{"id":9125,"date":"2026-05-21T15:12:29","date_gmt":"2026-05-21T18:12:29","guid":{"rendered":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?post_type=revista_radio&#038;p=9125"},"modified":"2026-05-21T15:12:29","modified_gmt":"2026-05-21T18:12:29","slug":"revista-de-radio-no666-21-de-maio-de-2026","status":"publish","type":"revista_radio","link":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/revista_radio\/revista-de-radio-no666-21-de-maio-de-2026\/","title":{"rendered":"Revista de R\u00e1dio N\u00ba666 &#8211; 21 de maio de 2026"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><b>INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><b>PROGRAMA REVISTA DE R\u00c1DIO<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><b>Produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Frei Jo\u00e3o Osmar<\/span><\/p>\n<p><b>666\u00ba programa: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">21 de maio de 2026:<\/span><\/p>\n<p><b>1 -Resenha: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">No programa de hoje vamos tratar sobre QUE FUTURO QUEREMOS? Crise clim\u00e1tica e soberania alimentar marcam debate sobre respostas \u00e0s enchentes no RS. O debate aconteceu no dia 04 de maio na Universidade Federal do Rio Grande do Sul -UFRGS promovido pelo Brasil de Fato RS, Sul21 e a Reitoria da pr\u00f3pria UFRGS e marca a passagem de 02 anos da tr\u00e1gica enchente que arrasou o RS e de como anda o processo de reconstru\u00e7\u00e3o. Sigo aqui material publicado no site do Brasil de Fato de 04\/05, cujo link coloco a seguir para quem quiser ter acesso ao material completo.\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/05\/05\/crise-climatica-e-soberania-alimentar-marcam-debate-sobre-respostas-as-enchentes-no-rs\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Crise clim\u00e1tica e soberania alimentar marcam debate sobre respostas \u00e0s enchentes no RS | Brasil de Fato<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A reconstru\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul ap\u00f3s a enchente hist\u00f3rica de 2024 e a necessidade de preparar o estado para novos eventos extremos pautaram o semin\u00e1rio \u201cDois anos das enchentes: Para onde vamos?\u201d. Parte do ciclo de debates \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/03\/31\/que-futuro-queremos-novo-plano-diretor-ameaca-direito-a-cidade-em-porto-alegre\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Que Futuro Queremos?<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u201d, o evento foi realizado nesta segunda-feira (4), na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), com o objetivo de marcar os dois anos das enchentes que atingiram o estado entre abril e maio de 2024. A atividade foi promovida por <\/span><b>Brasil de Fato RS<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, Sul21 e a Reitoria da Ufrgs, e pode ser assistida no <\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=y3CgPRmUkyI\"><span style=\"font-weight: 400\">Youtube<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. O evento contou com a participa\u00e7\u00e3o, na mesa de abertura, do jornalista Lu\u00eds Eduardo Gomes, do Sul21; da editora do <\/span><b>Brasil de Fato RS<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, Katia Marko; da reitora da Ufrgs, M\u00e1rcia Barbosa; e do superintendente do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio (MDA) no estado, Milton Bernardes. O <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/03\/31\/que-futuro-queremos-novo-plano-diretor-ameaca-direito-a-cidade-em-porto-alegre\/\"><span style=\"font-weight: 400\">encontro<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> foi aberto com a leitura do poema \u201cOu\u00e7o pingos de chuva\u201d, de Lilian Rocha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na sequ\u00eancia, foi realizado o painel \u201cAs mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a soberania alimentar\u201d, que debateu experi\u00eancias de movimentos sociais e entidades representativas da agricultura familiar na constru\u00e7\u00e3o de alternativas agr\u00edcolas sustent\u00e1veis. Com media\u00e7\u00e3o do ambientalista Leonardo Melgarejo, o painel contou com a participa\u00e7\u00e3o de \u00c1lvaro Delatorre, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Gerson Borges, do Movimento dos Pequenos e Pequenas Agricultoras (MPA); Alexania Rossato, do Movimento dos Atingidos e Atingidas por Barragens (MAB); Sandra Christ, do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD); e Luis Carlos Scapinelli, da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do RS (Fetraf-RS). Fechando o semin\u00e1rio, ocorreu o painel \u201cComo a ci\u00eancia est\u00e1 enfrentando as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?\u201d, que trouxe a perspectiva de pesquisadores sobre os desdobramentos das enchentes no estado nos \u00faltimos dois anos. O ciclo de debates \u201cQue Futuro Queremos?\u201d teve in\u00edcio em 30 de mar\u00e7o, com o evento <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/03\/31\/que-futuro-queremos-novo-plano-diretor-ameaca-direito-a-cidade-em-porto-alegre\/\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cO Novo Plano Diretor Respeita o Direito \u00e0 Cidade?\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, realizado em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio Grande do Sul (IAB-RS). Na ocasi\u00e3o, os debatedores apontaram que o Plano Diretor em discuss\u00e3o na C\u00e2mara de Vereadores de Porto Alegre amea\u00e7a o direito \u00e0 cidade na Capital por seu teor antidemocr\u00e1tico e privatista.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-weight: 400\">Recursos e reconstru\u00e7\u00e3o no RS: Milton Bernardes destacou que os sinais da crise clim\u00e1tica j\u00e1 eram evidentes desde 2023, com desastres na bacia do Taquari-Antas. Para ele, houve falha na <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/05\/atingidos-e-atingidas-pela-enchente-saem-as-ruas-de-porto-alegre-por-moradia-e-direitos\/\"><span style=\"font-weight: 400\">compreens\u00e3o desses alertas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">. \u201cQuando veio 2024, veio de uma forma que aconteceu o que aconteceu. E ainda sofremos at\u00e9 hoje, ainda temos muitas coisas para resolver\u201d, afirmou. Bernardes refor\u00e7ou que a reconstru\u00e7\u00e3o exige atua\u00e7\u00e3o conjunta entre Uni\u00e3o, estado e munic\u00edpios, com foco em mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o, diante da possibilidade de novos eventos clim\u00e1ticos, como um El Ni\u00f1o em 2026. \u201cEsses efeitos est\u00e3o cada vez mais presentes. Precisamos pensar nossos modelos produtivos e investir na transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica.\u201d O superintendente afirmou que o <\/span><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2025-04\/mais-de-80-de-recursos-destinados-enchentes-no-rs-foram-investidos\"><span style=\"font-weight: 400\">Rio Grande do Sul recebeu mais de R$110 bilh\u00f5es<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> para a\u00e7\u00f5es de reconstru\u00e7\u00e3o como estradas e moradias. \u201cN\u00e3o tenho na minha hist\u00f3ria uma unidade federativa que tenha recebido tanto recurso como o Rio Grande do Sul\u201d, declarou.<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entre as medidas citadas, est\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o da Secretaria Extraordin\u00e1ria de Reconstru\u00e7\u00e3o do RS, coordenada pelo governo federal, al\u00e9m da instala\u00e7\u00e3o de uma governan\u00e7a espec\u00edfica no Vale do Taquari ainda em 2023. Bernardes tamb\u00e9m mencionou a atua\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o especial, criada em 2024, para renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de agricultores familiares. De acordo com ele, a iniciativa envolveu cerca de 80 mil agricultores e resultou em mais de 140 mil opera\u00e7\u00f5es de renegocia\u00e7\u00e3o, com um volume pr\u00f3ximo a R$1 bilh\u00e3o. \u201cFoi um processo constru\u00eddo com ampla participa\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais e do sistema financeiro\u201d, afirmou, citando entidades como MST, Fetraf e cooperativas de cr\u00e9dito. O superintendente tamb\u00e9m destacou o perd\u00e3o da d\u00edvida do estado por tr\u00eas anos e a cria\u00e7\u00e3o de um fundo espec\u00edfico para cat\u00e1strofes, o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), estimado em cerca de R$14,5 bilh\u00f5es. Ele afirmou que o governo federal seguir\u00e1 acompanhando a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos. \u201cA gente quer saber o que foi feito com tudo isso. Isso \u00e9 absolutamente natural\u201d, disse. Ao projetar o futuro, Bernardes anunciou a realiza\u00e7\u00e3o de novos ciclos de debate ao longo de 2026, com foco na agroecologia e nos modelos produtivos. Entre as iniciativas, est\u00e1 a articula\u00e7\u00e3o com universidades e institui\u00e7\u00f5es como a Embrapa Clima Temperado, al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) para fam\u00edlias atingidas.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-weight: 400\">Crise clim\u00e1tica exige olhar integrado, diz reitora: A reitora M\u00e1rcia Barbosa defendeu que a emerg\u00eancia clim\u00e1tica deve ser analisada em conex\u00e3o com outras dimens\u00f5es da sociedade. \u201cEla n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o descorrelacionada com as demais coisas que est\u00e3o acontecendo no mundo. Eu me recuso a olhar s\u00f3 a <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/amigos-da-terra-brasil\/2025\/05\/22\/um-ano-da-enchente-no-rio-grande-do-sul-o-que-e-memoria-para-alguns-para-muitos-ainda-e-realidade\/\"><span style=\"font-weight: 400\">quest\u00e3o clim\u00e1tica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> sem examinar tamb\u00e9m a quest\u00e3o geopol\u00edtica, o machismo, a misoginia que est\u00e1 permeando o planeta\u201d, afirmou. Ao tratar das enchentes, destacou que os eventos extremos j\u00e1 eram previstos pela comunidade cient\u00edfica. \u201cAquela \u2018provinha\u2019 da enchente foi surpresa para zero cientistas clim\u00e1ticos. Temos uma rede de 400 cientistas que j\u00e1 vinha avisando h\u00e1 muito tempo que ter\u00edamos seca no Norte e enchentes no Sul. O pa\u00eds s\u00f3 n\u00e3o conseguia dizer a data e o hor\u00e1rio\u201d, explicou. Para ela, o problema central foi a falta de prepara\u00e7\u00e3o. \u201cFomos pegos desprevenidos porque simplesmente n\u00e3o nos organizamos. Existe uma cultura de n\u00e3o se mover enquanto o problema n\u00e3o est\u00e1 caindo na cabe\u00e7a\u201d, avaliou. Durante as enchentes de 2024, a Ufrgs organizou uma rede com mais de 100 pesquisadores, em articula\u00e7\u00e3o com a Defesa Civil, para diagnosticar danos e propor a\u00e7\u00f5es, nem todas implementadas. Entre as iniciativas, destacou a forma\u00e7\u00e3o de professores para atua\u00e7\u00e3o em contextos de emerg\u00eancia clim\u00e1tica. \u201c\u00c9 pela educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as que se prepara toda uma comunidade\u201d, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">afirmou.<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> A universidade tamb\u00e9m criou um sistema pr\u00f3prio de monitoramento clim\u00e1tico. \u201cQuando h\u00e1 previs\u00e3o de evento extremo, a equipe acompanha dados de sat\u00e9lite hora a hora e opera com um sistema de bandeiras\u201d, explicou. Barbosa alertou para a possibilidade de novos eventos extremos j\u00e1 em 2026 e defendeu maior prepara\u00e7\u00e3o. \u201cPrecisamos dar alertas precisos e nos preparar melhor\u201d, disse. Ela tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para os impactos sociais das enchentes. \u201cEmbora a criminalidade em geral tenha diminu\u00eddo, a viol\u00eancia contra a mulher aumentou. Isso \u00e9 muito s\u00e9rio.\u201d<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400\">Crise clim\u00e1tica e soberania alimentar no centro do debate: \u201cO que n\u00f3s costumamos discutir \u00e9 a inevitabilidade das precipita\u00e7\u00f5es. Elas v\u00e3o continuar acontecendo, ao mesmo tempo em que temos a fragilidade do territ\u00f3rio ga\u00facho e do planejamento\u201d, afirmou Leonardo Melgarejo na abertura da mesa \u201cAs mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a soberania alimentar\u201d. O ambientalista destacou a capacidade de resposta da sociedade civil, especialmente durante as enchentes, quando redes de solidariedade foram mobilizadas em diferentes regi\u00f5es do estado. \u201cComo numa banda de jazz, cada um tocando o seu instrumento com independ\u00eancia, formaram uma harmonia que demonstrou que o Rio Grande do Sul tem capacidade pr\u00f3pria para enfrentar esses problemas.\u201d Melgarejo defendeu ainda transpar\u00eancia no uso dos recursos federais destinados \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o e a necessidade de monitorar a aplica\u00e7\u00e3o desses valores.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400\">Medo, inseguran\u00e7a e cr\u00edtica ao modelo agr\u00edcola: Pela Fetraf-RS, o agricultor ecologista Luis Carlos Scapinelli afirmou que a principal marca deixada pelas enchentes foi a perda da seguran\u00e7a, tanto no campo quanto nas cidades. \u201cO que mais n\u00f3s perdemos foi a seguran\u00e7a. Porque n\u00f3s temos medo.\u201d Segundo ele, a instabilidade clim\u00e1tica passou a fazer parte da rotina, alterando pr\u00e1ticas produtivas e decis\u00f5es cotidianas. \u201cUma das primeiras coisas que eu fa\u00e7o quando acordo \u00e9 olhar a previs\u00e3o do tempo.\u201d Scapinelli destacou que os impactos recaem de forma mais intensa sobre a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. \u201cQuem mais sofre? Os mais pobres. Sofrem nas cheias, no frio, no calor, e muitas vezes n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de sair dos lugares onde vivem.\u201d Ele criticou a ideia de que a resposta \u00e0s trag\u00e9dias pode se dar apenas pela a\u00e7\u00e3o individual. \u201cNuma trag\u00e9dia, precisa de preven\u00e7\u00e3o, precisa de ajuda, precisa diminuir os impactos. Isso exige um poder p\u00fablico comprometido.\u201d Ao tratar das causas estruturais dos desastres, o dirigente afirmou que o modelo agr\u00edcola atual fracassou. Segundo ele, o sistema baseado na monocultura e na exporta\u00e7\u00e3o n\u00e3o garante sustentabilidade ambiental nem renda para a agricultura familiar. Como alternativa, a Fetraf-RS tem defendido pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas, como o Sistema de Plantio Direto de Hortali\u00e7as (SPDH), capazes de aumentar a infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua no solo e reduzir o escoamento superficial. \u201cDo jeito que est\u00e1 hoje, choveu, a \u00e1gua vai embora quase como no asfalto, causando destrui\u00e7\u00e3o.\u201d<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400\">\u201cN\u00e3o temos soberania alimentar\u201d: Pelo MTD, Sandra Christ afirmou que o debate sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e soberania alimentar precisa ir al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de alimentos e alcan\u00e7ar dimens\u00f5es estruturais da sociedade. Segundo ela, a discuss\u00e3o envolve diretamente direitos b\u00e1sicos da popula\u00e7\u00e3o e o modelo de desenvolvimento adotado no pa\u00eds. \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos soberania alimentar.\u201d Para Christ, o Brasil ainda est\u00e1 distante de garantir que a sociedade decida sobre o modelo de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e consumo de alimentos. Ela criticou o predom\u00ednio do agroneg\u00f3cio e a subordina\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o \u00e0s demandas do mercado internacional. \u201cO modelo que predomina n\u00e3o preserva, n\u00e3o ouve a popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o garante o direito de se alimentar com dignidade. A <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/04\/20\/romaria-agroecologica-reune-quilombolas-assentados-e-agricultores-em-cangucu-rs\/\"><span style=\"font-weight: 400\">produ\u00e7\u00e3o de comida<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica. Se a gente fica nesse jogo internacional, n\u00e3o tem garantia nenhuma.\u201d Ela tamb\u00e9m relacionou a inseguran\u00e7a alimentar \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de vida e \u00e0 capacidade de organiza\u00e7\u00e3o social. \u201cA comida \u00e9 elementar para o desenvolvimento f\u00edsico e mental. Sem isso, a popula\u00e7\u00e3o fica mais propensa a ser dominada.\u201d Para o movimento, o debate sobre alimenta\u00e7\u00e3o deve estar articulado \u00e0 luta por moradia, trabalho e acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas. Diante do cen\u00e1rio das enchentes, o MTD prop\u00f4s a retomada da lei estadual das frentes emergenciais de trabalho, com a cria\u00e7\u00e3o dos chamados agentes de cidadania solid\u00e1ria. A proposta prev\u00ea a contrata\u00e7\u00e3o de trabalhadores para atuar diretamente em situa\u00e7\u00f5es de crise, com a\u00e7\u00f5es como limpeza de casas, organiza\u00e7\u00e3o de cozinhas solid\u00e1rias, distribui\u00e7\u00e3o de alimentos e apoio \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o das comunidades. Al\u00e9m da resposta emergencial, os agentes tamb\u00e9m atuariam em a\u00e7\u00f5es estruturais, em articula\u00e7\u00e3o com universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, contribuindo para mapear \u00e1reas de risco, planejar reassentamentos e desenvolver solu\u00e7\u00f5es permanentes. \u201cEra mais do que concreto colocar essa lei em pr\u00e1tica\u201d, afirmou Christi. Apesar disso, ela criticou a falta de ades\u00e3o dos governos. \u201cN\u00e3o conseguimos que nem o governo estadual, nem o federal topassem essa proposta.\u201d Christ tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para a concentra\u00e7\u00e3o urbana e as desigualdades territoriais. \u201cMais de 90% da popula\u00e7\u00e3o vive nas cidades, que ocupam apenas 3,5% do territ\u00f3rio. E os mais pobres est\u00e3o nas \u00e1reas de maior risco.\u201d Ao final, sintetizou a proposta do movimento. \u201cPara n\u00f3s, \u00e9 uma cidade segura, sustent\u00e1vel e solid\u00e1ria. Esses tr\u00eas \u2018S\u2019 precisam estar juntos.\u201d<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400\">Organiza\u00e7\u00e3o dos atingidos e desigualdade: Iniciando sua fala, a <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/04\/29\/seguimos-sem-casa-e-sem-direitos-atingidos-cobram-respostas-dois-anos-apos-enchentes-no-rs\/\"><span style=\"font-weight: 400\">coordenadora MAB<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> Alexania Rossato destacou que o movimento ampliou sua atua\u00e7\u00e3o diante da crise clim\u00e1tica, passando a organizar tamb\u00e9m atingidos por enchentes, secas e deslizamentos. A partir da experi\u00eancia com desastres como Mariana e Brumadinho, alertou que os processos de repara\u00e7\u00e3o s\u00e3o lentos e insuficientes. \u201cMariana j\u00e1 tem mais de dez anos e as fam\u00edlias ainda n\u00e3o t\u00eam seus direitos garantidos.\u201d Durante as enchentes no RS, o MAB organizou cozinhas solid\u00e1rias, produziu milhares de refei\u00e7\u00f5es e distribuiu itens essenciais. Segundo Rossato, o principal desafio segue sendo o reconhecimento dos atingidos como sujeitos de direitos. \u201cN\u00e3o basta reconhecer o desastre. \u00c9 preciso garantir os direitos.\u201d Rossato criticou a destina\u00e7\u00e3o dos recursos da reconstru\u00e7\u00e3o, apontando que parte significativa foi direcionada para obras de infraestrutura e setores econ\u00f4micos, enquanto demandas sociais seguem sem resposta. \u201cSe cria o neg\u00f3cio do desastre. O recurso vai para reconstruir o que interessa ao capital, enquanto o povo segue nas \u00e1reas de risco.\u201d Segundo exp\u00f4s a coordenadora, menos de um bilh\u00e3o de recurso foi para moradia, e at\u00e9 agora foram entregues apenas 174 casas definitivas pelo governo do estado. Tamb\u00e9m relatou o agravamento das condi\u00e7\u00f5es de vida das fam\u00edlias atingidas, com endividamento, moradias prec\u00e1rias e inseguran\u00e7a alimentar. \u201cTem gente vivendo sem porta, com lona, endividada com banco ou agiota para consertar a casa\u201d, disse. Segundo ela, cerca de 50% das fam\u00edlias que vivem em moradias provis\u00f3rias n\u00e3o foram reconhecidas nos cadastros mais recentes e podem ficar sem acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o definitiva. \u201cEssas fam\u00edlias v\u00e3o passar o resto da vida em casas de 27 metros quadrados\u201d, alertou. Rossato destacou ainda que a crise clim\u00e1tica afeta de forma desigual a popula\u00e7\u00e3o. Dados citados por ela indicam que 87% das fam\u00edlias atingidas recebem at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, e 65% vivem com menos de um. \u201cOs mais pobres s\u00e3o os que mais sofrem, porque est\u00e3o nas \u00e1reas de risco e t\u00eam mais dificuldade de se recuperar.\u201d Para o MAB, os desastres n\u00e3o s\u00e3o eventos naturais isolados, mas resultado de processos hist\u00f3ricos que distribuem de forma desigual os riscos e vulnerabilidades. Entre as reivindica\u00e7\u00f5es do movimento est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas para popula\u00e7\u00f5es atingidas, a garantia de moradia digna e a repara\u00e7\u00e3o integral dos danos. Por fim, refor\u00e7ou que a luta segue em curso e destacou a dimens\u00e3o simb\u00f3lica da mobiliza\u00e7\u00e3o. \u201cDefender os direitos das popula\u00e7\u00f5es atingidas \u00e9 defender a <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/04\/27\/dois-anos-apos-enchente-exposicao-de-arpilleras-denuncia-impactos-e-falta-de-respostas-no-rs\/\"><span style=\"font-weight: 400\">dignidade e a justi\u00e7a<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u201d, afirmou. De acordo com o governo do estado na \u00e1rea habitacional, os investimentos j\u00e1 chegam a R$1,5 bilh\u00e3o, com a\u00e7\u00f5es estruturadas em duas frentes. A primeira, voltada ao atendimento emergencial, implantou 625 moradias tempor\u00e1rias em dez munic\u00edpios, com investimento de R$83,3 milh\u00f5es. Segundo o estado, 99 fam\u00edlias j\u00e1 deixaram essas unidades e 526 seguem atendidas, com alternativas definitivas em execu\u00e7\u00e3o. A segunda frente envolve solu\u00e7\u00f5es permanentes, com previs\u00e3o de investimento de R$647 milh\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de 2.723 moradias definitivas em 56 munic\u00edpios. At\u00e9 o momento, 176 unidades foram entregues, com outras em fase de execu\u00e7\u00e3o ou contrata\u00e7\u00e3o.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEstamos \u00e0 beira de um colapso clim\u00e1tico\u201d: Pelo MPA, Gerson Borges afirmou que a crise atual j\u00e1 n\u00e3o pode mais ser tratada apenas como mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Para ele, o problema \u00e9 resultado direto do modelo capitalista. \u201c\u00c9 um modelo que transforma a natureza e os seres humanos em mercadoria.\u201d Borges chamou aten\u00e7\u00e3o para o aumento da fome no mundo e para a rela\u00e7\u00e3o com o modelo agr\u00edcola global. \u201cHoje s\u00e3o 673 milh\u00f5es de pessoas passando fome.\u201d Segundo ele, as pol\u00edticas p\u00fablicas n\u00e3o chegam de forma efetiva \u00e0s popula\u00e7\u00f5es mais pobres. \u201cAs fam\u00edlias camponesas n\u00e3o t\u00eam casa, est\u00e3o endividadas, a pol\u00edtica p\u00fablica n\u00e3o est\u00e1 chegando.\u201d Ele tamb\u00e9m destacou dados sobre a destrui\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cJ\u00e1 perdemos 52 milh\u00f5es de hectares da Amaz\u00f4nia. S\u00f3 no ano passado foram destru\u00eddos 579 mil hectares\u201d, afirmou, alertando para o risco de atingir pontos de n\u00e3o retorno. No Brasil, segundo Borges, a maior parte das emiss\u00f5es est\u00e1 ligada ao uso do solo. \u201cO grande vil\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Brasil \u00e9 o agroneg\u00f3cio\u201d, disse, criticando a aus\u00eancia de reforma agr\u00e1ria e de pol\u00edticas voltadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos.\u00a0 Durante as enchentes, o MPA articulou a a\u00e7\u00e3o \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/04\/20\/missao-sementes-de-solidariedade-reafirma-legado-de-frei-sergio-gorgen\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Sementes de Solidariedade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">\u201d, em parceria com outros movimentos, atendendo mais de 5 mil fam\u00edlias em 77 munic\u00edpios. \u201cLevamos sementes, alimentos e, principalmente, solidariedade. Muitas fam\u00edlias perderam tudo, inclusive familiares\u201d, relatou Borges. Segundo ele, a a\u00e7\u00e3o foi fundamental no curto prazo, mas n\u00e3o resolve os problemas estruturais. \u201cMuitos perderam a terra, ficou s\u00f3 o cascalho.\u201d Como alternativa, o movimento defende um novo modelo de desenvolvimento, baseado no chamado <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/02\/22\/mpa-realiza-assembleia-estadual-no-rs-e-apresenta-pauta-de-lutas-para-o-proximo-periodo\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Plano Campon\u00eas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, com foco na agroecologia, no protagonismo de mulheres e jovens e na soberania em diferentes dimens\u00f5es. Entre as iniciativas, est\u00e1 a proposta da <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/07\/28\/em-defesa-da-soberania-alimentar-missao-josue-de-castro-entrega-carta-politica-ao-governo-da-bahia\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Miss\u00e3o Josu\u00e9 de Castro<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, que prev\u00ea rotas populares de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, conectando a agricultura familiar \u00e0s periferias urbanas, com a meta inicial de atender cerca de 5 milh\u00f5es de pessoas. Ao tratar do financiamento, Borges destacou que \u201co campesinato mais pobre \u00e9 exclu\u00eddo\u201d e defendeu a busca por recursos inclusive a fundo perdido. Ele reconheceu o desafio das propostas. \u201c\u00c9 uma iniciativa talvez ousada, mas n\u00f3s temos que ousar. O tempo hist\u00f3rico exige e n\u00e3o basta ficar s\u00f3 contemplando e criticando.\u201d Para o dirigente, \u00e9 preciso avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o de alternativas concretas. \u201cTemos que ir testando e buscando fissuras nesse sistema, para um dia super\u00e1-lo. Pode ser uma utopia, mas \u00e9 daquelas necess\u00e1rias.\u201d<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-weight: 400\">Ac\u00famulo de for\u00e7as e disputa de modelos: Dirigente do MST, \u00c1lvaro Delatorre destacou que o enfrentamento da crise clim\u00e1tica passa pela disputa pol\u00edtica e pela capacidade de organiza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais. \u201cN\u00f3s estamos na luta pol\u00edtica e ela se d\u00e1 a partir de uma correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as\u201d, afirmou. Para Delatorre, esse ac\u00famulo se d\u00e1 em diferentes frentes, municipal, estadual e federal, e ser\u00e1 decisivo diante dos pr\u00f3ximos anos. \u201cO que acontecer nos pr\u00f3ximos 10, 20 anos vai determinar o grau de sofrimento das pessoas, especialmente das mais pobres\u201d, disse. Ele tamb\u00e9m apontou que a disputa pol\u00edtica e ideol\u00f3gica est\u00e1 cada vez mais expl\u00edcita. \u201cNunca antes se explicitou tanto essa op\u00e7\u00e3o pela acumula\u00e7\u00e3o capitalista em detrimento do trabalho\u201d, afirmou, defendendo a constru\u00e7\u00e3o de consensos e alian\u00e7as entre os movimentos. O dirigente defendeu que a crise clim\u00e1tica deve ser compreendida como consequ\u00eancia de uma crise ambiental mais ampla, ligada \u00e0 forma como o capital se relaciona com a natureza. De acordo com ele, h\u00e1 dois projetos em disputa no pa\u00eds: o agroneg\u00f3cio e o modelo das comunidades camponesas. \u201c\u00c9 uma disputa entre formas distintas de rela\u00e7\u00e3o com a natureza e com o territ\u00f3rio.\u201d Nesse contexto, destacou a soberania alimentar como eixo estrat\u00e9gico. \u201cN\u00e3o se trata s\u00f3 de matar a fome, mas de garantir que os povos decidam o que produzir e como produzir, a partir de suas realidades.\u201d Como resposta, o MST defende a chamada <\/span><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/01\/27\/reforma-agraria-popular-e-a-construcao-da-transformacao-social-no-brasil\/\"><span style=\"font-weight: 400\">reforma agr\u00e1ria popular<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, que incorpora princ\u00edpios como soberania alimentar, agroecologia e coopera\u00e7\u00e3o. \u201cA reforma agr\u00e1ria, ou ser\u00e1 popular, ou n\u00e3o ser\u00e1\u201d, afirmou. Segundo ele, o modelo inclui a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es com equidade de g\u00eanero e gera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica como caminho. Segundo Delatorre, qualquer solu\u00e7\u00e3o precisa partir dos territ\u00f3rios e das popula\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00e3o existe possibilidade de reconstruir a rela\u00e7\u00e3o entre ser humano e natureza que n\u00e3o seja de car\u00e1ter popular.\u201d O dirigente tamb\u00e9m ressaltou a necessidade de incid\u00eancia sobre pol\u00edticas p\u00fablicas e revis\u00e3o de prioridades or\u00e7ament\u00e1rias. \u201cS\u00f3 a nossa capacidade organizativa \u00e9 insuficiente. Precisamos influenciar a pol\u00edtica p\u00fablica. Precisamos acumular for\u00e7a pol\u00edtica\u201d, refor\u00e7ou<\/span><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/h4>\n<p><b>2- Testemunho\/entrevista:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Hoje vamos ouvir o testemunho <\/span><span style=\"font-weight: 400\">de Z\u00e9 Pinto &#8211; Poeta e Cantor Popular ligado ao MPA e \u00e0 Via Campesina. Sua vida pessoal e familiar \u00e9 caracterizada pelas migra\u00e7\u00f5es. \u00c9 casado e pai de duas filhas, que formam uma fam\u00edlia de quatro pessoas engajadas em Movimentos Populares do campo, sempre em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para a popula\u00e7\u00e3o mais pobre. Na sua fala ele vai nos contar um pouco sobre sua vida, bem como sobre o IV Encontro Nacional do MPA que acontece em Bras\u00edlia, onde o encontrei, sobre os 30 anos do MPA e sobre os desafios atuais<\/span><span style=\"font-weight: 400\">;<\/span><\/p>\n<p><b>3- M\u00fasica: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Ordem e Progresso de Z\u00e9 Pinto, por Beth Carvalho;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/span><b>4- Fotos da internet:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Semin\u00e1rio sobre os dois anos da enchente de 2024 e perspectivas. Cr\u00e9dito Rafa Dotti:<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-04-at-22.43.20.webp\" alt=\"Semin\u00e1rio foi promovido pelo Brasil de Fato RS, Sul21 e Reitoria da Ufrgs\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":6772,"template":"","class_list":["post-9125","revista_radio","type-revista_radio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Revista de R\u00e1dio N\u00ba666 - 21 de maio de 2026 - Instituto Cultural Padre Josimo<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/revista_radio\/revista-de-radio-no666-21-de-maio-de-2026\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Revista de R\u00e1dio N\u00ba666 - 21 de maio de 2026 - Instituto Cultural Padre Josimo\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO\u00a0 PROGRAMA REVISTA DE R\u00c1DIO Produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o: Frei Jo\u00e3o Osmar 666\u00ba programa: 21 de maio de 2026: 1 -Resenha: No programa de hoje vamos tratar sobre QUE FUTURO QUEREMOS? 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