Um Brasil de Fato, sob a ótica dos trabalhadores e trabalhadoras, agora também no RS

7 de julho de 2018
Depois de 15 anos do lançamento de sua versão nacional, o maior tablóide de jornalismo militante do país ganha sua versão regional no estado onde “nasceu”.

 

A classe trabalhadora precisa construir a sua mídia. Essa constatação é assinalada pelo economista João Pedro Stédille, dirigente do MST e Via Campesina, na entrevista que ilustra a primeira edição do jornal Brasil de Fato em sua versão impressa no Rio Grande do Sul. “Um dos pilares de uma participação democrática da população na vida política da sociedade é a necessidade dela ter acesso a informações verdadeiras sobre a realidade e os contornos da luta de classe”, arremata. Esse é o norte buscado por um coletivo plural, formado por jornalistas, comunicadores populares, ativistas sociais, sindicalistas e representantes de movimentos sociais e populares que congregaram forças para viabilizar a versão regional do jornal que, há 15 anos, teve sua gênese justamente no estado, durante o III Fórum Social Mundial.

Por entenderem que, na luta por uma sociedade justa e fraterna, a democratização dos meios de comunicação é fundamental, movimentos populares criaram o Brasil de Fato para contribuir no debate de ideias e na análise dos fatos do ponto de vista da necessidade de mudanças sociais no país. Atualmente funcionando em rede, o BdF ramifica-se até os quatro cantos do país através do portal na internet, priorizando as coberturas das lutas sociais, entrevistas e notícias sobre política, economia, direitos humanos e cultura, sob uma visão popular das cidades, do Brasil e do mundo. Os estados de Pernambuco, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro já contam com os portais regionais e também com suas versões locais de tablóides impressos, agora reforçados pelo BdF/RS.

Com pré-lançamento previsto para o dia 14/07 na Feira Mundial de Cooperativismo e Economia Solidária de Santa Maria e lançamento oficial no dia 17/07 na Feira Brasileira de Opinião – Contragolpe em Porto Alegre, a versão impressa do jornal no RS se propõe a promover uma aproximação com os leitores e leitoras, dialogando com as realidades locais. A tiragem inicial parte de 20 mil exemplares com 12 páginas, em periodicidade quinzenal, com distribuição gratuita em todo o estado. Para o jornalista Ayrton Centeno, que integra o coletivo responsável pelo noticioso, ele “vem oxigenar o ambiente, sufocado por “aquela velha opinião formada sobre tudo”, como diz a canção”. Responsável pela redação do editorial desta primeira edição, Centeno acrescenta: “Sua própria presença já significa a oferta de um enfoque diferenciado dos fatos, permitindo uma pluralidade que a mídia empresarial promete na propaganda e sonega na realidade”.

A exemplo de sua versão nacional, todos os conteúdos do BdF/RS podem ser reproduzidos livremente, sempre citando a fonte e publicados na íntegra. Ao longo dos próximos meses serão viabilizados diversos canais de comunicação com os leitores e leitoras, bem como disponibilizadas as plataformas no meio digital para ampliar as repercussões das coberturas propostas pela edição impressa. Desde o primeiro Fórum Social Mundial os movimentos de matriz progressista tem reforçado o chamado ao trabalho coletivo em prol de um novo mundo possível. O grupo de voluntários que agora coloca em circulação o BdF/RS acredita nisso e se propõe a fazer a sua parte para que uma nova comunicação se faça possível e assim ajude a construir este outro mundo estabelecido como objetivo e utopia.

 

Marcos Antonio Corbari

Jornalista e Militante do Movimento dos Pequenos Agricultores

I.C.Padre Josimo | Brasil de Fato-RS | Rede Soberanaia

Com informações do BdF Nacional e BdF/RS