Artigo

Revista de Rádio Nº641 – 27 de novembro de 2025

Publicado em 28 de novembro de 2025

INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO 

PROGRAMA REVISTA DE RÁDIO

Produção e apresentação: Frei João Osmar

641º programa: 27 de novembro de 2025:

1 -Resenha: No programa de hoje vamos tratar sobre sobre a Feira Estadual de Economia Solidária, que neste ano terá sua duração ampliada no Centro de Porto Alegre. Está será a 27ª Feira Estadual da Economia Solidária do RS e estará aberta de 1º a 13 de dezembro. Sigo aqui material publicado no site do jornal Brasil de Fato RS em 27 de novembro, cujo link coloco aqui para quem quiser ter acesso ao material completo:   Feira Estadual da Economia Solidária amplia duração e ocupa centro de Porto Alegre – Brasil de Fato 

27ª Feira Estadual da Economia Solidária ocupa centro de Porto Alegre

Ao longo de treze dias, entre 1º e 13 de dezembro, o largo Glênio Peres se transforma novamente em um corredor de múltiplos sotaques, práticas produtivas e histórias coletivas. É a 27ª Feira Estadual da Economia Solidária, que volta ao coração de Porto Alegre, dessa vez com uma proposta ampliada.

Pela primeira vez, o evento tradicionalmente realizado em uma semana estende-se por duas, ocupando o Centro Histórico com artesanato, confecções, alimentos da agricultura familiar e produtos das agroindústrias. A iniciativa busca aumentar o tempo de visitação em um período de grande procura por presentes de fim de ano, incentivando também que o público leve suas próprias sacolas como forma de reduzir o uso de plástico.

A estimativa de 600 mil visitantes projeta uma circulação intensa, impulsionada pelo fluxo diário da região e pela diversidade de produtos. Mais de 300 empreendimentos de todas as regiões gaúchas estarão representados ao longo de 84 estandes que reúnem cerca de 160 expositores, responsáveis por itens autorais e exclusivos, especialmente nas áreas de artesanato e confecção. A organização destaca que a venda direta tem se fortalecido entre consumidores que buscam produção local e relações de proximidade com quem fabrica.

Abertura com anúncio de políticas e renovação de conselhos

A cerimônia oficial que abre a feira ocorre na terça-feira (2), às 9h30, com atividades culturais e um desfile de produtos que colocam em evidência a diversidade dos expositores. A tomada de posse do Conselho Estadual de Economia Solidária marca o início do evento e simboliza a continuidade da articulação política do setor no estado. A presença do Secretário Nacional de Economia Solidária, Gilberto Carvalho, reforça essa dimensão. Ele deverá anunciar novas políticas federais voltadas ao apoio e à expansão dos empreendimentos autogestionados, conforme a organização da feira.

Para Nelsa Nespolo, presidente da União dos Empreendimentos Solidários (Unisol-RS), entidade responsável pela realização do evento, esse tipo de espaço cumpre papel essencial para a sobrevivência e o crescimento dos empreendimentos. A dirigente avalia que as feiras aproximam quem produz e quem consome, fortalecem economias locais e ampliam a valorização da diversidade cultural e das práticas coletivas. Para ela, a comercialização direta é uma ferramenta que contribui para a sustentabilidade das iniciativas ao manter os recursos dentro das comunidades.

A análise é compartilhada pelo pesquisador Ademar Marques, integrante do Fórum Gaúcho de Economia Solidária, que relaciona a expansão desses eventos a uma tendência internacional. Ele considera que a economia solidária se apresenta como alternativa concreta de inclusão social e desenvolvimento sustentável. Segundo a leitura de Marques, a autogestão e a cooperação destacam-se como elementos que impulsionam microeconomias, mantêm renda nas localidades e fortalecem a transição ecológica com justiça social.

Produtos que carregam identidade e história

Entre os corredores da feira, a diversidade material vai refletir a variedade de trajetórias que compõem o setor. Artesanato e confecção assumem protagonismo com peças únicas e processos produtivos que resgatam técnicas tradicionais, exploram a criação autoral e apostam em materiais reaproveitados. Representantes de cooperativas veem nessa característica um diferencial que atrai consumidores em busca de presentes com identidade própria e impacto direto sobre a renda das famílias produtoras.

A ampliação da feira para duas semanas também responde à necessidade de dar maior visibilidade a essa produção. Em um cenário de competição com artigos industrializados, sobretudo no período das festas de fim de ano, a organização aposta que o contato direto com os produtores reforça a decisão de compra e contribui para fidelizar o público.

Dois dias de debates sobre o presente e o futuro do setor

Além da comercialização, a feira sedia um seminário que integra formação política, reflexão sobre conjuntura e planejamento coletivo. Realizado no auditório do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers), na Avenida Alberto Bins, o encontro propôs dois eixos de discussão. Na segunda-feira (1), autoridades e lideranças debatem a força da economia solidária no cenário local e nacional. Participam dessa rodada o secretário nacional Gilberto Carvalho, a presidenta da Unisol-RS, representantes do Instituto Paul Singer e integrantes do Fórum Gaúcho de Economia Solidária.

Na segunda-feira da semana seguinte (8), a pauta se volta ao horizonte político do país em 2026, reunindo o presidente da Conab, Edegar Pretto (PT), a deputada federal Maria do Rosário (PT), o presidente da Assembleia Legislativa, Pepe Vargas (PT), e professores do Instituto Federal do Rio Grande do Sul. Todos têm atuação ligada à defesa e ao fortalecimento dos empreendimentos solidários, reconhecendo o papel das feiras como instrumento de sobrevivência, visibilidade e formação.

A programação formativa ocorre em um contexto marcado pelos eventos climáticos extremos de 2024, que afetam diversas regiões do estado e comprometem a renda dos produtores. Para os organizadores, fortalecer o circuito econômico solidário, ampliar a formação dos expositores e incentivar o consumo consciente são estratégias fundamentais para recuperar iniciativas impactadas.

Uma construção que chega às quase três décadas

Desde sua criação, a Feira Estadual da Economia Solidária acompanha a evolução do setor no Rio Grande do Sul e se consolida como um dos principais espaços de diálogo, visibilidade e comercialização. Os quase 30 anos de existência do evento refletem a construção coletiva entre cooperativas, associações, grupos produtivos e organizações da sociedade civil que defendem modelos alternativos de desenvolvimento.

Ao ocupar o Largo Glênio Peres — um dos espaços públicos mais emblemáticos da capital —, a feira reafirma o papel da economia solidária na geração de renda, na preservação de tradições culturais e na dinamização das economias locais. Em um período de grandes desafios econômicos e ambientais, torna-se também uma oportunidade de fortalecer cadeias produtivas regionais e ampliar a presença do setor na agenda pública.

2- Testemunho/entrevista: Hoje vamos ouvir a entrevista com duas jovens ligadas ao Centro de Estudos Bíblicos – CEBI RS, que participaram do Seminário sobre Juventudes, em Chapecó, SC que foi promovido pela articulação do CEBI Sul, que reúne os estados de RS, SC e PR. Trata-se de Thalia de 14 anos, estudante do Ensino Fundamental e que desde criança muito pequena já participava dos eventos do CEBI e de Ana Clara de 17 anos estudante do Ensino Médio e que é a primeira vez que participa de um evento do CEBI.

3- Música: Me gustan Los Estudiantes, com Mercedes Sosa;

4- Fotos da internet: Seminário sobre Juventudes em Chapecó, SC: 

Áudio 1

Áudio 2

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