{"id":5030,"date":"2023-10-26T16:27:04","date_gmt":"2023-10-26T19:27:04","guid":{"rendered":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?post_type=revista_radio&#038;p=5030"},"modified":"2023-10-26T16:27:04","modified_gmt":"2023-10-26T19:27:04","slug":"revista-de-radio-no532-26-de-outubro-de-2023","status":"publish","type":"revista_radio","link":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/revista_radio\/revista-de-radio-no532-26-de-outubro-de-2023\/","title":{"rendered":"Revista de R\u00e1dio N\u00ba532 &#8211; 26 de outubro de 2023"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><b>INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><b>PROGRAMA REVISTA DE R\u00c1DIO<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><b>Produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Frei Jo\u00e3o Osmar<\/span><\/p>\n<p><b>532\u00ba programa: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">26 de outubro de 2023:<\/span><\/p>\n<p><b>1- Resenha: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Hoje vamos continuar tratando sobre a guerra na Faixa de Gaza entre o Hamas e Israel. Sigo aqui no site do IHU &#8211; UNISINOS. Voc\u00ea pode acessar o material completo no link abaixo: \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/633556-conflito-israel-hamas-e-um-trauma-para-geracoes-entrevista-especial-com-dawisson-belem-lopes\"><b>Conflito Israel-Hamas \u00e9 um trauma para gera\u00e7\u00f5es. Entrevista especial com Dawisson Bel\u00e9m Lopes &#8211; Instituto Humanitas Unisinos &#8211; IHU<\/b><\/a><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Confira a entrevista.<\/b><\/p>\n<p><b>IHU \u2013 Como analisa a conjuntura internacional neste momento? Dawisson Bel\u00e9m Lopes \u2013 Temos vividos dias duros e dif\u00edceis. Todos que se ocupam das rela\u00e7\u00f5es internacionais profissionalmente t\u00eam dormido pouco, t\u00eam estado absorvidos pela tem\u00e1tica do <\/b><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/633527-o-confronto-entre-o-estado-de-israel-e-o-povo-palestino-sem-perspectiva-de-solucao-artigo-de-jean-marc-von-der-weid\"><b>conflito entre Israel e Hamas<\/b><\/a><b>; tem sido dias que exigem muito de n\u00f3s. Todos n\u00f3s estamos operando no limite da capacidade, buscando digerir tantos fatos e vers\u00f5es. Uma carga grande de sentimentos est\u00e1 envolvida na compreens\u00e3o desse conflito internacional. O conflito \u00e9 o que captura as manchetes neste momento e \u00e9 o que acaba chamando a aten\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es internacionais, mas, seguramente, ele se insere em um quadro mais amplo, complexo e que traz crises em profus\u00e3o. Esse quadro exige de n\u00f3s uma capacidade anal\u00edtica que \u00e9 imposs\u00edvel que n\u00f3s, meros seres humanos, tenhamos. O que quero dizer \u00e9 que dar conta analiticamente de tudo que est\u00e1 acontecendo ao mesmo tempo \u00e9 uma miss\u00e3o para a intelig\u00eancia coletiva. N\u00e3o h\u00e1 um indiv\u00edduo que d\u00ea conta do que tem acontecido ao mesmo tempo com o mundo. Externo minhas condol\u00eancias \u00e0s comunidades mais diretamente afetadas neste conflito: judeus, \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos. Existem muitas pessoas sofrendo com tudo o que se passa neste momento. Evidentemente, isto est\u00e1 muito al\u00e9m de qualquer exerc\u00edcio que podemos fazer de geopol\u00edtica. Neste momento, \u00e9 necess\u00e1rio manifestar solidariedade e exercitar esse tipo de empatia, e entender que h\u00e1 muito sofrimento, particularmente para as comunidades que est\u00e3o implicadas no conflito em curso. E n\u00e3o apenas: \u00e9 importante entender que este tipo de contexto, que envolve sofrimento humano, precisa ser tratado a partir de uma vertente humanista. Isto \u00e9, quero dizer que a despeito da carga emocional muito pesada que se imp\u00f5e sobre todos n\u00f3s, este tamb\u00e9m \u00e9 um tempo f\u00e9rtil para a reflex\u00e3o, \u00e9 um momento que nos permite amadurecer certas ideias que j\u00e1 vinham povoando o imagin\u00e1rio, mas que, ao longo dos \u00faltimos dias, ganharam uma materialidade bastante pr\u00f3pria. Os \u00faltimos dias mostraram certas tend\u00eancias para o mundo que ainda estavam encapsuladas ou embrion\u00e1rias. Hoje elas se mostram mais evidentes. As tend\u00eancias da geopol\u00edtica mundial se fizeram ainda mais claras em virtude dos eventos das \u00faltimas duas semanas. Houve uma acelera\u00e7\u00e3o do tempo. Essas duas semanas me fizeram lembrar uma frase: \u201cH\u00e1 d\u00e9cadas em que nada acontece. Mas h\u00e1 semanas em que d\u00e9cadas acontecem\u201d. \u00c9 um pouco isso que estamos vivendo.<\/b><\/p>\n<h2><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif;font-size: 12pt\"><b>Anos 20: <\/b><b>No s\u00e9culo XX, a historiografia brasileira \u2013 e ocidental de modo geral \u2013 se refere aos anos 1920 como os loucos anos 20 em fun\u00e7\u00e3o da enorme transforma\u00e7\u00e3o pela qual pass\u00e1vamos \u00e0 \u00e9poca nos campos das artes, da cultura, da pol\u00edtica, da economia e das rela\u00e7\u00f5es internacionais. Eram tempos desafiadores. Um s\u00e9culo depois n\u00e3o seria exagerado tomar de empr\u00e9stimo este ep\u00edteto: os loucos anos 20 voltaram.<\/b><\/span><\/h2>\n<p><b>IHU \u2013 Qual o papel das pot\u00eancias emergentes na reconfigura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica global? Dawisson Bel\u00e9m Lopes \u2013 Vou me debru\u00e7ar sobre alguns dos momentos mais cr\u00edticos e dram\u00e1ticos dos loucos anos 20 do s\u00e9culo XXI, em tr\u00eas macroepis\u00f3dios, para desenvolver o argumento sobre o papel das pot\u00eancias emergentes na reconfigura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica global e responder \u00e0 quest\u00e3o sobre como as pot\u00eancias emergentes t\u00eam o seu papel reconhecido e modificado na atualidade. Estes tr\u00eas macroeventos s\u00e3o a pandemia de Covid-19, a <\/b><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/629437\"><b>guerra na Ucr\u00e2nia<\/b><\/a><b> e o conflito entre Israel e Hamas.As pot\u00eancias emergentes nunca tiveram enorme centralidade no debate acad\u00eamico das rela\u00e7\u00f5es internacionais. Fiz o exerc\u00edcio, ao longo dos \u00faltimos dias, de revistar alguns cl\u00e1ssicos do pensamento ocidental em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. Diria que eles s\u00e3o um pouco conformadores deste campo disciplinar no Brasil e em boa parte do mundo ocidental. S\u00e3o eles, o livro de Hedley Bull, <\/b><b><i>The Anarchical Society<\/i><\/b><b>, de 1977, o livro que vem na sequ\u00eancia, <\/b><b><i>Theory of International Politics<\/i><\/b><b>, de Kenneth Waltz, e, finalmente, nos anos 1980, <\/b><b><i>After Hegemony<\/i><\/b><b>, de Robert Keohane. Ao fazer esse itiner\u00e1rio de volta a obras cl\u00e1ssicas da disciplina de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na academia, pude me dar conta de algumas coisas. Geralmente, lemos os cl\u00e1ssicos durante a gradua\u00e7\u00e3o, mas a verdade \u00e9 que, ao longo da vida, quando envelhecemos, essas leituras ganham outra conota\u00e7\u00e3o e densidade. Nos damos conta de aspectos que n\u00e3o estavam t\u00e3o evidentes aos 20 anos de idade. O que fica muito claro no c\u00e2none da literatura can\u00f4nica de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais \u00e9 a forma como se teoriza a respeito do mundo, baseada no comportamento das grandes pot\u00eancias. \u00c9 claro que existem um componente etnoc\u00eantrico indisfar\u00e7\u00e1vel e uma leitura centrada na Europa e no sistema euroc\u00eantrico. \u00c9 um v\u00edcio que permanece, mas, para al\u00e9m disso, quero ressaltar a \u00eanfase em grandes pot\u00eancias e a hist\u00f3ria contada a partir dos pa\u00edses que det\u00eam capacidades materiais abundantes. A vers\u00e3o da hist\u00f3ria que conhecemos \u00e9 a das grandes pot\u00eancias, dos pa\u00edses que dominam a cena internacional, a partir das no\u00e7\u00f5es: \u201cpolo de poder\u201d e \u201cpot\u00eancia\u201d. Esse r\u00f3tulo \u00e9 atribu\u00eddo pela aferi\u00e7\u00e3o das capacidades f\u00edsicas e materiais [dos pa\u00edses]. As narrativas fundamentais para estruturar o campo disciplinar de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais n\u00e3o foge a essa regra. S\u00e3o leituras baseadas sobretudo na \u00f3tica dos pa\u00edses que det\u00eam muitos recursos. Waltz diz, de forma frontal, que n\u00e3o faz sentido pensar um sistema internacional que n\u00e3o seja pela \u00f3tica das pot\u00eancias, dos polos de poder. Isso aparece tamb\u00e9m em Bull, que atribui \u00e0s grandes pot\u00eancias a condi\u00e7\u00e3o de serem institui\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias que acabam estruturando o campo internacional. O jogo das grandes pot\u00eancias \u00e9, por si s\u00f3, o elemento explicativo para as din\u00e2micas internacionais.<\/b><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt\"><b>Pot\u00eancias emergentes: <\/b><b>Estou resgatando esse tra\u00e7o do c\u00e2none liter\u00e1rio das rela\u00e7\u00f5es internacionais porque os loucos anos 20 do s\u00e9culo XXI parecem desafiar este tipo de mirada centrada no comportamento das grandes pot\u00eancias. H\u00e1, aparentemente, uma perspectiva que est\u00e1 sendo consolidada enquanto conversamos aqui, que vai sendo elaborada e ganha cada vez mais consist\u00eancia, coes\u00e3o e l\u00f3gica te\u00f3rica por parte das pot\u00eancias emergentes dos pa\u00edses que, na atualidade, veem aumentar suas capacidades f\u00edsicas, materiais e geopol\u00edticas e, por isso, passam a desafiar certos consensos valorativos, institucionais, jur\u00eddicos. Esses pa\u00edses come\u00e7am a reivindicar uma ordem internacional diferente, ligada a reformas nas organiza\u00e7\u00f5es internacionais, nas leituras e entendimentos de mundo que s\u00e3o hegem\u00f4nicos. Esse desafio acontece de uma maneira autoevidente nos tr\u00eas eventos que cito: a pandemia, a guerra na Ucr\u00e2nia e o conflito entre <\/b><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/633227\"><b>Israel e Hamas<\/b><\/a><b>. Essa perspectiva que vai se articulando por parte das pot\u00eancias emergentes \u00e9 uma das grandes novidades do campo acad\u00eamico de Pol\u00edtica Internacional e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais. Estamos diante da possibilidade de uma nova safra de construtos conceituais, te\u00f3ricos, que recentralizam as narrativas sobre o que pode e deve acontecer nos pr\u00f3ximos anos. Essa seria minha aposta. H\u00e1 essencialmente algo de novo.<\/b><\/span><\/h2>\n<p><b>IHU \u2013 Quais s\u00e3o as pot\u00eancias emergentes? Dawisson Bel\u00e9m Lopes \u2013 Quando trago a ideia de pot\u00eancias emergentes, eu n\u00e3o gostaria que se confundisse com a ideia de pot\u00eancia m\u00e9dia genericamente. Pot\u00eancias m\u00e9dias h\u00e1 v\u00e1rias e de v\u00e1rios perfis: Austr\u00e1lia, Su\u00e9cia, Canad\u00e1, Holanda, Coreia do Sul. S\u00e3o pa\u00edses de capacidades materiais medianas em uma escala imagin\u00e1ria. Mas s\u00e3o pa\u00edses tamb\u00e9m perfeitamente acomodados \u00e0 ordem internacional que se configura a partir do fim da Segunda Guerra Mundial. Esse conjunto de pa\u00edses \u00e9 acomodat\u00edcio. Eles conseguiram encontrar seu lugar na ordem internacional e n\u00e3o querem revisar essa ordem de forma mais ou menos radical. As pot\u00eancias emergentes a que estou me referindo e que desafiam o consenso t\u00eam como elemento que as conecta o desejo de reforma baseado em valores morais, como maior justi\u00e7a no campo internacional, uma tentativa de buscar maior igualdade na distribui\u00e7\u00e3o dos recursos, que \u00e9 profundamente desigual no mundo. S\u00e3o essas pot\u00eancias que desafiam as compreens\u00f5es da geopol\u00edtica global. Essas pot\u00eancias emergentes tamb\u00e9m t\u00eam muitas distin\u00e7\u00f5es entre si.<\/b><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt\"><b>BRICS: <\/b><b>O BRICS \u00e9 um dos f\u00f3runs, uma materializa\u00e7\u00e3o de pot\u00eancias emergentes. Esse grupo de pa\u00edses nasceu na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI, de modo um tanto artificial, a partir de uma ideia ventilada por um banqueiro que fazia refer\u00eancia a economias emergentes. A conota\u00e7\u00e3o entre eles era muito evidente. \u00c0 \u00e9poca, o que conectava Brasil, \u00cdndia, China, R\u00fassia e \u00c1frica do Sul era a promessa de que aqueles mercados representavam uma promessa de prosperidade e crescimento econ\u00f4mico para o mundo. Da\u00ed nasce, por vias obl\u00edquas, um grupamento pol\u00edtico com conota\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas. Recentemente, no encontro realizado na \u00c1frica do Sul, o grupo passou por uma macroexpans\u00e3o e mais que dobra de tamanho. Essa mudan\u00e7a passar\u00e1 a vigorar em 2024, mas j\u00e1 houve a delibera\u00e7\u00e3o para seis novos membros: Ar\u00e1bia Saudita, Emirados \u00c1rabes, Egito, Eti\u00f3pia, Argentina, Ir\u00e3. Enfim, mudam a escala e a capacidade de articula\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica, e muda tamb\u00e9m a capacidade de pressionar pela reforma das rela\u00e7\u00f5es internacionais. O papel das pot\u00eancias emergentes na reconfigura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica global: Cito o BRICS para mostrar como o grupo de pot\u00eancias emergentes pode ser heterog\u00eaneo. Entre Brasil e Ir\u00e3 h\u00e1 pouca semelhan\u00e7a no modo de comportamento internacional. O Brasil \u00e9, em larga medida, uma pot\u00eancia internacional institucionalista, joga dentro das regras, conta com uma diplomacia institucional e tem sido um ator muito respeitador das regras ao longo dos dois \u00faltimos s\u00e9culos. \u00c9 diferente do <\/b><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/633231\"><b>Ir\u00e3<\/b><\/a><b>, por exemplo, que \u00e9 um ator que n\u00e3o se comove com a institucionalidade vigente. O Ir\u00e3 desrespeita certos protocolos e conven\u00e7\u00f5es no seu modo de a\u00e7\u00e3o internacional. Tem sido um ator que desafia as regras. Isso \u00e9 evidente ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas e leva ao pa\u00eds o pesado \u00f4nus de arcar com san\u00e7\u00f5es, embargos e hostiliza\u00e7\u00e3o por boa parte da comunidade internacional. Essas pot\u00eancias emergentes encontraram uma raz\u00e3o de ser e um denominador comum para a a\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos tempos. Elas se coesionaram ao longo do tempo em fun\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o que hoje \u00e9 cristalina: h\u00e1 uma crescente clivagem entre os interesses e os modos de a\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses do Atl\u00e2ntico Norte \u2013 ou Norte Global \u2013, inclu\u00eddos nesse conceito pa\u00edses como Austr\u00e1lia, que n\u00e3o est\u00e1 geograficamente no hemisf\u00e9rio Norte, mas compartilha dos valores e modos de a\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico Norte, e os do Sul.<\/b><\/span><\/h2>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt\"><b>Sul Global: 2\/3 do mundo: <\/b><b>De um lado, h\u00e1 o bloco do G7, que \u00e9 a tropa de choque do Norte Global e, de outro lado, os pa\u00edses do Sul Global, os emergentes e aqueles que n\u00e3o s\u00e3o pot\u00eancias geopol\u00edticas, mas engrossam o coro e comp\u00f5em essa maioria. Um total de 2\/3 do mundo \u00e9 composto por pa\u00edses do Sul Global. Este bloco come\u00e7a a se coesionar e agir com coes\u00e3o e l\u00f3gica interna pr\u00f3pria a partir dos est\u00edmulos que recebe do entorno. Os \u00faltimos anos serviram para tornar mais n\u00edtida a linha que divide o Norte do Sul Global geopoliticamente. N\u00e3o falo apenas da disparidade econ\u00f4mica. At\u00e9 porque no Sul Global se insere a China que, pelas medidas agregadas da economia, j\u00e1 faz parte do grupo das pot\u00eancias mundiais. China e R\u00fassia s\u00e3o pa\u00edses que t\u00eam assento permanente e veto no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU. Isso evidencia que n\u00e3o se trata meramente de uma diferencia\u00e7\u00e3o de perspectiva econ\u00f4mica. \u00c9 geopol\u00edtica. \u00c9 leitura de mundo. \u00c9 projeto. \u00c9 vis\u00e3o sobre a ordem internacional. Essas vis\u00f5es v\u00e3o ficando mais n\u00edtidas e se diferenciando umas das outras. Os projetos do Norte e do Sul para o mundo v\u00e3o ficando muito diferentes entre si e a novidade hist\u00f3rica \u00e9, de certa maneira, acelerada pelos eventos dos anos 20. Isto \u00e9, esses pa\u00edses emergentes e revisionistas da ordem passaram a adotar uma l\u00f3gica de atua\u00e7\u00e3o coletiva; isso n\u00e3o havia antes. As a\u00e7\u00f5es tendiam a ser individualizadas, a ter menos senso de dire\u00e7\u00e3o; umas anulavam as outras. No contexto da Guerra Fria, alguns pa\u00edses eram \u201ccapturados\u201d para serem parte da zona de influ\u00eancia de Washington, outros, de Moscou. As coisas acabavam se bloqueando e os vetores se anulavam. A novidade hist\u00f3rica \u00e9 que este bloc\u00e3o do Sul Global, as pot\u00eancias emergentes, come\u00e7a a pensar em termos de a\u00e7\u00e3o coletiva. N\u00e3o lembro de algum bloco ou iniciativa institucional que tenha sido desenvolvido no marco das rela\u00e7\u00f5es internacionais modernas como o <\/b><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/632243-brics-celac-e-as-ameacas-para-a-hegemonia-dos-eua-na-america-latina-artigo-de-bruno-beaklini\"><b>BRICS+<\/b><\/a><b>, com 11 membros. \u00c9 uma a\u00e7\u00e3o de pot\u00eancias m\u00e9dias, em sua maioria, revisionistas, que se associam e t\u00eam capacidades para for\u00e7ar algum tipo de mudan\u00e7a. Isso \u00e9 diferente de organiza\u00e7\u00f5es como o G77 [Grupo dos 77], movimento n\u00e3o alinhado, com apelo simb\u00f3lico, que pressionava, mas lhe faltava a for\u00e7a de poder que o BRICS tem. Esse bloco tem capacidade instalada, for\u00e7a econ\u00f4mica, tecnol\u00f3gica, ogiva nuclear, penetra\u00e7\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas globais, tem for\u00e7a regional, \u00e9 capilarizado, conta com capacidade energ\u00e9tica incontrast\u00e1vel, basta olhar as reservas de petr\u00f3leo, de g\u00e1s, seu poder e capacidade na perspectiva ambiental. O Brasil \u00e9 uma pot\u00eancia global em recursos h\u00eddricos, energ\u00e9ticos, de biodiversidade, energia limpa e renov\u00e1vel, produ\u00e7\u00e3o de alimentos. O BRICS+ \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o e instancia\u00e7\u00e3o dessa nova fase das rela\u00e7\u00f5es internacionais. De certa maneira, a mera exist\u00eancia de um grupo de atores que agora se enxerga como ator coletivo e busca reformar a ordem for\u00e7a o consenso da literatura a ser revisado. Os pontos de vista para a teoriza\u00e7\u00e3o ter\u00e3o que mudar e incorporar a exist\u00eancia desse desafio. Isso \u00e9 urgente.<\/b><\/span><\/h2>\n<p><b>IHU \u2013 Como analisa as pot\u00eancias emergentes \u00e0 luz dos eventos mencionados anteriormente: pandemia de Covid-19, guerra na Ucr\u00e2nia e o conflito entre Israel e Hamas? Dawisson Bel\u00e9m Lopes \u2013 Vamos \u00e0 exemplifica\u00e7\u00e3o. A pandemia de Covid-19 tornou claros alguns elementos. O primeiro deles foi a ideia do \u201ccada um por si hobbesiano\u201d nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. O ano de 2020 foi muito eloquente neste sentido. A <\/b><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/597983-a-solidariedade-e-a-unica-cura-entrevista-com-juergen-habermas\"><b>ideia de solidariedade global<\/b><\/a><b> fracassou. Assistimos ao autosservi\u00e7o. Pa\u00edses com mais capacidade industrial, tecnol\u00f3gica e instalada tentaram servir aos seus interesses nacionais e, depois, distribuir e vender as sobras de vacina. Foi um festival de nacionalismo sanit\u00e1rio nos EUA, Canad\u00e1. Israel foi o pa\u00eds que mais rapidamente imunizou sua popula\u00e7\u00e3o com a primeira dose da vacina. Os europeus brigaram entre si, desviando cargas de suprimentos m\u00e9dicos. O primeiro momento da pandemia entre eles foi dram\u00e1tico. Depois, a Uni\u00e3o Europeia passou a agir com uma l\u00f3gica mais coletiva. Isso resultou na escala de vacina\u00e7\u00e3o, onde houve uma prioriza\u00e7\u00e3o do Norte Global. Os gr\u00e1ficos da \u00e9poca mostram que enquanto o Norte Global come\u00e7ava a ser imunizado em dezembro de 2020, em 2021, de forma ampla, os pa\u00edses do Sul Global ficaram no fim da fila. N\u00e3o houve solidariedade e preocupa\u00e7\u00e3o com a distribui\u00e7\u00e3o equ\u00e2nime e equilibrada da vacina. Houve atores que exploraram geopoliticamente esse fato. Talvez alguns de n\u00f3s n\u00e3o recordam, mas a R\u00fassia, a China e a \u00cdndia tinham suas vacinas pr\u00f3prias, desenvolveram-nas e tentaram fazer a diplomacia da vacina. A China, muito evidentemente. A \u00cdndia, de forma mais focada na regi\u00e3o, no sul da \u00c1sia, e a R\u00fassia, buscando coopera\u00e7\u00e3o com alguns pa\u00edses de governos mais \u00e0 esquerda. As vacinas russas chegavam \u00e0 Argentina, ao M\u00e9xico, \u00e0 Venezuela. A China foi mais universalista. Tentou atender a \u00c1frica, que ficou no fim da fila. Brasil e outros pa\u00edses se beneficiaram da diplomacia da vacina. A pandemia deixou muito clara a divis\u00e3o entre o Norte e o Sul Global. Refor\u00e7ou essa linha e coesinou o Sul em rela\u00e7\u00e3o ao Norte e o Norte em rela\u00e7\u00e3o ao Sul. A pandemia foi um evento importante para entender esse movimento recente nas rela\u00e7\u00f5es internacionais e a forma como as pot\u00eancias emergentes desafiam frontalmente a organiza\u00e7\u00e3o do mundo. <\/b><b>Guerra na Ucr\u00e2nia: <\/b><b>O segundo momento \u00e9 a <\/b><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/categorias\/629529-o-que-a-guerra-da-ucrania-pode-nos-ensinar-artigo-de-maurizio-lazzarato\"><b>guerra na Ucr\u00e2nia<\/b><\/a><b>, que pega de surpresa os comentaristas internacionais. A R\u00fassia invade a Ucr\u00e2nia e viola uma regra do direito internacional p\u00fablico, a soberania ucraniana, e isso desencadeia uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias. Vimos claramente o Norte Global se coesionar e tomar uma posi\u00e7\u00e3o de recha\u00e7o inequ\u00edvoco \u00e0 a\u00e7\u00e3o militar russa. Boa parte do mundo concordou com essa posi\u00e7\u00e3o inicialmente, inclusive o Sul Global, porque boa parte do Sul Global \u00e9 feita de pa\u00edses que conquistaram tardiamente sua independ\u00eancia nacional. Aqui falamos da Am\u00e9rica Latina, que conquista a independ\u00eancia no s\u00e9culo XIX, e dos pa\u00edses africanos e asi\u00e1ticos, que conquistam a soberania territorial no s\u00e9culo XX. Ent\u00e3o o Sul Global \u00e9 soberanista. O Sul Global n\u00e3o gosta de ver esse tipo de manifesta\u00e7\u00e3o ou agress\u00e3o \u00e0 soberania de um Estado. O princ\u00edpio n\u00e3o agrada ao Sul Global. Ainda assim, com o passar dos meses, Sul e Norte v\u00e3o se diferenciando em rela\u00e7\u00e3o ao conflito. Enquanto o Norte foi com tudo e passou, num segundo momento, a impor san\u00e7\u00f5es cada vez mais duras \u00e0 R\u00fassia, os pa\u00edses do Sul Global n\u00e3o foram por esse caminho. Condenaram em abstrato, nas inst\u00e2ncias devidas \u2013 alguns, porque v\u00e1rios n\u00e3o condenam a R\u00fassia \u2013, mas a partir do momento em que o Norte passa a impor san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, o Sul se reposiciona. De forma ampla, o Sul global n\u00e3o embarca na proposta de punir a R\u00fassia na perspectiva econ\u00f4mica, basicamente sob o mesmo argumento: seria uma autopuni\u00e7\u00e3o porque os pa\u00edses do Sul Global n\u00e3o podem se dar ao luxo de renunciar a algumas rendas, de coopera\u00e7\u00e3o militar, de acesso a certos bens comuns. H\u00e1 alian\u00e7as constitu\u00eddas ao longo do tempo. Assim, o Sul Global se reposiciona no segundo momento. Os blocos ficam claros. Hoje, 2\/3 do mundo n\u00e3o imp\u00f5em san\u00e7\u00f5es \u00e0 R\u00fassia e boa parte dos pa\u00edses do Sul aumentaram os fluxos econ\u00f4micos e comerciais com a R\u00fassia, incluindo o Brasil.<\/b><\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 12pt\"><b>Conflito Israel-Hamas: <\/b><b>Agora, o momento que se vive na contemporaneidade, o conflito brutal entre <\/b><a href=\"https:\/\/www.ihu.unisinos.br\/633089\"><b>Hamas e Israel<\/b><\/a><b> tem um hist\u00f3rico muito longo. Nas duas \u00faltimas semanas, vimos um ato terrorista do Hamas que ceifou a vida de 1.300 israelenses, que por si s\u00f3 deve ser lamentado e condenado. Isso \u00e9 um trauma para as gera\u00e7\u00f5es que est\u00e3o envolvidas diretamente, mas que vem sendo retaliado de maneira brutal, ilegal e desproporcional por Israel. A cifra de mortes de palestinos j\u00e1 excedeu a de israelenses sob o argumento de que Israel est\u00e1 se defendendo e precisa acabar com as estruturas f\u00edsicas que servem ao terrorismo no territ\u00f3rio de Gaza. \u00c9 o quadro das duas \u00faltimas semanas. O evento tamb\u00e9m parece desencadear comportamentos no Norte e no Sul. Os pa\u00edses t\u00eam reflexos e formas de reagir diferentes. J\u00e1 est\u00e1 claro que h\u00e1 uma sedimenta\u00e7\u00e3o dos blocos e, enquanto o Norte parece mais pr\u00f3ximo de uma perspectiva israelense, sem comprar completamente o pacote em alguns casos, o Sul Global parece mais inclinado a uma vis\u00e3o palestina, n\u00e3o do grupo terrorista Hamas, mas do pa\u00eds palestino. Esse \u00e9 o atual estado de coisas. Esses tr\u00eas eventos fortaleceram a clivagem entre o Norte e o Sul.<\/b><\/span><\/h2>\n<p><b>IHU \u2013 Quais as expectativas para o futuro? Dawisson Bel\u00e9m Lopes \u2013 Com boas raz\u00f5es, devemos assistir, nos pr\u00f3ximos anos, um reenquadramento amplo das rela\u00e7\u00f5es internacionais. Eu apostaria, pela pr\u00f3xima d\u00e9cada, na produ\u00e7\u00e3o de obras, de novos cl\u00e1ssicos, que nos ajudar\u00e3o a pensar o admir\u00e1vel mundo que vem por a\u00ed. Pontos de apoio v\u00e3o mudando. \u00c9 necess\u00e1rio, a bem da heur\u00edstica, recentralizar as narrativas das rela\u00e7\u00f5es internacionais e produzir algo que incorpore mais centralmente a mirada das pot\u00eancias emergentes. H\u00e1 vida inteligente no Sul Global, nas academias das pot\u00eancias emergentes, e qualquer projeto de explicar as rela\u00e7\u00f5es internacionais contempor\u00e2neas precisa levar em devida conta as perspectivas geopol\u00edticas que emergem com as pot\u00eancias emergentes.<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span><b>2- Testemunho\/entrevista:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Hoje vamos continuar ouvindo o testemunho de\u00a0 Pepe Escobar explicando sobre as motiva\u00e7\u00f5es que est\u00e3o por tr\u00e1s do conflito em Gaza, isto \u00e9 a guerra do Imp\u00e9rio contra o Sul Global. Trata-se da\u00a0 segunda parte, pois a primeira foi ao ar no programa anterior. Agradecemos a parceria do Pepe Escobar e do Brasil 247. Ele \u00e9 um<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">jornalista investigativo independente brasileiro. No Brasil, trabalhou para os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Gazeta Mercantil, al\u00e9m de ter publicado artigos na revista Carta Capital. \u00c9 correspondente de v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es internacionais. No Brasil, \u00e9 colunista do portal Brasil 247 e comentarista na TV 247<\/span><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Veja a entrevista completa no link abaixo: \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QLxm_bEBMwo\"><span style=\"font-weight: 400\">(331) Pepe Escobar explica Gaza e a guerra do Imp\u00e9rio contra o Sul Global &#8211; YouTube<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <\/span><b>3- M\u00fasica:\u00a0 <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Cantiga de Paz, com Z\u00e9 Vicente;<\/span><\/p>\n<p><b>4- Fotos: Da internet &#8211; <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Frei Gilvander Moreira:<\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-5033\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Gil-4.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/> <img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-5034\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Gil-3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/> <img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-5035\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Gil-2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5036\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Gil-1.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"featured_media":198,"template":"","class_list":["post-5030","revista_radio","type-revista_radio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Revista de R\u00e1dio N\u00ba532 - 26 de outubro de 2023 - Instituto Cultural Padre Josimo<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/revista_radio\/revista-de-radio-no532-26-de-outubro-de-2023\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Revista de R\u00e1dio N\u00ba532 - 26 de outubro de 2023 - Instituto Cultural Padre Josimo\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"INSTITUTO CULTURAL PADRE JOSIMO\u00a0 PROGRAMA REVISTA DE R\u00c1DIO Produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o: Frei Jo\u00e3o Osmar 532\u00ba programa: 26 de outubro de 2023: 1- Resenha: Hoje vamos continuar tratando sobre a guerra na Faixa de Gaza entre o Hamas e Israel. 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