{"id":1350,"date":"2019-02-11T16:37:26","date_gmt":"2019-02-11T18:37:26","guid":{"rendered":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?post_type=artigos&#038;p=1350"},"modified":"2019-02-11T16:37:57","modified_gmt":"2019-02-11T18:37:57","slug":"a-elite-do-atraso-e-o-racismo-nosso-de-cada-dia","status":"publish","type":"artigos","link":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/a-elite-do-atraso-e-o-racismo-nosso-de-cada-dia\/","title":{"rendered":"A Elite do Atraso e o Racismo Nosso de Cada Dia"},"content":{"rendered":"<div>\n<article><i><a href=\"https:\/\/redesoberania.com.br\/\" target=\"blank\"><br \/>\n<\/a> <\/i><\/article>\n<p><\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"center\"><i><b>Ainda guardo o direito<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i><b>De algum antepassado da cor<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i><b>Brigar sutilmente por respeito<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i><b>Brigar bravamente por respeito<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i><b>Brigar por justi\u00e7a e por respeito<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i><b>De algum antepassado da cor<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i><b>Brigar, brigar, brigar<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i><b>A carne mais barata do mercado \u00e9 a carne negra<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i><b>(Elza Soares, em A Carne)<\/b><\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"center\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\">No \u00faltimo dia 08 de fevereiro (Sexta-feira) a socialite Donata Meirelles, diretora da Revista Vogue Brasil, comemorou seu anivers\u00e1rio de 50 anos, em Salvador, na Bahia, com uma festa onde a linda decora\u00e7\u00e3o fazia mem\u00f3ria ao Per\u00edodo Colonial \u201cEscravocrata\u201d Brasileiro, nas fotos postadas na internet com a hashtag \u201c#DoShow50\u201d, Donata aparece sentada em uma cadeira e ladeada por duas mulheres negras em trajes t\u00edpicos de baianas.<\/p>\n<p align=\"justify\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-1708\" src=\"https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/donata_aniversario_racismo-1869133.jpg\" sizes=\"(max-width: 319px) 100vw, 319px\" srcset=\"https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/donata_aniversario_racismo-1869133.jpg 1140w, https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/donata_aniversario_racismo-1869133-150x150.jpg 150w, https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/donata_aniversario_racismo-1869133-768x765.jpg 768w, https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/donata_aniversario_racismo-1869133-1024x1020.jpg 1024w, https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/donata_aniversario_racismo-1869133-271x270.jpg 271w\" alt=\"\" width=\"319\" height=\"317\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Quando a socialite foi acusada de fazer alus\u00e3o ao per\u00edodo da escravid\u00e3o, como uma sinh\u00e1 acompanhada de mucamas, respondeu: \u201cN\u00e3o era uma festa tem\u00e1tica. Como era sexta-feira e a festa foi na Bahia, muitos convidados e o receptivo estavam de branco, como reza a tradi\u00e7\u00e3o. Mas vale tamb\u00e9m esclarecer: nas fotos publicadas, a cadeira n\u00e3o era uma cadeira de Sinh\u00e1, e sim de candombl\u00e9, e as roupas n\u00e3o eram de mucama, mas trajes de baiana de festa. Ainda assim, se causamos uma impress\u00e3o diferente dessa, pe\u00e7o desculpas. Respeito a Bahia, sua cultura e suas tradi\u00e7\u00f5es, assim como as baianas, que s\u00e3o Patrim\u00f4nio Imaterial desta terra que tamb\u00e9m considero minha e que recebem com tanto carinho os visitantes no aeroporto, nas ruas e nas festas. Mas, como dizia Juscelino, com erro n\u00e3o h\u00e1 compromisso e, como diz o samba, perd\u00e3o foi feito para pedir\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Donata sentiu-se plenamente a vontade na escolha da decora\u00e7\u00e3o de sua festa, simplesmente por que ignora que origem da Cultura e Tradi\u00e7\u00f5es da Bahia, ignora que mais de 5 milh\u00f5es de negras e negros foram arrancados do continente africano, traficados, para trabalharem at\u00e9 a morte nas terras brasileiras, ignora que Salvador \u00e9 a cidade com maior popula\u00e7\u00e3o negra fora do continente africano, nega que as rela\u00e7\u00f5es no Brasil foram estabelecidas de forma ao branco ter o poder, o direito e a raz\u00e3o e aos negros restar a servid\u00e3o, obedi\u00eancia e ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pessoas como a socialite diretora da Vogue, romantizam o per\u00edodo colonial, pois lembram do conforto no qual os brancos vivam na Casa Grande, conforto garantido pela explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra negra escravizada. Negam que fortunas foram constru\u00eddas por an\u00f4nimos, escravizados, chicoteados, destitu\u00eddos de humanidade e dignidade, que trabalharam at\u00e9 a morte para constru\u00ed-las e quando mortos, enterrados em valas comuns. A vida dos negros nunca valeu nada no Brasil Colonia, eram pe\u00e7as, e pe\u00e7as relativamente barata, em virtude da abund\u00e2ncia de negros a venda nos mercados brasileiros.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda hoje a vida das negras e negros valem muito pouco, um jovem negro \u00e9 assassinada a cada 23 minutos no Brasil, a taxa de assassinato (feminic\u00eddio) de mulheres brancas est\u00e1 em queda, mais as viol\u00eancias e assassinatos de mulheres negras n\u00e3o param de aumentar. Trag\u00e9dias como de CT do Flamengo, ocorrida tamb\u00e9m no dia 08 de fevereiro, revelam que \u201cacidentes\u201d no Brasil, tem classe social e cor bem definidos, os jovens eram quase todos negros, de fam\u00edlias empobrecidas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Jess\u00e9 Souza, soci\u00f3logo brasileiro, afirma que: h\u00e1 no Brasil a naturaliza\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria e do sofrimento alheio. Todas as sociedades j\u00e1 foram um dia escravocratas, apenas a Europa, no Ocidente, quebrou com a heran\u00e7a escravista do mundo antigo. Isso significa que embora a pessoa seja socialmente inferior a voc\u00ea, ela n\u00e3o ser\u00e1 tratada como uma coisa, mas como um ser humano. E com as lutas sociais por igualdade, s\u00e3o produzidos processos coletivos de aprendizado na qual a dor e o sofrimento do outro podem ser revividos em cada um. N\u00f3s, por outro lado, mantivemos essa sub-humanidade. N\u00f3s n\u00e3o nos importamos com a dor e com o sofrimento dos pobres, as evid\u00eancias emp\u00edricas s\u00e3o clar\u00edssimas como a luz do sol, ineg\u00e1veis para qualquer pessoa de boa vontade. A pol\u00edcia mata pobres indiscriminadamente \u2013 e faz isso porque a classe m\u00e9dia e a elite aplaudem. Houve recentemente essa coisa completamente absurda e b\u00e1rbara das matan\u00e7as nos pres\u00eddios, e a classe m\u00e9dia aplaudiu. S\u00e3o provas de que temos, como sociedade, \u00f3dio aos pobres. Isso veio da escravid\u00e3o, em que havia uma distin\u00e7\u00e3o muito clara entre quem \u00e9 gente e quem n\u00e3o \u00e9. Por isso, n\u00e3o nos importamos com o tipo de escola e de hospital que essa classe vai ter. A Alemanha fez um esfor\u00e7o extraordin\u00e1rio para incorporar os 17 milh\u00f5es que viviam na Alemanha Oriental, tornando seu mercado mais forte, mas aqui a gente simplesmente joga no lixo esse tipo de coisa porque nunca criticamos a nossa heran\u00e7a escravocrata.<\/p>\n<p align=\"justify\">Raymundo Faoro, soci\u00f3logo e escritor brasileiro, tratava a exist\u00eancia de senhores de escravos como algo banal, quando na verdade o senhor de escravo deve estar no centro [da an\u00e1lise], j\u00e1 que todas as outras institui\u00e7\u00f5es v\u00e3o se montar a partir da\u00ed. \u00c9 uma continuidade absurda de 500 anos e n\u00f3s somos cegos a isso. A fam\u00edlia dos muito pobres repete h\u00e1 500 anos a fam\u00edlia dos escravizados e eles ainda fazem o mesmo tipo de servi\u00e7o que faziam antes, s\u00e3o escravizados dom\u00e9sticos. Fazem parte de fam\u00edlias desestruturadas, uma vez que na escravid\u00e3o n\u00e3o se estimulava que o escravizado tivesse fam\u00edlia porque era preciso humilh\u00e1-lo, abat\u00ea-lo. Exatamente como acontece hoje. A escravid\u00e3o s\u00f3 prospera com o \u00f3dio ao escravizado e o Brasil de hoje \u00e9 marcado por uma coisa central que s\u00f3 um cego n\u00e3o v\u00ea, o \u00f3dio ao pobre. A humilha\u00e7\u00e3o do pobre. O \u00fanico pa\u00eds que se assemelha a n\u00f3s no planeta \u00e9 a \u00c1frica do Sul. Vivemos um apartheid aqui. Governos de esquerda caem, acontecem golpes de Estado toda vez que tentam diminuir essa dist\u00e2ncia entre as classes, afirma Jess\u00e9 Souza.<\/p>\n<p align=\"justify\">Elza Soares fez um post no seu Instagram oficial sobre a festa de Donata Meirelles:<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>\u201c<\/strong><i>Gentem, sou negra e celebro com orgulho a minha ra\u00e7a desde quando n\u00e3o era \u201celegante\u201d ser negro nesse pa\u00eds. Quando preto n\u00e3o usava o elevador dos \u201cpatr\u00f5es\u201d. Quando pretos motorneiros dos bondes eram substitu\u00eddos por brancos em festividades com a presen\u00e7a de autoridades de pele branca. Da \u00e9poca em que jogadores de um clube carioca passavam p\u00f4 de arroz no rosto para entrarem em campo, j\u00e1 que n\u00e3o \u201cpegava bem\u201d ter a pele escura. Desde que os gar\u00e7ons de um famoso hotel carioca n\u00e3o atendiam pretos no restaurante. \u00c9ramos invis\u00edveis. Celebro minha ra\u00e7a desde o tempo em que gravadoras n\u00e3o davam coquetel de lan\u00e7amento para os \u201cdiscos dos pretos\u201d. Celebro minha origem ancestral desde que \u201cm\u00fasica de preto\u201d era defini\u00e7\u00e3o de estilo musical. Grito pelo meu povo desde a \u00e9poca em que se um homem famoso se separasse de sua mulher para ficar com uma negra, essa ganhava o \u201ct\u00edtulo\u201d de vagabunda, mas n\u00e3o acontecia se pr\u00f3xima tivesse a pele \u201cclara\u201d. Sou bisneta de escrava, neta de escrava forra e minha m\u00e3e conhecia na fonte as hist\u00f3rias sobre o flagelo do povo negro. Protesto pelos direitos da minha ra\u00e7a desde que preta n\u00e3o entrava na sala das sinh\u00e1s. Gentem, essas feridas todas eu carreguei na alma e trago as cicatrizes. A maioria do povo negro brasileiro. Feridas que n\u00e3o se curaram e s\u00e3o cutucadas para mant\u00ea-las abertas demonstrando que \u201clugar de preto \u00e9 nessa Senzala moderna\u201d, disfar\u00e7ada, \u00e0 espreita, como se vigiasse nosso povo. Povo que descende em sua maioria dos negros que colonizaram e constru\u00edram o nosso pa\u00eds. Hoje li sobre mais uma \u201ccutucada\u201d na ferida aberta do Brasil Col\u00f4nia. N\u00e3o fa\u00e7o ju\u00edzo de valor sobre quem errou ou se teve inten\u00e7\u00e3o de errar. Fa\u00e7o um alerta! Quer ser elegante? Pense no quanto pode machucar o pr\u00f3ximo, sua mem\u00f3ria, os flagelos do seu povo, ao escolher um tema para \u201cenfeitar\u201d um momento feliz da vida. Felicidade \u00e0s custas do constrangimento do pr\u00f3ximo, seja ele de qual ra\u00e7a for, n\u00e3o \u00e9 felicidade, \u00e9 dor. O limite \u00e9 t\u00eanue. Eleg\u00e2ncia \u00e9 ponderar, por mais inocente que sua a\u00e7\u00e3o pare\u00e7a. A carne mais barata do mercado FOI a carne negra e agora N\u00c3O \u00e9 mais. Gritaremos isso pra quem n\u00e3o compreendeu ainda. Escravizar, nem de brincadeira. Seguimos em luta.\u201d<\/i><\/p>\n<p align=\"justify\">Djamila Ribeiro, filosofa e feminista negra, tamb\u00e9m se pronunciou sobre o caso: <i>\u201cEssa festa tratou pessoas negras de maneira desrespeitosa, remetendo a uma heran\u00e7a colonial. O que me incomoda em tudo isso \u00e9 a coniv\u00eancia. As pessoas que l\u00e1 estavam agem como se nada tivesse acontecido. Se a gente chega num lugar desse, onde meus antepassados foram torturados, e as pessoas insistem em romantizar isso como se fosse algo banal e agente n\u00e3o fala nada, a gente est\u00e1 compactuando, n\u00e3o tem desculpas. Eu prezo pela honestidade intelectual. Eu sou ativista e tenho uma hist\u00f3ria e jamais vou compactuar com uma coisa dessas<\/i>\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-1709 alignright\" src=\"https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Angela-Davis.jpg\" alt=\"\" width=\"433\" height=\"294\" \/>A fil\u00f3sofa n\u00e3o isentou os convidados da responsabilidade do car\u00e1cter ofensivo da festa. <i>\u201cAl\u00e9m da dona da festa, eu acho que as pessoas que estavam l\u00e1 tamb\u00e9m devem ser responsabilizadas, sobretudo as que se dizem antirracista. Passou da hora da branquitude pensar e se repensar. N\u00e3o d\u00e1 para compor com o pacto narc\u00edsico da branquitude. \u00c9 muito violento. O que aconteceu n\u00e3o foi meramente uma festa. \u00c9 o refor\u00e7o de uma estrutura colonial. Ent\u00e3o pessoas que se dizem aliadas, n\u00e3o podem de forma alguma, compactuar com uma viol\u00eancia como essa. \u00c9 inadmiss\u00edvel. <\/i><i>Eu j\u00e1 sa\u00ed de lugares onde vi essas coisas acontecerem. J\u00e1 fui boicotada porque eu n\u00e3o negocio a minha humanidade e dos meus. As vezes n\u00e3o conseguimos financiamentos para nossos projetos porque n\u00e3o compactuamos com uma s\u00e9rie de coisas. N\u00e3o podemos vender nossa milit\u00e2ncia em troca de migalhas. Passou a hora de pessoas negras pararem de usar nossa milit\u00e2ncia para compactuar com coisas escusas que a gente n\u00e3o acredita<\/i>\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"right\"><i><b>Michele Corr\u00eaa<\/b><\/i><\/p>\n<p align=\"right\"><i>Graduanda em Filosofia na UFPel, Feminista Negra, <\/i><\/p>\n<p align=\"right\"><i>Assessora da Pastoral da Juventude (PJ) e <\/i><\/p>\n<p align=\"right\"><i>Militante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)<\/i><\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\">Refer\u00eancias:<\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/www.tnh1.com.br\/noticia\/nid\/diretora-da-vogue-brasil-e-acusada-de-promover-festa-racista\/\">https:\/\/www.tnh1.com.br\/noticia\/nid\/diretora-da-vogue-brasil-e-acusada-de-promover-festa-racista\/<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/jesse-souza-a-elite-do-atraso\/\">https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/jesse-souza-a-elite-do-atraso\/<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/mundonegro.inf.br\/djamila-sobre-a-festa-da-editora-da-vogue-as-pessoas-que-se-dizem-anti-racistas-tem-que-se-posicionar\/\">https:\/\/mundonegro.inf.br\/djamila-sobre-a-festa-da-editora-da-vogue-as-pessoas-que-se-dizem-anti-racistas-tem-que-se-posicionar\/<\/a><\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0<\/p>\n<div class=\"addtoany_share_save_container addtoany_content addtoany_content_bottom\">\n<div class=\"a2a_kit a2a_kit_size_26 addtoany_list\" data-a2a-url=\"https:\/\/redesoberania.com.br\/artigos\/a-elite-do-atraso-e-o-racismo-nosso-de-cada-dia\/\" data-a2a-title=\"A Elite do Atraso e o Racismo Nosso de Cada Dia\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><a class=\"a2a_button_facebook\" title=\"Facebook\" href=\"https:\/\/redesoberania.com.br\/#facebook\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><span class=\"a2a_label\">Facebook<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Michele Corr\u00eaa aborda a pol\u00eamica da semana: a forma como a socialite Donata Meirelles comemorou seu anivers\u00e1rio, enaltecendo temas do per\u00edodo colonial escravocata e, por consequ\u00eancia, exaltando o preconceito. 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