Mercado da Trensurb, em Porto Alegre. Durante a ação serão oferecidas orientações práticas e acessíveis para ajudar mulheres a identificar situações de violência, compreender seus direitos e conhecer os caminhos para buscar apoio e proteção. Serão instalados núcleos especializados de atendimento nas áreas de família e violências, direito trabalhista, previdenciário e cível. A iniciativa reunirá advogadas da organização e parceiras para oferecer atendimento gratuito às mulheres que circulam diariamente pelo local. “Para a Themis, é fundamental ir até as mulheres, especialmente em um contexto tão alarmante de violência. Ações como essa são uma importante estratégia de prevenção da violência, fortalecimento e garantia de direitos”, afirma a diretora executiva da entidade, Jéssica Miranda Pinheiro.

2- Testemunho/entrevista: Hoje vamos ouvir o testemunho do Jornalista Carlos Wagner falando seu livro Benzedeiras Raiz no Rio Grande do Sul no Podcast de Fato. Durante a conversa ele fala de sua origem, sua formação jornalística, sua atuação na grande mídia e sobre a sua “conversão” em favor dos pobres da terra ao fazer a cobertura dos conflitos agrários no RS que deram origem a Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST, para finalmente entrar no tema da conversa: a história e a presença das benzedeiras em terras gaúchas. Conferir: Podcast de Fato 133;

3- Música: Maria, Maria – com Milton Nascimento;

4- Fotos da internet: mulheres e benzedeiras – Brasil de Fato:

Áudio 1

Áudio 2

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