Artigo

Raio X Rural Nº119 – 19 de agosto de 2026

Publicado em 20 de agosto de 2026

ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA – EFA CENTRO RS

Programa Raio X Rural

Produção coletiva da Equipe de Divulgação da EFA Centro, apresentação desta edição de Frei João Osmar

119º programa: 19 de agosto de 2026

1- Resenha: No programa de hoje vamos tratar sobre a atualização dos documentos solicitados pela SEDUC /RS que estão sendo encaminhados pela Coordenação da AEFA Centro; Também temos informações importantes sobre o projeto de Bioinsumos em parceria com a UNIJUÍ que está confirmado e que a contrapartida da AEFA Centro que é a construção da estrutura física para a instalação do equipamento deve ser concluída em três meses; representantes da AEFA Centro participarão no dia 27/08 em Santa Cruz do Sul de um curso sobre Agroecologia em defesa da vida: justiça de gênero etnico racial, promovido pelo CAPA da FLD; Aconteceu no dia 19/08 em Santa Cruz do Sul o 26º Encontro diocesano de Sementes Ceroulas com a participação de centenas de pessoas de toda a região, com destaque para a participação ativa dos alunos e alunas da EFASC que deram um colorido especial ao evento. O Tema proposto para o estudo foi “Das Mãos das Mulheres Brota a Vida”, cujo Texto Base coloco a seguir para aprofundamento da discussão: 

Mulheres vivas e soberania, eis nosso grito!

No dia 18 de agosto aconteceu, em Porto Alegre, o lançamento da 32ª edição do Grito dos Excluídos e do Manifesto por um Rio Grande Decente. O evento esteve sob a responsabilidade da Comissão das Pastorais Sociais da CNBB Sul 3, em parceria com os movimentos populares e algumas Igrejas. O espaço escolhido foi a Assembleia Legislativa, e a sala que nos acolheu não poderia ter um nome mais sugestivo: Espaço Democrático. O Grito dos Excluídos nasceu da sensibilidade social de algumas Igrejas Cristãs e organismos que cuidam da dimensão social da fé. Desde sua primeira edição, vem sendo realizado no dia 7 de setembro. A data não é uma escolha fortuita, pois lembra que, ao grito de Dom Pedro I pela independência política e administrativa do Brasil, somam-se muitos gritos que clamam pelo resgate das dívidas sociais do Estado brasileiro.

Aos cristãos e cidadãos que estranham ou questionam o que chamam de “indevida intromissão” das Igrejas nas questões sociais”, lembramos que o judaísmo, do qual somos herdeiros, nasceu do grito dos hebreus oprimidos que clamaram a Deus e foram por ele ouvidos. E permaneceu vivo e se re novou na medida em que os profetas e profetizas emprestaram suas vozes aos gritos dos pobres, dos órfãos, das viúvas e dos estrangeiros. O cristianismo também nasceu em torno do Enviado de Deus que, na cruz cravada fora dos muros que protegiam os “cidadãos de bem”, juntou seu grito ao de dois condenados e ao clamor de milhões de homens e mulheres não reconhecidos como cidadãos e sujeitos de direitos. Leprosos, cegos, mendigos, crianças e pessoas de boa vontade se reconheceram no grito de Jesus e fizeram dele um grito de vitória coletiva: o Evangelho!

Nossas Igrejas precisam ser fiéis ao seu DNA cristão, fazendo ressoar os gritos das vítimas de hoje, abrindo-lhes espaços nos templos, ruas, parlamentos e praças. Elas nasceram para incomodar, para sacudir o comodismo. Afinal, o Filho de Deus a quem seguimos é sinal de contradição e veio para incomodar (Lucas 2,34). Não podemos ignorar ou silenciar os gritos dos excluídos, esperando que as pedras gritem por eles (Lucas 19,4). Na Semana da Pátria nosso grito será “Vida em primeiro lugar!” Na defesa da paz e da moradia, façamos ressoar a nossa voz: “Mulheres vivas e soberania!” Esse grito adquire maior relevância no contexto de um estado machista e violento (80 feminicídios em 2025 e 60 em 2026), e de um momento nacional em que líderes despudorados querem sacrificar a soberania de um povo no altar de um poder fugaz e vantajoso para poucos. Dom Itacir Brassiani msf

2- Testemunho:  Hoje vamos ouvir o testemunho do geólogo Rualdo Menegat, professor do Instituto de Geociências da UFRGS e autor do Atlas Ambiental de Porto Alegre, que fala sobre a política do esquecimento sobre as enchentes de 2024 que servem para o sucateamento do Estado. Áudio retirado do podcast De Fato Nª154 publicado pelo Brasil de fato RS (parte II).

3- Música: Mulher da Roça, com Antônio Gringo; 

 

4- Fotos  Internet: 26º Encontro Diocesano de Sementes Crioulas em Santa Cruz do Sul:

Áudio 1

Áudio 2

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