Revista de Rádio Nº564 - 06 de junho de 2024



Bloco 1:

Bloco 2:

INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO 

PROGRAMA REVISTA DE RÁDIO

Produção e apresentação: Frei João Osmar

564º programa: 06 de junho de 2024:

1- Resenha: Com o programa de hoje, na Semana do Meio Ambiente, pretendo encerrar a série de programas abordando a temática da tragédia sócio ambiental que se abateu sobre o RS no mês de maio, resultando em mais de 170 mortes confirmadas, 80 desaparecimentos e 15 mortes por leptospirose, com mais de 240 casos confirmados da doença. Vou seguir aqui material publicado no site do Brasil de Fato RS sobre a manifestação dos Movimentos Populares realizada em frente ao Palácio Piratini, sede do Governo estadual em Porto Alegre, nesta sexta-feira, dia 07, a partir das 16h. A seguir coloco o link para acessar o material completo no site do jornal BdeF RS.

Movimentos populares fazem ato em defesa do meio ambiente | Política (brasildefators.com.br)

Movimentos populares fazem ato em defesa do meio ambiente na sede do governo do RS

Manifestação será em frente ao Palácio Piratini nesta sexta-feira (7), a partir das 16h

Movimentos populares, centrais sindicais, partidos e organizações da sociedade civil promovem ato público em defesa do meio ambiente nesta sexta-feira (7), a partir das 16h, no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. “A catástrofe que ocorreu no Rio Grande do Sul é político-ambiental”, denunciam na convocatória do protesto. A organização do ato aponta que a tragédia no Rio Grande do Sul, que deixou 172 mortos, é uma crise anunciada, tendo em vista os alertas feitos pela ciência há mais de 30 anos por meio do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), das Nações Unidas. “É necessário ocupar as ruas para denunciar o negacionismo climático, a aprovação de pacotes de destruição ambiental na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional e os culpados por essa crise; mas também anunciar outra sociedade: com agroecologia, cuidado com a natureza e justiça climática”, propõem.

Legislação ambiental

Os movimentos lembram mudanças na legislação ambiental estadual nos últimos anos. O Código Ambiental do Rio Grande do Sul, que levou nove anos entre debates, audiências e aperfeiçoamentos, foi modificado pelo governo de Eduardo Leite (PSDB) em 2019, no primeiro ano de mandato. O projeto alterou 480 pontos da lei. A gestão de Eduardo Leite aprovou na Assembleia Legislativa dispositivos que ampliam e incentivam a proteção ambiental. Um exemplo é o capítulo do texto original que tratava de mecanismos financeiros de estímulo à preservação, inclusive por meio de pesquisas. Esse trecho foi retirado da legislação na revisão proposta pelo governo tucano.

A mudança também acabou com artigos que determinavam proteção de áreas adjacentes às unidades de conservação, áreas reconhecidas pela Unesco, como reservas da biosfera, bens tombados pelo Poder Público, ilhas fluviais e lacustres, áreas de interesse ecológico, cultural, turístico e científico, entre outros. Além disso, estabeleceu a Licença por Adesão de Compromisso, que define que empreendedores podem iniciar projetos com base em uma declaração. Entidades de defesa do meio ambiente alertam que a medida é, na prática, um autolicenciamento. Em entrevistas sobre o tema, Leite nega omissão. “Asseguro uma coisa: deste governo não há o erro do negacionismo, não há o erro da omissão, não há o erro de atacar questões ambientais ou as mudanças climáticas, porque a gente reconhece a ciência, e a gente busca se aliar a ela”, disse Leite ao programa Roda Vida, da TV Cultura. Ele se refere às mudanças como uma modernização necessária da legislação ambiental.

2- Testemunho/entrevista: Hoje vamos ouvir o testemunho Rafael Rodrigues da Silva, nascido em Minas Gerais mas mora atualmente em Maceió, Alagoas e faz parte da Direção Colegiada do Centro de Estudos Bíblicos – CEBI. Rafael é casado, professor universitário e assessor em estudos bíblicos, por todo o Brasil, América Latina e Europa. Na semana passada, juntamente com mais pessoas do CEBI esteve na sua sede no Bairro Scharlau em São Leopoldo RS para ajudar na difícil e dolorosa tarefa de abertura do prédio, que também abriga a livraria, após ficar quase um mês em baixo d’água por causa da enchente histórica que atingiu o RS. Ele faz um relato sobre a atuação do CEBI com a Leitura Popular da Bíblia LPB e faz suas considerações sobre o que viu e sentiu em sua permanência na grande Porto Alegre nestes dias pós enchente.

3- Música: Tudo Está Interligado, com Penha Moreira;

   4- Fotos: Da internet – Rafael Silva: