{"id":6039,"date":"2024-10-10T17:16:22","date_gmt":"2024-10-10T20:16:22","guid":{"rendered":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?post_type=revista_radio&#038;p=6039"},"modified":"2024-10-10T17:16:22","modified_gmt":"2024-10-10T20:16:22","slug":"revista-de-radio-no-582-10-de-outubro-de-2024","status":"publish","type":"revista_radio","link":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/revista_radio\/revista-de-radio-no-582-10-de-outubro-de-2024\/","title":{"rendered":"Revista de R\u00e1dio N\u00ba 582 &#8211; 10 de outubro de 2024"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><b>INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><b>PROGRAMA REVISTA DE R\u00c1DIO<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><b>Produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Frei Jo\u00e3o Osmar<\/span><\/p>\n<p><b>582\u00ba programa: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">10 de outubro de 2024:<\/span><\/p>\n<p><b>1- Resenha: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">No programa de hoje vamos tratar sobre o mapeamento de territ\u00f3rios negros em Porto Alegre feito pela professora Daniele Vieira, de Porto Alegre em sua tese de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Geografia pela UFRGS. Seguimos aqui o material publicado no site Sul 21 nesta semana. Sugerimos aos nossos ouvintes que acessem o programa Revista de R\u00e1dio no site do ICPJ onde encontrar\u00e3o o link para acesso ao material completo, assim:<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/ultimas-noticias-geral-o-que-se-faz-na-universidade\/2019\/11\/pesquisadora-da-ufrgs-e-premiada-por-cartografia-de-territorios-negros-nos-mapas-historicos-de-porto-alegre\/\"><span style=\"font-weight: 400\">Pesquisadora da UFRGS \u00e9 premiada por cartografia de territ\u00f3rios negros nos mapas hist\u00f3ricos de Porto Alegre &#8211; Sul 21<\/span><\/a><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Areal da Baronesa, Ilhota, Parque da Reden\u00e7\u00e3o, Bacia do Mont\u2019Serrat e Col\u00f4nia Africana s\u00e3o alguns desses territ\u00f3rios <\/span><\/i><a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/author\/anniec\/\"><i><span style=\"font-weight: 400\">Por <\/span><\/i><b><i>Annie Castro<\/i><\/b><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Areal da Baronesa, Ilhota, Parque da Reden\u00e7\u00e3o, Bacia do Mont\u2019Serrat e Col\u00f4nia Africana \u2013 atual bairro Rio Branco. Esses s\u00e3o alguns dos territ\u00f3rios de Porto Alegre onde entre os anos 1800 e 1970 existiram espa\u00e7os de moradia, de trabalho, de manifesta\u00e7\u00f5es de pr\u00e1ticas culturais, como carnavais e batuques, e de lazer das popula\u00e7\u00f5es negras da Capital. Apesar desse conhecimento, informa\u00e7\u00f5es mais detalhadas sobre esses territ\u00f3rios ainda s\u00e3o inexistentes e os povos negros seguem ocultados das narrativas oficiais sobre o processo de constru\u00e7\u00e3o da Capital. Para mudar o cen\u00e1rio de invisibiliza\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os, a professora de Geografia da Prefeitura Municipal de Porto Alegre Daniele Vieira decidiu usar seu mestrado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para elaborar uma cartografia dos locais que foram ocupados pela popula\u00e7\u00e3o negra na cidade e recuperar a hist\u00f3ria desses territ\u00f3rios. Segundo ela, a falta de representa\u00e7\u00e3o visual em mapas faz com que esses espa\u00e7os fiquem perdidos dentro do imagin\u00e1rio da cidade ou at\u00e9 mesmo tenham localiza\u00e7\u00f5es distorcidas e minimizadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia que tiveram no processo de constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano porto-alegrense.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEu sou ge\u00f3grafa e queria saber onde esses territ\u00f3rios estavam localizados, porque eu tinha informa\u00e7\u00f5es muito difusas. Tinham perguntas como: onde eles estavam, que \u00e1rea eles ocupavam dentro da cidade e quando eles existiram. N\u00e3o sabia se era no s\u00e9culo 19 ou no s\u00e9culo 20, se eles duraram cinco ou 40 anos. As pessoas sempre falavam, por exemplo, que a Ilhota era \u2018mais ou menos na regi\u00e3o do [Gin\u00e1sio] Tesourinha\u2019. T\u00e1, sim, mas eu me perguntava o quanto na regi\u00e3o do Tesourinha. Era uma rua ou eram duas quadras? Conforme eu fui pesquisando, vi que alguns espa\u00e7os chegavam a ser praticamente um bairro inteiro\u201d, relatou Daniele ao <\/span><b>Sul21<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. De acordo com a professora, a contribui\u00e7\u00e3o principal da sua disserta\u00e7\u00e3o, que recebeu o nome de <\/span><a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/handle\/10183\/177570\"><span style=\"font-weight: 400\">\u201cTerrit\u00f3rios negros em Porto Alegre (1800-1970): geografia hist\u00f3rica da presen\u00e7a negra no espa\u00e7o urbano\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, foi mostrar para as pessoas que onde hoje existem certos bairros na cidade, antigamente existiram territ\u00f3rios negros que foram importantes para a cultura e para a hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o negra da Capital. \u201cA principal contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 que as pessoas consigam enxergar que onde hoje tem o Rio Branco existia um bairro chamado Col\u00f4nia Africana, que as pessoas consigam ver onde est\u00e3o esses espa\u00e7os; saber que o Mont\u2019serra era majoritariamente negro e saber o que acontecia nesses espa\u00e7os\u201d, disse. Daniele afirma que talvez tenha sido esse o motivo que fez com que seu trabalho fosse premiado duas vezes neste ano. Em maio, a disserta\u00e7\u00e3o ganhou o XI Pr\u00eamio Brasileiro \u201cPol\u00edtica e Planejamento Urbano Regional\u201d, promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur), na categoria Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. J\u00e1 no dia 5 de setembro, a pesquisa recebeu honrosa de disserta\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Maur\u00edcio de Almeida Abreu, na \u00e1rea de Geografia Humana, durante o XIII Encontro da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Geografia (Anpege).<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Ruptura com a narrativa de marginaliza\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Embora tenham existido outros locais de moradia da popula\u00e7\u00e3o negra na Capital desde o per\u00edodo colonial, a professora decidiu abordar em sua disserta\u00e7\u00e3o somente esses quatro territ\u00f3rios e a regi\u00e3o do Centro Hist\u00f3rico por se tratar de locais onde essas pessoas viviam, mas tamb\u00e9m por todo o contexto hist\u00f3rico-cultural que os cerca. \u201cN\u00e3o se caracterizaram s\u00f3 por serem locais de moradia de popula\u00e7\u00f5es negras, mas devido \u00e0s atividades que aconteciam ali, como carnaval, batuque, futebol, sal\u00f5es de baile\u201d, explica Daniele. Segundo a pesquisa da professora, os territ\u00f3rios negros em Porto Alegre foram submetidos a um \u201cdeslocamento para as bordas da cidade\u201d, devido a processos de branqueamento da regi\u00e3o central da cidade e de transforma\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o urbano, como o in\u00edcio da moderniza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o central, que aconteceu na virada do s\u00e9culo 19 para o s\u00e9culo 20, a remodela\u00e7\u00e3o do centro entre os anos de 1924 e 1937 e as grandes obras no entorno da regi\u00e3o central, como a canaliza\u00e7\u00e3o do Arroio Dil\u00favio e o aterro da Praia de Belas, nos anos 1941 e 1970. Uma das preocupa\u00e7\u00f5es de Daniele ao longo do processo de constru\u00e7\u00e3o de sua disserta\u00e7\u00e3o foi romper com a narrativa que aborda apenas os processos de expuls\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es negras de seus territ\u00f3rios. \u201c\u00c9 muito mais f\u00e1cil falar do deslocamento, da segrega\u00e7\u00e3o e desses processos que j\u00e1 sabemos que aconteceram, que \u00e9 a expuls\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es pobres e negras para periferia, mas n\u00e3o era o que eu queria fazer. Eu queria falar desses territ\u00f3rios a partir deles mesmos e romper a narrativa de espa\u00e7os enquanto oprimidos, segregados e subjugados\u201d, explicou. Nesse contexto, a professora afirma que seu trabalho procurou destacar a hist\u00f3ria desses territ\u00f3rios por meio das atividades e dos costumes que eram praticados pelas popula\u00e7\u00f5es que ali viviam. \u201cAs pessoas tamb\u00e9m estavam preocupadas com o exerc\u00edcio da intelectualidade. Ent\u00e3o, eu queria marcar na mem\u00f3ria das pessoas uma Porto Alegre negra a partir de referenciais positivos, que s\u00e3o o carnaval e o batuque, mas que tamb\u00e9m s\u00e3o ber\u00e7os de intelectuais negros. Quis mostrar a visualiza\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os a partir das pessoas que moram neles\u201d, afirmou Daniele.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Regi\u00e3o Central<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para Daniele, algumas hist\u00f3rias foram as que mais lhe marcaram. Dentre elas est\u00e1 a da Igreja de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, localizada na Rua do Ros\u00e1rio, atual Rua Vig\u00e1rio Jos\u00e9 In\u00e1cio, no Centro Hist\u00f3rico. Segundo a professora, esse \u00e9 um um dos espa\u00e7os mais emblem\u00e1ticos na hist\u00f3ria dos territ\u00f3rios negros que eram localizados na regi\u00e3o central da cidade. De acordo com a pesquisa da professora, a Igreja foi constru\u00edda em 1818 pela irmandade \u2018Os Irm\u00e3os do Ros\u00e1rio\u2019, formada por cerca de 200 pessoas negras, entre livres e escravizados, a mais de 100 anos antes da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil. \u201cA imagem que temos na cabe\u00e7a \u00e9 que pessoas negras no per\u00edodo da escravid\u00e3o eram apenas escravas. A\u00ed eu acabei me deparando com a hist\u00f3ria de que existiu um grupo de 200 pessoas negras formando uma irmandade, que uns 30 anos depois de sua forma\u00e7\u00e3o criou essa igreja\u201d, relata Daniele. Segundo a professora, a Irmandade do Ros\u00e1rio, al\u00e9m de gerir a Igreja, foi respons\u00e1vel por lutar pelo direito da comunidade negra durante o s\u00e9culo 18, buscando elevar as condi\u00e7\u00f5es de vida dessas popula\u00e7\u00f5es. A Igreja de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio existiu at\u00e9 as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo 20, quando o pr\u00e9dio foi demolido para a constru\u00e7\u00e3o da edifica\u00e7\u00e3o que existe hoje no local, que tamb\u00e9m \u00e9 chamada Igreja do Ros\u00e1rio. Na virada do s\u00e9culo 20, a Irmandade do Ros\u00e1rio havia perdido for\u00e7a e, portanto, parou de gerir a igreja.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Ilhota<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na disserta\u00e7\u00e3o, Daniele relata que a regi\u00e3o que era conhecida por Ilhota costumava ser uma \u201czona empobrecida, habitada por uma popula\u00e7\u00e3o majoritariamente negra\u201d. \u201cCircundada pelo Arroio Dil\u00favio tinha sua liga\u00e7\u00e3o com o entorno feita atrav\u00e9s de pontes de madeira. A Ilhota era uma pequena \u00e1rea, totalmente circundada por uma das curvas do Arroio Dil\u00favio, ap\u00f3s o seu encontro com o Arroio Cascatinha\u201d, diz o estudo da professora. A Ilhota ficava localizada no espa\u00e7o onde hoje existe a Pra\u00e7a Garibaldi e a Avenida Ipiranga, assim como onde atualmente h\u00e1 a Avenida General Lima e Silva e a Avenida Get\u00falio Vargas. De acordo com Daniele, a origem da Ilhota remonta \u00e0 1905, per\u00edodo em que o Arroio Dil\u00favio ainda n\u00e3o havia sido canalizado e passava pelo bairro Cidade Baixa at\u00e9 desembocar na Ponte de Pedra. Nesse contexto, a regi\u00e3o, que existia em uma zona de revelo baixo, era como uma ilha no meio de Porto Alegre e estava frequentemente sujeita a inunda\u00e7\u00f5es, uma vez que era plan\u00edcie de alagamento do Arroio Dil\u00favio. Daniele afirma que a canaliza\u00e7\u00e3o do Arroio Dil\u00favio foi o ponto principal para que a Ilhota deixasse de existir, uma vez que as obras geraram uma valoriza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos terrenos, afetando os alugu\u00e9is locais. \u201cA obra de retifica\u00e7\u00e3o do canal do Arroio Dil\u00favio correndo alinhado pela Av. Ipiranga, fez desaparecer o Arroio que circundava a Ilhota. Essa mudan\u00e7a na fisionomia abriu caminho para a urbaniza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, o que foi acompanhado da remo\u00e7\u00e3o dos seus moradores\u201d, afirmou a pesquisadora em sua disserta\u00e7\u00e3o. Segundo Daniele, isso fez com que at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1960 grande parte dos antigos moradores da Ilhota tenham sido removidos para o bairro Restinga, que fica \u00e0 cerca de 26 km do centro de Porto Alegre, e com que a regi\u00e3o da Ilhota deixasse de existir.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Areal da Baronesa<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Assim como a Ilhota, o Areal da Baronesa tamb\u00e9m foi um territ\u00f3rio negro que foi impactado pela canaliza\u00e7\u00e3o do Arroio Dil\u00favio e o consequente aumento no valor dos alugueis.\u00a0 Conforme a disserta\u00e7\u00e3o de Daniele, formavam o Areal da Baronesa as \u00e1reas que atualmente fazem parte dos bairros Cidade Baixa e Menino Deus. A\u00a0 professora aponta que a presen\u00e7a de moradores negros na regi\u00e3o do Areal da Baronesa \u00e9 datada de 1870. O territ\u00f3rio era muito conhecido como um \u201cbairro 100% carnavalesco\u201d devido ao famoso carnaval que acontecia ali. \u201cA anima\u00e7\u00e3o do carnaval do Areal da Baronesa era tamanha que frequentemente ganha destaque nas p\u00e1ginas dos jornais e revistas\u201d, relata Daniele na disserta\u00e7\u00e3o.\u00a0 Segundo a professora, ainda \u00e9 poss\u00edvel visualizar nas avenidas e travessas da regi\u00e3o o estilo de vida dos antigos moradores do local, uma vez que ele est\u00e1 \u201cmaterializado nas casas antigas, nas rela\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a, na resistente presen\u00e7a de \u201cavenidas\u201d e travessas, que s\u00e3o resqu\u00edcios daquele Areal da Baronesa que a princ\u00edpio j\u00e1 n\u00e3o existiria mais\u201d. Assim como outros territ\u00f3rios negros, o Bacia do Mont\u2019Serrat deixou de existir em grande parte pelas transforma\u00e7\u00f5es s\u00e9cio econ\u00f4micas pelas quais o bairro passou nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cMas ainda h\u00e1 uma presen\u00e7a negra que resiste a vertiginosa verticaliza\u00e7\u00e3o e elitiza\u00e7\u00e3o do bairro. Na atualidade o bairro \u00e9 um dos mais \u201cnobres\u201d da cidade de Porto Alegre\u201d, afirmou a professora na pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Reden\u00e7\u00e3o<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Reden\u00e7\u00e3o passou a ter esse nome quando houve a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos no terceiro distrito de Porto Alegre, em 1884, conforme relata Daniele. Por\u00e9m, a professora afirma que a nomenclatura n\u00e3o se trata de uma homenagem \u00e0 aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, mas sim \u00e0s pessoas que eram escravizadas e receberam a reden\u00e7\u00e3o ao serem libertos. Na \u00e9poca, a Reden\u00e7\u00e3o era um terreno de v\u00e1rzea cercado por importantes locais de manifesta\u00e7\u00f5es culturais do povo negro: o batuque da M\u00e3e Rita, que foi uma das primeiras m\u00e3es de santo de Porto Alegre, e os Batuques da V\u00e1rzea, que aconteciam ao ar livre na regi\u00e3o. A pesquisa da professora aponta que o batuque da M\u00e3e Rita acontecia nas imedia\u00e7\u00f5es da esquina da atual Rua do Ava\u00ed com a Avenida Jo\u00e3o Pessoa. J\u00e1 os batuques ao ar livre costumavam acontecer do outro lado da Reden\u00e7\u00e3o, no antigo Caminho do Meio, atual Avenida Osvaldo Aranha. O Campo do Bom Fim, que era um dos mais famosos, aconteceu em frente \u00e0 Capelinha do Bom Fim, que na \u00e9poca ainda estava em constru\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3rica rela\u00e7\u00e3o do grupo negro com este espa\u00e7o da cidade \u00e9 t\u00e3o marcante que o nome pelo qual continua a ser popularmente chamado \u2013 Parque da Reden\u00e7\u00e3o ou simplesmente Reden\u00e7\u00e3o \u2013 adv\u00e9m desta rela\u00e7\u00e3o e resiste ao tempo. Embora a nomenclatura oficial do parque tenha sido alterada para Parque Farroupilha em 1935 (nas comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio Farroupilha), este espa\u00e7o continua sendo chamado de Reden\u00e7\u00e3o, rememorando a presen\u00e7a negra que ali conseguiu manter seus batuques\u201d, afirmou Daniele em sua disserta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Mont\u2019Serrat<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo a pesquisa de Daniele, o bairro Mont\u2019Serrat foi um dos territ\u00f3rios negros da cidade de Porto Alegre na primeira metade do s\u00e9culo 20 onde existiam casas de religi\u00e3o de matriz africana, sal\u00f5es de baile e apresenta\u00e7\u00f5es de carnaval. De acordo com a professora, relatos apontam que chegavam a existir sete casas de religi\u00e3o em uma mesma rua do territ\u00f3rio. Por estar localizado em uma regi\u00e3o cujo revelo era formado por uma parte baixa em seu centro e ladeado por partes altas, o territ\u00f3rio era conhecido por Bacia do Mont\u2019Serrat. \u201cEra como uma grande bacia no meio de duas grandes avenidas\u201d, explicou Daniele. Assim como outros territ\u00f3rios negros, o Bacia do Mont\u2019Serrat deixou de existir em grande parte pelas transforma\u00e7\u00f5es s\u00e9cio econ\u00f4micas pelas quais o bairro passou nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cMas ainda h\u00e1 uma presen\u00e7a negra que resiste \u00e0 vertiginosa verticaliza\u00e7\u00e3o e elitiza\u00e7\u00e3o do bairro. Na atualidade o bairro \u00e9 um dos mais \u201cnobres\u201d da cidade de Porto Alegre\u201d, afirmou a professora na pesquisa.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Col\u00f4nia Africana<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A Col\u00f4nia Africana foi um territ\u00f3rio negro que por cinco d\u00e9cadas existiu na regi\u00e3o que hoje \u00e9 chamada de Rio Branco e, al\u00e9m de espa\u00e7o de moradia, era conhecido pelos carnavais realizados no local. De acordo com a pesquisa de Daniele, a Col\u00f4nia iniciou na Rua Ramiro Barcelos estendendo-se at\u00e9 a Rua Maria, atual Avenida Coronel Lucas de Oliveira, no sentido oeste-leste e da Rua Castro Alves at\u00e9 a Avenida Prot\u00e1sio Alves, no sentido norte-sul. \u201cCol\u00f4nia Africana tem sua ocupa\u00e7\u00e3o inicial relacionada a fam\u00edlias negras que ali se instalaram por volta da \u00e9poca da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, perdurando at\u00e9 pelo menos os anos 40 do s\u00e9culo XX\u201d, relata Daniele na pesquisa. Segundo a professora, relatos mostram que \u00e9 prov\u00e1vel que a Col\u00f4nia Africana tenha surgido por volta do per\u00edodo abolicionista, \u201cquando os negros libertos teriam se instalado nas bordas dos casar\u00f5es do que hoje conhecemos por Av. Independ\u00eancia e ch\u00e1caras existentes nas imedia\u00e7\u00f5es do atual bairro Rio Branco\u201d. Conforme a pesquisa o territ\u00f3rio foi afetado pelo processo de aumento de impostos nas regi\u00f5es das ruas Ramiro Barcelos e Mariente e, a medida que terrenos da Col\u00f4nia Africana passavam a ser valorizados economicamente, os povos negros foram expulsos do local em que viviam ou tiveram que vender suas propriedades. Esse processo fez com que a Col\u00f4nia Africana fosse deixando de existir e que, em 1913, a regi\u00e3o passasse a ser chamada oficialmente de bairro Rio Branco.<\/span><\/p>\n<p><b>2- Testemunho\/entrevista:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Hoje vamos ouvir o testemunho de <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Valcir Wilhelm, que nasceu em Agudo, RS em 1961, estudou Estudou T\u00e9cnicas Agropecu\u00e1ria em Santa Maria, mas exerceu sua profiss\u00e3o com Extensionista Rural da EMATER no Estado do Paran\u00e1 por mais de 30 anos. Aposentado, voltou para sua terra natal onde continua desenvolvendo projetos e a\u00e7\u00f5es na linha da agroecologia e da bioconstru\u00e7\u00e3o. Atualmente ele est\u00e1 coordenando o processo de constru\u00e7\u00e3o de uma estufa para hortigranjeiros no espa\u00e7o da Futura EFA Centro RS em Agudo. Na entrevista ele nos fala sobre a bioconstru\u00e7\u00e3o \u00e0 base de bambu. Valcir \u00e9 apoiador do projeto EFA Centro RS.<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/span><b>3- M\u00fasica: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Negro Nag\u00f4, com o grupo PJ Raiz;\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/span><b>4- Fotos-da internet:\u00a0 <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Quilombos em Porto Alegre, RS:<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6042\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-6-300x162.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"162\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-6-300x162.jpeg 300w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-6.jpeg 306w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6043\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-5.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/> <img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6044\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-4.jpeg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6045\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-3.jpeg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6046\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-2-300x213.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-2-300x213.jpeg 300w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-2-768x545.jpeg 768w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-2.jpeg 800w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6047\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/qui-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" \/><\/p>\n","protected":false},"featured_media":5683,"template":"","class_list":["post-6039","revista_radio","type-revista_radio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Revista de R\u00e1dio N\u00ba 582 - 10 de outubro de 2024 - Instituto Cultural Padre Josimo<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/revista_radio\/revista-de-radio-no-582-10-de-outubro-de-2024\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Revista de R\u00e1dio N\u00ba 582 - 10 de outubro de 2024 - Instituto Cultural Padre Josimo\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO\u00a0 PROGRAMA REVISTA DE R\u00c1DIO Produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o: Frei Jo\u00e3o Osmar 582\u00ba programa: 10 de outubro de 2024: 1- Resenha: No programa de hoje vamos tratar sobre o mapeamento de territ\u00f3rios negros em Porto Alegre feito pela professora Daniele Vieira, de Porto Alegre em sua tese de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Geografia pela UFRGS. 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