Artigo

PROGRAMA RAIO X RURAL- Nº 110 – 17 JUNHO 2026

Publicado em 18 de junho de 2026

ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA – EFA CENTRO RS

Programa Raio X Rural

Produção coletiva pela Equipe de divulgação da EFA – Centro e apresentação: Lisandro R. Montagner

110º programa: 17 de junho de 2026

Resenha:

– Informações:

1) – E nesta edição do programa Raio X Rural trazendo informações atualizadas sobre o processo de implantação da Escola Família Agrícola Centro do Rio Grande do Sul. O processo de registro e autorização da EFA Centro junto ao Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul continua em tramitação. A documentação segue sendo analisada pelos setores competentes do órgão, em Porto Alegre, dentro dos procedimentos legais necessários para a emissão da autorização de funcionamento da escola.  A direção da Associação mantenedora acompanha permanentemente o andamento do processo por meio do sistema PROA, plataforma oficial do Governo do Estado utilizada para o gerenciamento e acompanhamento dos processos administrativos. Embora a expectativa inicial fosse de uma conclusão mais rápida, os trâmites seguem seu curso normal, respeitando as etapas técnicas e legais exigidas pelos órgãos responsáveis.  A comunidade regional, as famílias agricultoras, as entidades parceiras e todos os envolvidos na construção deste projeto continuam mobilizados e confiantes na aprovação da Escola Família Agrícola Centro do RS, uma iniciativa que representa um importante avanço para a educação do campo e para a formação dos jovens da região.  A proposta da EFA Centro prevê a oferta do Ensino Médio integrado ao Curso Técnico em Agropecuária, utilizando a Pedagogia da Alternância, metodologia que alia os conhecimentos desenvolvidos na escola à realidade vivenciada pelos estudantes em suas propriedades e comunidades. Seguiremos acompanhando atentamente cada etapa deste processo e mantendo nossos ouvintes informados sobre os próximos encaminhamentos. A expectativa permanece positiva para que, em breve, a Escola Família Agrícola Centro do RS possa obter sua autorização oficial e dar sequência às etapas de implantação e preparação para o início de suas atividades.

2) – BBC News Brasil – Tradições regionais guardam suas especificidades também nas festas juninas. Paçoca, pamonha, pipoca, bolo de fubá, canjica, curau, pé de moleque, maçã do amor. Vinho quente e quentão. Brincadeiras de pular fogueira e dançar a quadrilha. Chapéu de palha, camisa xadrez, calça com remendos. Bombinhas e rojões, fogos de artifício. Bandeirinhas coloridas penduradas em varais de barbante. No Brasil, as festas juninas foram reinventadas e se tornaram uma exaltação das raízes caipiras. E muito além da religiosidade, tornou-se tradição, folclore. Como se o ciclo se fechasse: o que nasceu como ritual gregário, de celebração social, e depois foi apropriado por uma religião dominante, acabou na cultura popular sendo devolvido ao sentido original — ou seja, a festa pela alegria de festejar.

Não à toa, a folclorista Laura Della Mônica registrou em seu livro Os Três Santos do Mês de Junho que “respeitar as festas e orações dedicadas a cada um dos três santos do mês de junho, segundo a tradição, é obrigação e dever de todos nós, pelo menos culturalmente”. O “todos nós” é o brasileiro. Porque mesmo nascida no Velho Mundo, as festas juninas assumiram uma identidade própria em território nacional.

“A colonização da América colocou novamente a questão [da apropriação cultural] para os jesuítas e todos os religiosos que se instalaram no continente sul-americano”, pontua a socióloga Rangel.

“No caso do Brasil, houve uma coincidência do calendário. No inverno seco, o solstício de inverno marca o período dos trabalhos agrícolas mais importantes. Do mesmo modo que, para os povos do hemisfério norte é o período de rituais de fertilidade, [a festa por aqui também vem] com as mesmas características, congrega as famílias na evocação da abundância.”

As tradições regionais guardam suas especificidades, como era de se esperar em um país de dimensões continentais. “Sempre foram festas e rituais populares”, salienta Rangel.

“No Brasil temos expressões regionais muito fortes: o São João nordestino, o Boi Bumbá da região norte, o Boi de Mamão no sul, Cavalhadas no centro-oeste e as festas do Divino Espírito Santo e muitas regiões, particularmente no estado de São Paulo.”

A pesquisadora comenta que “conforme os padres vão chegando nas paróquias, começam a interferir nas comemorações”. É quando vem o sincretismo: a festa popular também é festa católica, a quermesse organizada pela igreja também tem os rituais populares.

“Até hoje as paróquias, as igrejas, realizam festas juninas. Mesmo que as maiores festas estejam predominantemente tendo somente o caráter festivo, mais comercial, de exploração pelo ganho financeiro, as igrejas continuam fazendo comemorações aos santos juninos”, pontua Ikeda.

“Embora muitas pessoas não católicas também participem das festas, embora predomine uma visão genérica que as festas juninas não guardam mais relação com a religiosidade, há ainda um relacionamento das igrejas com esses santos juninos.”

Para ele, a evolução da festividade consiste no fato de que “toda aglomeração possibilita o incentivo ao comércio”. “E a alimentação está neste centro, na busca mesmo do repasto cerimonial e festividades, danças e músicas que sempre estiveram ligados aos antigos rituais.”

Ikeda lembra que a as festas populares têm uma importância antropológica por serem “práticas gregárias que ciclicamente comemoram a própria constituição, a própria existência das comunidades enquanto coletividade, a reunião de grupos humanos que preservam uma história comum”.

“No caso da feste junina, esse vestir-se de caipira, simbolicamente, é um instrumento de importância até emocional e psicológico para as pessoas se sentirem com a identidade ligada ao passado, aos pais e avós que praticavam aquilo, comemorando de forma parecida”, analisa o pesquisador.

“Assim, a prática possibilita a guarda de uma continuidade ao longo do tempo.”

 

3) Músicas: Pedido a Santo Antonio – Amado Batista / Festança de São João – Grupo Cordiona               

4) Fotos/Dados pessoais: Arquivos pessoais  – Internet

Áudio 1

Áudio 2

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