INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO
PROGRAMA REVISTA DE RÁDIO
Produção e apresentação: Frei João Osmar
420º programa: 02 de setembro de 2021:
1- Resenha: Hoje vamos comentar sobre a história do Grito dos/as com surgiu?
A proposta do Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, com o lema: A fraternidade e os excluídos. Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro para a realização do Grito dos/as Excluídos/as estão a de fazer um contraponto ao Grito da Independência. O primeiro Grito dos Excluídos/as foi realizado em 7 de setembro de 1995, tendo como lema A vida em primeiro lugar , e ecoou em 170 localidades. A partir de 1996, o Grito foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua Assembleia Geral, como parte do PRNM (Projeto Rumo ao Novo Milênio – doc. 56 nº 129). A cada ano, se efetiva como uma imensa construção coletiva, antes, durante e após o Sete de Setembro. Mais do que uma articulação, o Grito é um processo, é uma manifestação popular carregada de simbolismo, que integra pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. Ele brota do chão, é ecumênico e vivido na prática das lutas populares por direitos. A proposta não só questiona os padrões de independência do povo brasileiro, mas ajuda na reflexão para um Brasil que se quer cada vez melhor e mais justo para todos os cidadãos e cidadãs. Assim, é um espaço aberto para denúncias sobre as mais variadas formas de exclusão.
OBJETIVOS
Discutir com a sociedade o atual momento que vivemos no Brasil e no
mundo, denunciando as estruturas opressoras e excludentes e as
injustiças cometidas pelo sistema capitalista;
Refletir coletivamente que este modelo de “desenvolvimento”, baseado no
lucro e na acumulação privada, não serve para o povo, porque destrói e mata;
Promover espaços de diálogo e troca de experiências para construir as
lutas e a mudança, através da organização, mobilização e resistência popular;
Lutar contra a privatização dos recursos naturais, bens comuns e contra as reformas que retiram direitos dos/as trabalhadores/as;
Ocupar os espaços públicos e exigir do Estado a garantia e a
universalização dos direitos básicos;
Promover a vida e anunciar a esperança de um mundo justo, com ações organizadas a fim de construir um novo projeto de sociedade.
Tema deste ano:
Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda, já!
2- Entrevista: Hoje vamos ouvir o testemunho de Roberto Antonio Liebgott, Missionário Leigo do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, na Região Sul do Brasil. Há 31 anos dedica-se à causa indígena tendo atuado em diversas regiões do Brasil. Trabalhou também na Secretaria Nacional do CIMI em Brasília, chegando a ser vice-presidente do mesmo. Sua vocação missionária junto aos povos indígenas surgiu a partir de ter participado de uma palestra nos tempos de Teologia sobre a importância da defesa das causas indígenas. Em seu testemunho Roberto nos conta um pouco sobre a sua atuação junto ao CIMI e sobre a atuação do próprio CIMI. No final nos fala sobre a lutas dos povos indígenas no Brasil contra o Marco Temporal que está em debate no Supremo Tribunal Federal – STF em Brasília. É um belo testemunho de alguém que dedica a sua própria vida na promoção e defesa da da vida de outros/as.
3- Música: Hino do Grito dos Excluídos/as 2021
4- Foto da internet: Manifestação dos indígenas em Porto Alegre, RS.
