Artigo

Revista de Rádio Nº467 – 28 de julho de 2022

Publicado em 28 de julho de 2022

INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO 

PROGRAMA REVISTA DE RÁDIO

Produção e apresentação: Frei João Osmar

467º programa: 28 de julho de 2022:

1- Resenha:

Hoje vamos comentar sobre a Visita do Papa Francisco ao Canadá de Domingo – 24 a Sexta feira 29 de julho e seu pedido de perdão, em nome dos cristãos, por todo o tipo de violência perpetrada contra os povos indígenas naquele país e em toda a América. Conteúdo retirado do site da CNBB. Aqui você terá acesso ao conteúdo na íntegra: https://www.cnbb.org.br/no-canada-papa-francisco-pede-perdao-aos-povos-indigenas-por-atitudes-cristas-incompativeis-com-o-evangelho/

 

NO CANADÁ, PAPA FRANCISCO PEDE PERDÃO AOS POVOS INDÍGENAS POR ATITUDES CRISTÃS INCOMPATÍVEIS COM O EVANGELHO

 

O Papa Francisco fez do seu primeiro discurso em terras canadenses na segunda-feira, 25 de julho, no encontro com os povos indígenas das Primeiras Nações, Métis e Inuítes, em Maskwacis, área localizada na região central de Alberta, a cerca de 70 km ao sul da cidade de Edmonton, um ato penitencial. Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que aguardava o momento de estar ali junto com os indígenas. “Quero iniciar daqui, deste lugar tristemente evocativo, o que tenho em mente de fazer: uma peregrinação penitencial. Chego às vossas terras nativas para vos expressar, pessoalmente, o meu pesar, implorar a Deus perdão, cura e reconciliação, manifestar-vos a minha proximidade, rezar convosco e por vós”, disse Francisco. Encontros realizados no Vaticano: A seguir, o Papa recordou os encontros realizados há quatro meses, em Roma. “Naquela altura, foram-me entregues dois pares de mocassins, sinal das tribulações sofridas pelas crianças indígenas, particularmente por aquelas que, infelizmente, não mais regressaram a casa das escolas residenciais. Pediram-me para restituir os mocassins quando chegasse ao Canadá; o farei no final destas palavras, inspiradas precisamente neste símbolo que foi reavivando em mim, nos meses passados, o pesar, a indignação e a vergonha. A recordação daqueles meninos infunde consternação e incita a agir para que toda a criança seja tratada com amor, veneração e respeito. Mas estes mocassins falam-nos também dum caminho, dum percurso que desejamos fazer juntos. Caminhar juntos, rezar juntos, trabalhar juntos, para que os sofrimentos do passado deem lugar a um futuro de justiça, cura e reconciliação.” As políticas de assimilação foram devastadoras “Repenso o drama sofrido por muitos de vós, pelas vossas famílias, pelas vossas comunidades; repenso o que partilhasse comigo sobre as tribulações sofridas nas escolas residenciais. Mas é justo fazer memória, porque o esquecimento leva à indiferença e, como já foi dito, “o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença (…), o contrário da vida não é a morte, mas a indiferença face à vida ou à morte”. Fazer memória das experiências devastadoras que aconteceram nas escolas residenciais impressiona, indigna e entristece, mas é necessário”, disse ainda o Papa: É necessário recordar como as políticas de assimilação e alforria, que incluíam o sistema das escolas residenciais, foram devastadoras para as pessoas destas terras. Quando os colonizadores europeus chegaram aqui pela primeira vez, eles se depararam com a grande oportunidade de desenvolver um encontro fecundo entre culturas, tradições e espiritualidades. Mas isso, em grande parte, não aconteceu. E voltam-me à mente os vossos relatos: de como as políticas de assimilação acabaram por marginalizar sistematicamente os povos indígenas; de como as vossas línguas e culturas, também através do sistema das escolas residenciais, foram denegridas e suprimidas; de como as crianças foram submetidas a abusos físicos e verbais, psicológicos e espirituais; de como foram levadas de suas casas quando eram pequeninas e de como isso afetou indelevelmente a relação entre os pais e os filhos, os avós e os netos. Perdão pela mentalidade colonizadora A seguir, o Papa agradeceu por terem “feito entrar no coração tudo isto, por terdes mostrado os fardos pesados que carregais no vosso íntimo, por teres partilhado comigo esta memória sanguinolenta. Encontro-me hoje nesta terra que, junto com uma memória antiga, guarda as cicatrizes de feridas ainda abertas”. Estou aqui, porque o primeiro passo desta peregrinação penitencial no meio de vós é o de vos renovar o pedido de perdão e dizer com todo o coração que o deploro profundamente: peço perdão pelas formas em que muitos cristãos, infelizmente, apoiaram a mentalidade colonizadora das potências que oprimiram os povos indígenas. “Sinto pesar. Peço perdão, em particular pelas formas em que muitos membros da Igreja e das comunidades religiosas cooperaram, inclusive através da indiferença, naqueles projetos de destruição cultural e assimilação forçada dos governos de então, que culminaram no sistema das escolas residenciais.” A seguir o Papa disse que, “embora estivesse presente a caridade cristã e tivesse havido não poucos casos exemplares de dedicação às crianças, as consequências globais das políticas ligadas às escolas residenciais foram catastróficas. A fé cristã nos diz que se tratou dum erro devastador, incompatível com o Evangelho de Jesus Cristo. Perante este mal que indigna, a Igreja ajoelha-se diante de Deus e implora o perdão para os pecados dos seus filhos. Desejo reiterá-lo claramente e com vergonha: peço humildemente perdão pelo mal cometido por tantos cristãos contra as populações indígenas”. Na igreja dedicada a Nossa Senhora das Sete Dores, o Papa Francisco abençoa uma longa faixa com os nomes das crianças das escolas residenciais.

2- Testemunho/entrevista: Hoje vamos ouvir o testemunho de Liandro Carlotto Schultz, nascido em Agudo RS. Atualmente mora no Seminário São Pascoal como Vocacionado Franciscano e estuda o último ano do Ensino Médio em Três Passos, RS. Sempre participou da vida de sua comunidade eclesial, dando destaque para o Grupo de Jovens ligado à Pastoral da Juventude – PJ e ao Movimento Eclesial “Gurizada Franciscana”. Sua participação nestes grupos foi lhe abrindo horizontes e lhe apresentando a Vocação Franciscana à Vida Religiosa Consagrada. Em 2020 entrou para o Seminário como Aspirante e em 2023 vai para a etapa denominada Postulantado, isto é um ano de vivência fraterna antes de ingressar na Vida Religiosa como Frei Noviço. É um bonito testemunho de um jovem alegre e animado pela vida e busca novos horizontes, não acomodando-se ao já dado e rotineiro.

3- Música: La Guadalupana – Clip Oficial; 

4- Fotos – da internet: Liandro.

Áudio 1

Áudio 2

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