{"id":8385,"date":"2025-11-28T17:27:44","date_gmt":"2025-11-28T20:27:44","guid":{"rendered":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?post_type=noticias&#038;p=8385"},"modified":"2025-11-28T17:44:13","modified_gmt":"2025-11-28T20:44:13","slug":"vozes-e-territorios-terreiros-reafirmam-fe-e-apoio-comunitario-apos-enchentes-no-vale-do-sinos","status":"publish","type":"noticias","link":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/noticias\/vozes-e-territorios-terreiros-reafirmam-fe-e-apoio-comunitario-apos-enchentes-no-vale-do-sinos\/","title":{"rendered":"VOZES E TERRIT\u00d3RIOS | Terreiros reafirmam f\u00e9 e apoio comunit\u00e1rio ap\u00f3s enchentes no Vale do Sinos"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Casas de matriz africana em Novo Hamburgo e S\u00e3o Leopoldo superam danos, acolhem moradores e denunciam racismo religioso<\/span><\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p>Fabiana Reinholz \/\u00a0Marcelo Ferreira<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_8386\" aria-describedby=\"caption-attachment-8386\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-8386\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mae-isabel-ile-axe-oyawoye-1024x683.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mae-isabel-ile-axe-oyawoye-1024x683.webp 1024w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mae-isabel-ile-axe-oyawoye-300x200.webp 300w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mae-isabel-ile-axe-oyawoye-768x512.webp 768w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mae-isabel-ile-axe-oyawoye.webp 1200w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8386\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>M\u00e3e Isabel de Ians\u00e3 limpando objetos no Il\u00ea Ax\u00e9 Oyawoy\u00ea, em S\u00e3o Leopoldo, ap\u00f3s a enchente de 2024 | Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/Il\u00ea Ax\u00e9 Oyawoy\u00ea<\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre, em cidades como Novo Hamburgo e S\u00e3o Leopoldo, terreiros de matriz africana resistem e acolhem comunidades mesmo diante de desastres clim\u00e1ticos. O Centro Africano Nosso Senhor dos Passos Reino de Oy\u00e1, de M\u00e3e Eni de Oya, e o Il\u00ea Ax\u00e9 Oyawoy\u00ea, de M\u00e3e Isabel de Ians\u00e3, foram afetados pela enchente de 2024, mas mantiveram suas pr\u00e1ticas religiosas e a\u00e7\u00f5es sociais. Tornaram-se ref\u00fagios mostrando como tradi\u00e7\u00e3o, solidariedade e organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria enfrentam n\u00e3o apenas as \u00e1guas, mas tamb\u00e9m o preconceito e a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o Censo 2022, o Rio Grande do Sul concentra mais de 300 mil pessoas autodeclaradas de religi\u00f5es de matriz africana, o equivalente a 3,2% da popula\u00e7\u00e3o. O que coloca o estado como o que possui maior n\u00famero de praticantes dessas tradi\u00e7\u00f5es no pa\u00eds. Em Novo Hamburgo e S\u00e3o Leopoldo, se declaram adeptos da Umbanda e do Candombl\u00e9 1% e 2,73% da popula\u00e7\u00e3o, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Reino de Oy\u00e1: 42 anos de hist\u00f3ria e acolhimento<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fundado por M\u00e3e Eni de Oya no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, o Reino de Oy\u00e1 completa 42 anos de atua\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. A trajet\u00f3ria da l\u00edder religiosa e do terreiro se confunde com a forma\u00e7\u00e3o do bairro, marcado pela precariedade. Nascida em Paverama, saiu do interior com a fam\u00edlia e se estabeleceu na cidade. Quando casou, foi morar no bairro que se formava.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_8387\" aria-describedby=\"caption-attachment-8387\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-8387\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.49-1536x1152-1-1024x768.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.49-1536x1152-1-1024x768.webp 1024w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.49-1536x1152-1-300x225.webp 300w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.49-1536x1152-1-768x576.webp 768w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.49-1536x1152-1.webp 1536w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8387\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>M\u00e3e Eni no Centro Africano Nosso Senhor dos Passos Reino de Oy\u00e1 j\u00e1 reformado ap\u00f3s a enchente | Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira<\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando viemos pra c\u00e1 n\u00e3o tinha rua, n\u00e3o tinha luz, n\u00e3o tinha nada\u201d, recorda. O marido, que tinha um caminh\u00e3o, chegou a amarrar \u00e1rvores e pux\u00e1-las para abrir as primeiras vias do bairro. \u201c\u00c1gua a gente pegava duas quadras pra l\u00e1 e luz vinha dos fios que pegava de um senhor l\u00e1 em cima\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ingresso de Eni na religi\u00e3o ocorreu por influ\u00eancia do marido, mas a experi\u00eancia com a espiritualidade antecedeu sua inicia\u00e7\u00e3o. \u201cA m\u00e3e Iemanj\u00e1 chegou em casa. Eu n\u00e3o era da religi\u00e3o e ela veio sozinha. Eu n\u00e3o queria, fui pra Igreja dos crentes, mas l\u00e1 ela quase baixou. A\u00ed voltei e segui a religi\u00e3o.\u201d Depois de anos na Umbanda, ela migrou para a Na\u00e7\u00e3o: \u201cSou filha de Ians\u00e3.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Enchente deixou 18 dias de alagamento<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O terreiro ficou submerso por 18 dias na enchente de 2024. \u201cA \u00e1gua foi at\u00e9 o ventilador\u201d, descreve. O assoalho perdeu-se, mas imagens e caboclos permaneceram intactos. Apesar do abandono de religi\u00f5es de matriz africana em pol\u00edticas de emerg\u00eancia relatadas em outros pontos do estado, Eni conta que recebeu aux\u00edlio federal \u2014 R$ 5 mil para a casa e R$ 5 mil para o terreiro \u2014 que permitiu a recupera\u00e7\u00e3o parcial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A rotina inclui trabalhos espirituais e benzeduras que, ap\u00f3s a enchente, cresceram sobretudo entre mulheres. \u201cAs pessoas ficaram muito depressivas, parecia que a alma saiu do corpo\u201d, diz Ana Paula Messias Brum, filha de santo h\u00e1 35 anos. Ela chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato das mulher serem as mais atingidas: \u201cAs mulheres vieram buscar aconchego, palavra amiga, b\u00fazios, banho de ervas.\u201d O terreiro tamb\u00e9m oferece rodas de leitura e atividades de apoio emocional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Papel social e v\u00ednculos comunit\u00e1rios<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Brum conta que a casa sempre teve forte atua\u00e7\u00e3o social. \u201cFaz\u00edamos sop\u00e3o, ajud\u00e1vamos pessoas na friagem, arrecad\u00e1vamos roupas. Quantos meninos n\u00e3o tiramos da rua com o hip-hop que eles dan\u00e7avam na garagem da m\u00e3e?\u201d, lembra. O respeito do bairro, segundo Eni, vem dessa hist\u00f3ria de solidariedade: \u201cEm tantos anos, ningu\u00e9m nunca incomodou n\u00f3s.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eduardo Tamborero, filho de Eni, \u00e9 o tamboreiro do terreiro e refor\u00e7a que o local cresceu junto \u00e0 cooperativa habitacional da regi\u00e3o, fundada com ajuda de seus pais. A comunidade recorria \u00e0 fam\u00edlia em emerg\u00eancias. \u201cQuando n\u00e3o tinha Samu, quem precisava ir ao hospital ia com o pai. Baleado, gr\u00e1vida, quem fosse ia l\u00e1 em casa pedir ajuda.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele recorda que, por isso, a vizinhan\u00e7a reconheceu o terreiro desde cedo. \u201cEra uma comunidade muito pobre. No batuque, quando sobrava bolo e canjica, o pessoal fazia fila com potinho.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse esp\u00edrito de uni\u00e3o carrega a for\u00e7a da resist\u00eancia quilombola. Para Tamborero, o grande n\u00famero de praticantes de matriz africana no estado se explica por esse tipo de uni\u00e3o, vista tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o de quilombos, clubes sociais negros e tradi\u00e7\u00f5es preservadas. \u201cComo \u00e9ramos minoria, tivemos que nos juntar para resistir.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Intoler\u00e2ncia religiosa e aus\u00eancia do poder p\u00fablico<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora o Reino de Oy\u00e1 n\u00e3o tenha sofrido persegui\u00e7\u00e3o religiosa com ataques diretos, Tamborero destaca que o preconceito em Novo Hamburgo \u00e9 cotidiano. Durante uma candidatura, ouviu que sua religiosidade era impeditivo para receber votos. Lembra de ouvir: \u201cTu \u00e9 batuqueiro, n\u00e3o voto em ti\u201d. Para ele, isso mostra que muitas vezes a viol\u00eancia n\u00e3o vem com pedra, \u201cmas est\u00e1 no \u00edntimo das pessoas\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele afirma que outros terreiros da regi\u00e3o vivem situa\u00e7\u00f5es graves. \u201cConhe\u00e7o terreiro que j\u00e1 foi fechado pela pol\u00edcia. Tem terreiro apedrejado sempre\u201d, denuncia, citando o caso de uma amiga com terreiro em outro bairro que passa pela situa\u00e7\u00e3o com frequ\u00eancia.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_8388\" aria-describedby=\"caption-attachment-8388\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-8388\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.52-1536x1152-1-1024x768.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.52-1536x1152-1-1024x768.webp 1024w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.52-1536x1152-1-300x225.webp 300w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.52-1536x1152-1-768x576.webp 768w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.52-1536x1152-1.webp 1536w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8388\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Reino de Oy\u00e1 existe h\u00e1 42 anos no bairro Santo Afonso | Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira<\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo ele, falta estrutura p\u00fablica para pr\u00e1ticas religiosas da matriz africana na cidade. \u201cNovo Hamburgo n\u00e3o tem lugar pra fazer oferenda. N\u00e3o h\u00e1 discuss\u00e3o s\u00e9ria sobre isso na C\u00e2mara de Vereadores.\u201d O contraste com S\u00e3o Leopoldo \u00e9 evidente: l\u00e1 existe espa\u00e7o sagrado para oferendas, atividades oficiais e o Dia da Umbanda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamborero critica o desequil\u00edbrio no apoio cultural. \u201cO gospel t\u00e1 a\u00ed. Mas terreiro tamb\u00e9m tem canto bonito. Podia se apresentar, mas n\u00e3o \u00e9 contratado por preconceito e racismo.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Falta de organiza\u00e7\u00e3o coletiva e medo da exposi\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre 2012 e 2014, pesquisa em parceria com o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social identificou cerca de 150 terreiros em Novo Hamburgo, considerando casas estruturadas, cong\u00e1s dom\u00e9sticos e benzedeiras. Para Tamborero, o n\u00famero deve ser ainda maior hoje, mas a falta de articula\u00e7\u00e3o entre casas e o medo do preconceito dificultam a organiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cS\u00e3o Leopoldo tem associa\u00e7\u00e3o, tem fun\u00e7\u00e3o p\u00f3s. Aqui em Novo Hamburgo n\u00e3o tem nada. Tentamos semin\u00e1rios, encontros, mas o pessoal tem medo de se expor pelo preconceito que sofrem. Aqui tu vai buscar um trabalho e n\u00e3o te d\u00e3o porque \u00e9 do batuque.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e3e Eni concorda: \u201cTalvez tenha mais agora, olha o tempo que j\u00e1 passou. Em Novo Hamburgo os terreiros s\u00e3o muito abertos, mas n\u00e3o tem aquela uni\u00e3o como em S\u00e3o Leopoldo.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Il\u00ea Ax\u00e9 Oyawoy\u00ea: hist\u00f3ria, acolhimento e reconstru\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e3e Isabel (Yalorix\u00e1 Isabel de Ians\u00e3) iniciou sua caminhada no Candombl\u00e9 em Porto Alegre, quando o pai se aproximou de debates sobre popula\u00e7\u00e3o negra e o centen\u00e1rio da aboli\u00e7\u00e3o. A fam\u00edlia conheceu um terreiro em Florian\u00f3polis, onde ela ingressou motivada tamb\u00e9m pela doen\u00e7a do filho. \u201cFiquei naquele terreiro por quase 15 anos\u201d, recorda. Passou por casas em Curitiba e Canoas at\u00e9 que, por exig\u00eancia do orix\u00e1, abriu sua pr\u00f3pria casa, contrariando seu desejo inicial.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_8389\" aria-describedby=\"caption-attachment-8389\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-8389\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.59-1536x1152-1-1024x768.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.59-1536x1152-1-1024x768.webp 1024w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.59-1536x1152-1-300x225.webp 300w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.59-1536x1152-1-768x576.webp 768w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.59-1536x1152-1.webp 1536w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8389\" class=\"wp-caption-text\"><em><span style=\"font-size: 10pt;\">M\u00e3e Isabel em frente ao Il\u00ea Ax\u00e9 Oyawoy\u00ea, j\u00e1 recuperado ap\u00f3s a enchente | Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira<\/span><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Canoas, realizou o primeiro candombl\u00e9 e iniciou filhos de santo, mas uma den\u00fancia de vizinhos a levou a buscar outro local. A mudan\u00e7a para o im\u00f3vel abandonado no bairro Rio dos Sinos, em S\u00e3o Leopoldo, ocorreu ap\u00f3s insist\u00eancia de um filho de santo. A comunidade reformou o espa\u00e7o, que se tornou o Il\u00ea Ax\u00e9 Oyawoy\u00ea. \u201cA casa virou refer\u00eancia para profissionais do sexo e moradores de rua\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do terreiro surgiram a\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias como o varal comunit\u00e1rio, distribui\u00e7\u00e3o de marmitas e apoio cotidiano. \u201cAs pessoas doam o que \u00e9 lixo pra elas, mas n\u00e3o serve pro outro, n\u00e3o \u00e9 porque moram na rua que s\u00e3o lixo. A gente n\u00e3o d\u00e1 dinheiro, mas d\u00e1 um feij\u00e3o, um arroz, um ovo\u201d, diz, destacando a import\u00e2ncia de tratar quem necessita de ajuda com respeito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Yalorix\u00e1 recorda da inf\u00e2ncia em Pelotas, filha de m\u00e3e solo. \u201cPassamos muita fome. A fome \u00e9 algo que tu n\u00e3o esquece.\u201d Essa mem\u00f3ria fundamenta o trabalho solid\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>O momento da enchente, o resgate e a reconstru\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando a \u00e1gua subiu, Isabel ergueu alguns santos sobre mesas. Os assentamentos mais novos ficaram no ch\u00e3o. A filha gr\u00e1vida demorou a sair; as ondas levantadas por caminhonetes agravavam a situa\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o final veio da nora: \u201cVamos sair agora.\u201d A \u00e1gua j\u00e1 chegava \u00e0 cintura. Foram resgatadas de barco e levadas \u00e0 BR; parte da fam\u00edlia ficou com amigos e Isabel com um filho de santo. \u201cPerdi meu carro. Minha filha perdeu o dela.\u201d<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_8390\" aria-describedby=\"caption-attachment-8390\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-8390\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/20240729terreirosrs3-lama-tomou-conta-do-terreiro-ile-axe-oyawoye-apos-inundacao-divulgacao-ile-axe-oyawoye-1024x768.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/20240729terreirosrs3-lama-tomou-conta-do-terreiro-ile-axe-oyawoye-apos-inundacao-divulgacao-ile-axe-oyawoye-1024x768.webp 1024w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/20240729terreirosrs3-lama-tomou-conta-do-terreiro-ile-axe-oyawoye-apos-inundacao-divulgacao-ile-axe-oyawoye-300x225.webp 300w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/20240729terreirosrs3-lama-tomou-conta-do-terreiro-ile-axe-oyawoye-apos-inundacao-divulgacao-ile-axe-oyawoye-768x576.webp 768w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/20240729terreirosrs3-lama-tomou-conta-do-terreiro-ile-axe-oyawoye-apos-inundacao-divulgacao-ile-axe-oyawoye.webp 1280w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8390\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Il\u00ea Ax\u00e9 Oyawoy\u00ea ap\u00f3s as \u00e1guas baixarem no bairro Rio dos Sinos | Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/Il\u00ea Ax\u00e9 Oyawoy\u00ea<\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A \u00e1gua demorou quase 25 dias para baixar. \u201cTudo ficou de molho.\u201d Muitos objetos sagrados apodreceram ou quebraram. Filhos de santo ajudaram na limpeza. \u201cO que dava pra lavar, a gente lavou. Com sab\u00e3o. Com quiboa.\u201d Alguns tentaram impedi-la de voltar at\u00e9 o fim da limpeza, mas ela insistiu: \u201cEu preciso enfrentar.\u201d Encontrou parte dos ib\u00e1s preservada e refez fundamentos. \u201cSomente os porcos abandonam o barco.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os custos foram altos e o aux\u00edlio n\u00e3o bastou. Elementos vindos da \u00c1frica tiveram de ser repostos. \u201cMas conseguimos montar o ax\u00e9 de volta.\u201d A volta foi dura: \u201cN\u00e3o tinha um p\u00e1ssaro, n\u00e3o tinha um vento.\u201d A casa foi lavada e energizada durante dez dias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cRetornamos reestruturando tudo. Permanecer aqui \u00e9 s\u00f3 para os fortes\u201d, avalia, revelando que ap\u00f3s a enchente houve uma redu\u00e7\u00e3o de frequentadores do terreiro. Para ela, nenhuma religi\u00e3o est\u00e1 protegida do mundo material. \u201cAconteceu no Ax\u00e9, na igreja cat\u00f3lica, na evang\u00e9lica.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Afox\u00e9, atividades para crian\u00e7as e biblioteca<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A casa mant\u00e9m grupo de Afox\u00e9 com instrumentos tradicionais e promove o Il\u00ea na Rua, com atividades f\u00edsicas, educativas e culturais. Tinha uma biblioteca afrocentrada, que foi destru\u00edda pela enchente. \u201cA nossa biblioteca fazia as crian\u00e7as negras se enxergarem como lindas que s\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Havia tamb\u00e9m um projeto de cuidado est\u00e9tico voltado \u00e0s crian\u00e7as. \u201cAs meninas penteiam, tran\u00e7am, para eles se enxergarem como s\u00e3o.\u201d Para Isabel, a pedagogia para crian\u00e7as negras exige outra abordagem. \u201cO educador tem que se desdobrar para o diferente.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo com a ideia de levar parte das atividades para um s\u00edtio, garante manter o espa\u00e7o urbano ativo como ponto de acolhimento e orienta\u00e7\u00e3o. \u201cA gente atende essas situa\u00e7\u00f5es de conversa, de trazer perspectiva, mostrar que existem maneiras de melhorar.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Portas abertas para todos<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s a enchente, ela percebeu o desaparecimento de mulheres trans e profissionais do sexo que frequentavam o bairro e eram atendidas pelos projetos do terreiro. \u201cNossa clientela diminuiu muito. Para onde foram essas pessoas?\u201d Espa\u00e7os antes ocupados por elas deixaram de existir. \u201cHoje j\u00e1 n\u00e3o tem mais aquele n\u00famero de mulheres.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e3e Isabel ressalta que o terreiro acolhe a todos que precisam de ajuda. \u201cQuando tocamos um tambor, estamos invocando nossa ancestralidade. \u00c9 em nome dela que acolhemos quem bate no port\u00e3o pedindo \u00e1gua, comida, um abra\u00e7o.\u201d Segundo ela, o terreiro se torna \u201cpsic\u00f3logo, psiquiatra, m\u00e9dico da comunidade\u201d. A horta curativa \u00e9 exemplo disso: \u201c\u00c9 uma forma de acolher a comunidade. Tirar eles da medica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_8391\" aria-describedby=\"caption-attachment-8391\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-8391\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.56-1536x1152-1-1024x768.webp\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.56-1536x1152-1-1024x768.webp 1024w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.56-1536x1152-1-300x225.webp 300w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.56-1536x1152-1-768x576.webp 768w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-18-at-14.31.56-1536x1152-1.webp 1536w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8391\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Cozinha do Il\u00ea Ax\u00e9 Oyawoy\u00ea prepara refei\u00e7\u00f5es para quem precisa | Cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira<\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Racismo religioso estrutural e silenciado<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um levantamento do Conselho de Povos Tradicionais de Matriz Africana de S\u00e3o Leopoldo registou, em 2018, a exist\u00eancia de 412 locais de pr\u00e1tica da religiosidade. Apesar da organiza\u00e7\u00e3o das casas na cidade, M\u00e3e Isabel afirma que a regi\u00e3o ainda \u00e9 marcada pela coloniza\u00e7\u00e3o dos povos de origem alem\u00e3 e italiana, e a cidade tem forte presen\u00e7a evang\u00e9lica. Conta que j\u00e1 enfrentou conflitos por vizinhos tentando interferir, mesmo realizando a maior parte das atividades durante o dia, como s\u00e3o os rituais do Candombl\u00e9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ela, h\u00e1 um racismo religioso estrutural e silenciado. Como exemplo, lembra do caso de uma m\u00e3e de santo de Alvorada, impedida de tocar dentro da pr\u00f3pria casa por um vizinho policial evang\u00e9lico. \u201cEla est\u00e1 amea\u00e7ada. \u00c9 sobre isso. Vivemos uma justi\u00e7a embranquecida, que n\u00e3o se posiciona.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela critica discursos que associam o Candombl\u00e9 ao mal. \u201cEu desconhe\u00e7o o diabo. Ele n\u00e3o faz parte da minha cultura.\u201d O respeito come\u00e7a em casa: um de seus filhos \u00e9 evang\u00e9lico e o conv\u00edvio tem harmonia. Ela, inclusive, frequentou igrejas quando convidada. \u201cVai da lideran\u00e7a. Quem est\u00e1 l\u00e1 na frente decide o que quer para os seus seguidores. Eu quero sempre o melhor para todos. \u00c9 sobre isso: respeito.\u201d<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>Esta mat\u00e9ria \u00e9 parte das a\u00e7\u00f5es do Projeto \u201cIgualdade e Cultura Negra: Vozes e Territ\u00f3rios\u201d, executado em parceria com o Minist\u00e9rio da Igualdade Racial. O apoio se d\u00e1 conforme o Termo de Fomento n\u00ba 973281, correspondente \u00e0 Meta 6 (Produ\u00e7\u00e3o de Mat\u00e9rias escritas para m\u00eddias digitais).<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casas de matriz africana em Novo Hamburgo e S\u00e3o Leopoldo superam danos, acolhem moradores e denunciam racismo religioso<\/p>\n","protected":false},"featured_media":8386,"template":"","categorias_noticias":[],"class_list":["post-8385","noticias","type-noticias","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>VOZES E TERRIT\u00d3RIOS | Terreiros reafirmam f\u00e9 e apoio comunit\u00e1rio ap\u00f3s enchentes no Vale do Sinos - Instituto Cultural Padre Josimo<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/noticias\/vozes-e-territorios-terreiros-reafirmam-fe-e-apoio-comunitario-apos-enchentes-no-vale-do-sinos\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"VOZES E TERRIT\u00d3RIOS | Terreiros reafirmam f\u00e9 e apoio comunit\u00e1rio ap\u00f3s enchentes no Vale do Sinos - 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