INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO
PROGRAMA REVISTA DE RÁDIO
Produção e apresentação: Frei João Osmar
658º programa: 26 de março de 2026:
1 -Resenha: No programa de hoje vamos tratar sobre a Caravana do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC – que tem sua primeira parada neste sábado, dia 28, na Associação Riograndense de Imprensa – ARI, em Porto Alegre, dentro da programação Antifascista. Sigo aqui informações publicadas no site do jornal Brasil de Fato RS no dia 24 de março, cujo link coloco a seguir para quem quiser ter acesso ao material completo.
Porto Alegre recebe, neste sábado (28), a primeira atividade da Caravana do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) pelo Direito à Comunicação. A iniciativa integra a programação da I Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos e marca o início de uma mobilização nacional que percorrerá dez cidades ao longo de 2026. Realizado na Associação Riograndense de Imprensa (ARI), o encontro começa às 10h, com reunião do Comitê FNDC RS, e segue ao longo do dia com abertura oficial às 13h, atividade cultural e mesas de debate a partir das 14h. A programação reunirá pesquisadores, militantes, movimentos sociais e coletivos de comunicação contra-hegemônica para discutir o papel dos meios de comunicação no avanço do fascismo e os caminhos para a soberania das comunicações.
A Caravana do FNDC integra uma estratégia de fortalecimento da mobilização social em torno da democratização da comunicação. Para a secretária-geral do FNDC, Helena Martins, a iniciativa se configura como um espaço de denúncia, organização e luta política diante do avanço do fascismo no Brasil e no mundo. De acordo com Martins, a proposta parte de uma compreensão central: não há enfrentamento efetivo ao fascismo sem enfrentar, de forma radical, o papel da comunicação hegemônica na sustentação das estruturas de dominação. “A crítica ou a ponderação que aparece, muitas vezes, é uma encenação de pluralismo que confere aparência democrática a um ambiente comunicacional que, cotidianamente, constrói e impõe uma visão de mundo específica, funcional à reprodução do capital e da dominação imperialista.”
Comunicação como campo de disputa
Conforme avaliação do FNDC, no contexto internacional, episódios recentes, como o genocídio do povo palestino, o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e as ameaças a países do Sul Global — evidenciam a atuação dos grandes grupos de comunicação como aparelhos privados de hegemonia, alinhados aos interesses do imperialismo, em especial o estadunidense. Nesse cenário, a coordenadora-geral do FNDC, Katia Marko, chama atenção para o papel das plataformas digitais. “São elas que têm viabilizado a guerra cibernética, a vigilância massiva, as operações datificadas, além de favorecerem o controle da circulação das informações, em um alinhamento cada vez mais explícito à extrema direita mundial”, analisa.
Em relação aos meios tradicionais, Helena Martins avalia que há uma tendência de ocultamento ou naturalização dessas violências. “Ainda que a brutalidade desses acontecimentos force, ocasionalmente, alguma fissura no discurso dominante, o que se vê é apenas uma abertura controlada para a crítica ou, mais precisamente, para a ponderação”, afirma. Para Marko, esse cenário reforça a centralidade da comunicação nas disputas políticas contemporâneas. “Justamente por isso, a disputa comunicacional se atualiza como campo fundamental da luta de classes e da luta antifascista”, observa.
“Diante de um contexto em que o capitalismo e o imperialismo expõem de forma cada vez mais explícita seus mecanismos de dominação, a comunicação acompanha esse movimento, seja ocultando, legitimando, distorcendo a realidade ou produzindo informações orientadas a determinados interesses”, pontuam as dirigentes. As atividades reúnem nomes como Katia Marko, Sérgio Amadeu, Letícia Cesarino, Helena Martins, Ergon Cugler, Federico Pita (Argentina), Walter Lippold e Greg Medeiros, que irão debater tanto o papel da comunicação hegemônica quanto a construção de propostas voltadas à soberania comunicacional. A inscrição pode ser realizada através deste link. A Associação Riograndense de Imprensa fica na avenida Borges de Medeiros, 915 Centro Histórico – Porto Alegre.
2- Testemunho/entrevista: Hoje vamos continuar ouvindo o testemunho do Jornalista Carlos Wagner (parte IV) falando seu livro Benzedeiras Raiz no Rio Grande do Sul no Podcast de Fato. Durante a conversa ele fala de sua origem, sua formação jornalística, sua atuação na grande mídia e sobre a sua “conversão” em favor dos pobres da terra ao fazer a cobertura dos conflitos agrários no RS que deram origem a Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST, para finalmente entrar no tema da conversa: a história e a presença das benzedeiras em terras gaúchas. Conferir: Podcast de Fato 133;
3- Música: Sim À Paz, com Osmar Coppe e, no final do testemunho, A Paz, com “Roupa Nova”;
4- Fotos da internet: Comunicação Popular – Brasil de Fato e MST:
