ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA – EFA CENTRO RS
Programa Raio X Rural
Produção coletiva da Equipe de Divulgação da EFA Centro, apresentação desta edição de Frei João Osmar
92º programa: 11 de fevereiro de 2026:
1 -Resenha: No programa de hoje vamos tratar sobre a mobilização de moradores de Monte Negro, RS contra a instalação de aterro sanitário às margens do rio Caí. Os moradores denunciam que os resíduos são tóxicos, com alto potencial para a contaminação ambiental. Sigo aqui matéria publicada no site do Brasil de Fato de 11 de fevereiro de 2026, cujo link coloco a seguir para quem quiser ter acesso ao material completo. Moradores de Montenegro (RS) se mobilizam contra instalação de aterro às margens do rio Caí – Brasil de Fato
Um grupo de moradores de Montenegro se mobiliza contra a instalação de um aterro de resíduos classe 1, considerados altamente perigosos, nas proximidades do rio Caí, na região do Pesqueiro. Na manhã de terça-feira (10), integrantes da Mobilização Popular pelo Plebiscito apresentaram, no plenário da Câmara de Vereadores, uma série de demandas à Mesa Diretora para tentar barrar o avanço do empreendimento. O projeto, da Fundação Proamb, está em fase de licenciamento ambiental conduzido pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Por se tratar de resíduos classe 1, o aterro seria destinado ao descarte de materiais tóxicos, inflamáveis, corrosivos ou com potencial de contaminação ambiental. A localização prevista, próxima ao rio Caí, preocupa moradores e ambientalistas devido ao risco de impactos não apenas no Caí, mas também nos rios Jacuí e Guaíba, que recebem suas águas. Uma empresa pretende instalar 10 mil toneladas de lixo tóxico industrial por mês, por 26 anos. Aqui em Montenegro, a Lei Orgânica garante que a população decida se aceita ou não esse tipo de empreendimento. Essa mesma lei determina que é dever da Câmara convocar um plebiscito para que a população decida se quer ou não. Só que esse direito que temos de decidir está sendo negado pelo Executivo e pelo Legislativo desde janeiro de 2022”, afirma Rafael Altenhofen, biólogo e morador de Montenegro.
Mobilização: Segundo o grupo, a instalação pode afetar o abastecimento, a pesca, a agricultura, o turismo e a saúde pública da população local, estimada em mais de 50 mil habitantes. Os manifestantes também citam como alerta o incêndio registrado recentemente em uma central de resíduos em Pinto Bandeira, que mobilizou equipes de combate ao fogo e gerou preocupação ambiental na região. Durante a sessão na Câmara, os moradores solicitaram três medidas principais: Apresentação de PL em regime de urgência para alterar a Lei Orgânica e salvar o plebiscito antes de eventual decisão judicial; inclusão urgente, no Regimento Interno, do rito de convocação de plebiscito e convocação do plebiscito no caso Proamb, à luz da Lei Orgânica. De acordo com os moradores, não houve consulta prévia à população sobre a possível instalação do aterro. Diante da resistência de parte significativa da comunidade, o grupo defende que a decisão seja submetida ao voto popular.
A reunião desta terça-feira é desdobramento de um encontro realizado em 30 de janeiro de 2026 com o prefeito Gustavo Zanatta. Na ocasião, segundo os representantes do movimento, foi solicitado o encaminhamento do projeto que viabiliza o plebiscito. Ainda conforme o grupo, o prefeito teria informado que colocaria a proposta em pauta na semana seguinte, o que não ocorreu até o momento. O debate sobre o aterro de resíduos perigosos segue mobilizando a comunidade e deve gerar novos desdobramentos nas próximas semanas, tanto no âmbito político quanto no processo de licenciamento ambiental conduzido pelo órgão estadual.
2- Testemunho/entrevista: Hoje vamos ouvir o testemunho da especialista em agroecologia, a agrônoma e doutora em desenvolvimento sustentável Emma Siliprandi, que foi consultora da FAO, agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura. A conversa trata da importância da agroecologia, tanto para a vida urbana quanto para a vida no campo, em um mundo que precisa curar as relações ambientais e sociais. Apresenta os conceitos e práticas desse conhecimento revolucionário, que aponta para a promoção de biodiversidade, saúde, autonomia, organização dos diferentes grupos sociais e ruptura do patriarcado. Retirado do Podcast Defato Nº64 de 24/10/2024 (parte 1);
3- Música: Pequeno Gigante, com Antônio Gringo;
4- Fotos da internet: Defesa do Meio Ambiente – Brasil de Fato:
