{"id":1315,"date":"2019-01-21T21:12:10","date_gmt":"2019-01-21T23:12:10","guid":{"rendered":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?post_type=artigos&#038;p=1315"},"modified":"2019-01-21T21:12:10","modified_gmt":"2019-01-21T23:12:10","slug":"intolerancia-religiosa-e-a-demonizacao-da-religiosidade-de-matriz-africana","status":"publish","type":"artigos","link":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/intolerancia-religiosa-e-a-demonizacao-da-religiosidade-de-matriz-africana\/","title":{"rendered":"Intoler\u00e2ncia Religiosa&#8230;. E a demoniza\u00e7\u00e3o da religiosidade de matriz africana."},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1316\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/basea11final1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/basea11final1.jpg 600w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/basea11final1-300x189.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201c&#8230;Ex\u00fa brasileiro<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ex\u00fa nas escolas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ex\u00fa nigeriano<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Ex\u00fa nas escolas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>E a prova do ano<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00c9 tomar de volta<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Alcunha roubada<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>De um deus iorubanos&#8230;\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">(Ex\u00fa nas escolas, Elza Soares)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 27 de dezembro de 2007, a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica oficializava o dia 21 de janeiro como Dia Nacional de Combate \u00e0 Intoler\u00e2ncia Religiosa, a data foi institu\u00edda pela Lei n\u00ba 11.635, em mem\u00f3ria do falecimento da Iyalorix\u00e1 M\u00e3e Gilda do terreiro Ax\u00e9 Abass\u00e1 de Ogum (BA), v\u00edtima de intoler\u00e2ncia por ser praticante de religi\u00e3o de matriz africana. A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo, sua casa foi atacada e pessoas da comunidade foram agredidas, levando M\u00e3e Gilda a falecer v\u00edtima de infarto em 21 de janeiro de 2000, ap\u00f3s ter sua foto publicada na mat\u00e9ria &#8220;Macumbeiros charlat\u00f5es lesam o bolso e a vida dos clientes&#8221;, do jornal Folha Universal.<\/p>\n<p>A partir da institui\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 11.635 a invas\u00e3o a templos e agress\u00f5es a religiosas e religiosos de qualquer credo passaram a ser crimes inafian\u00e7\u00e1veis. A pena vai de um a tr\u00eas anos de deten\u00e7\u00e3o, sendo julgada em Varas Criminais e n\u00e3o mais nos juizados especiais. Apesar da modifica\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o brasileira a Viola\u00e7\u00e3o de direitos est\u00e1 atingindo, duramente os Povos Tradicionais de Matriz Africana, especialmente na Cidade do Rio de Janeiro, embora os ataques as religi\u00f5es de matriz africana acontecem em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds. O fundamentalismo avan\u00e7a a passos largos em todas as inst\u00e2ncias, assim n\u00e3o \u00e9 absurdo pensarmos que, em pleno s\u00e9culo XXI, tenhamos a volta da ca\u00e7a \u00e0s bruxas e bruxos.<\/p>\n<p>Quando o Povo Preto veio para o Brasil, h\u00e1 mais de 500 anos, foi retirado \u00e0 for\u00e7a de seus territ\u00f3rios para serem escravizados aqui. A Escravid\u00e3o deixou profundas marcas na vida que vivenciamos. A escravid\u00e3o justificou as chicotadas do feitor, assim como o uso dos grilh\u00f5es e o por\u00e3o f\u00e9tido do Navio Negreiro. Violentou direitos, a l\u00edngua, cultura, religi\u00e3o, a vida enfim&#8230; nossos valores civilizat\u00f3rios. Junto a tudo isso veio a Coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o tr\u00e1fico negreiro, foram trazidos diversos povos de diversas regi\u00f5es do continente africano para o nosso pa\u00eds. Os historiadores Vianna Filho e Pierre Verger afirmam que a vinda for\u00e7ada das popula\u00e7\u00f5es africanas se deu em quatro grandes ciclos: o primeiro, trazendo pessoas da Costa Guin\u00e9, durante a segunda metade do s\u00e9culo XVII; o segundo, trazendo pessoas da Bacia do Congo, sobretudo dos atuais Congo e Angola, no s\u00e9culo XVIII; o terceiro, trazendo pessoas da Costa da Mina, durante quase todo s\u00e9culo XVIII; o \u00faltimo, trazendo pessoas da Ba\u00eda do Benin, entre 1770 e 1850. As tr\u00eas tradi\u00e7\u00f5es que constitu\u00edram os Povos Tradicionais de Matriz Africana vieram nos tr\u00eas \u00faltimos ciclos: os povos de l\u00edngua banta, vindos no segundo ciclo; os povos de l\u00edngua ew\u00e9-fon, no segundo ciclo; e os povos de l\u00edngua ioruba, no \u00faltimo ciclo. Entendendo que cada tradi\u00e7\u00e3o advinda da \u00c1frica trouxe para c\u00e1 sua hist\u00f3ria, cultura, religi\u00e3o, l\u00edngua, dialeto, mitos, valores.<\/p>\n<p>As pr\u00e1ticas sagradas dos Povos Tradicionais de Matriz Africana ressignificaram s\u00edmbolos e territ\u00f3rios. A \u00c1frica dentro de cada Terreiro de Candombl\u00e9 ordenou a liturgia e resiste at\u00e9 hoje seguindo um caminho deixado pela nossa ancestralidade. A religi\u00e3o na \u00c1frica \u00e9 comandada por homens, aqui no Brasil se deu o inverso, porque aqui as mulheres foram as primeiras a conquistar suas alforrias. Assim quando falamos de Intoler\u00e2ncia Religiosa, n\u00e3o estamos falando de qualquer Intoler\u00e2ncia. Estamos questionando o porqu\u00ea da demoniza\u00e7\u00e3o da religiosidade de Matriz Africana.<\/p>\n<p>Os ataques e persegui\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais antigos que possa parecer. Cito aqui a Quebra de Xang\u00f4, Dia do Quebra ou Quebra de 1912, fato registrado pelos estudiosos da Hist\u00f3ria do Brasil. Um crime hediondo de Intoler\u00e2ncia Religiosa que aconteceu no dia 1\u00ba de fevereiro de 1912 em Macei\u00f3, Alagoas. O ato culminou com a invas\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o dos principais Terreiros de Xang\u00f4 em Macei\u00f3. Todas as Casas de Culto Afro-brasileiro existentes foram destru\u00eddas. Terreiros foram invadidos, objetos sagrados retirados e queimados em pra\u00e7a p\u00fablica. Pais e m\u00e3es de Santo foram espancados. A partir da\u00ed os adeptos, iniciados nas pr\u00e1ticas de Culto aos Orix\u00e1s, criaram o chamado Xang\u00f4 Rezado Baixo. A Constitui\u00e7\u00e3o de 1891 garantia a liberdade de cren\u00e7a e culto, por\u00e9m o c\u00f3digo penal de 1890 criminalizava as Casas Sagradas e tipificava as manifesta\u00e7\u00f5es, pr\u00e1ticas rituais, como curandeirismo, baixo espiritismo, charlatanismo, alegando o exerc\u00edcio ilegal da medicina. No per\u00edodo de 1889-1930 era comum a pol\u00edcia perseguir os Cultos das religi\u00f5es de Matriz Africana, invadindo terreiros e apreendendo objetos sagrados.<\/p>\n<p>O C\u00f3digo Penal de 1890 criminalizava tamb\u00e9m o samba e a capoeira. Ou seja, tudo que fosse resultante da Cultura Afro-brasileira. No per\u00edodo da Rep\u00fablica, o Candombl\u00e9 foi proibido de exercer as suas atividades e os Terreiros ficaram subjugados \u00e0 Delegacia de Jogos, Entorpecentes e Lenoc\u00ednio (a\u00e7\u00e3o de explorar, estimular ou favorecer com\u00e9rcio carnal il\u00edcito, ou induzir ou constranger algu\u00e9m a sua pr\u00e1tica). Portanto, sempre estivemos \u00e0 margem, e o Estado Brasileiro n\u00e3o coibiu, de forma efetiva, as v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es de Racismo Religioso que ocorreram no Pa\u00eds at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que, hoje, no Museu da Pol\u00edcia Civil do Estado do Rio de Janeiro, h\u00e1 mais de duzentas pe\u00e7as sagradas da Umbanda e do Candombl\u00e9 apreendidas desde a Primeira rep\u00fablica (1889-1930). Nessa \u00e9poca, as Religi\u00f5es Afro-brasileiras tamb\u00e9m foram duramente perseguidas e proibidas. Entre 1945 e 1985, o acervo religioso apreendido foi classificado de forma racista, pejorativa como \u201cCole\u00e7\u00e3o de Magia Negra\u201d.<\/p>\n<p>L\u00e1 se v\u00e3o mais de cem anos e o acerco dos Povos Tradicionais e Matriz Africana ainda se encontra no Museu da Pol\u00edcia Civil. Os ataques a Terreiros avan\u00e7am de forma violenta, instaurando assim uma cultura criminosa, que instaura o \u00f3dio religioso. Como vimos, a Hist\u00f3ria n\u00e3o apresenta novidade nesse processo. O Racismo Religioso vem de longe&#8230;\u00a0 Acompanha nossos passos desde que trouxeram nossos ancestrais para c\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso refor\u00e7ar que o Brasil \u00e9 um Estado Laico. Se \u00e9 laico, n\u00e3o possui religi\u00e3o oficial ou uma cren\u00e7a que mere\u00e7a privil\u00e9gios em detrimento de outras. Em um pa\u00eds laico, todas as express\u00f5es religiosas devem ser igualmente respeitadas e atendidas em suas diferentes demandas &#8211; sobretudo protegidas! Por isso, \u00e9 papel do Estado garantir liberdade de culto n\u00e3o apenas \u00e0s igrejas crist\u00e3s, mas tamb\u00e9m \u00e0s mesquitas, sinagogas, templos budistas, casas de umbanda, terreiros de candombl\u00e9, centros esp\u00edritas, etc. Em 2015, foi criada uma ag\u00eancia especificamente dedicada \u00e0 Discrimina\u00e7\u00e3o Religiosa, chamada Assessoria de Diversidade Religiosa e Direitos Humanos. \u00c9 registrada uma den\u00fancia de intoler\u00e2ncia religiosa a cada 15 horas. Os adeptos de religi\u00f5es de matriz africana est\u00e3o entre os principais alvos. Casos recentes, como os ataques nas redes sociais contra a imagem, o legado e a mem\u00f3ria de m\u00e3e Stela de Ox\u00f3ssi, no fim do ano passado, e os ataques a terreiros em comunidades do Rio, deixam claro que muita coisa precisa mudar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>PIEDADE, Vilma. Dororidade. Editora N\u00d3S, 2017.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/conic.org.br\/portal\/noticias\/2943-21-de-janeiro-o-dia-nacional-de-combate-a-intolerancia-religiosa?fbclid=IwAR1hGbn7y_EdqytuKAG5XUWaIZtZ-L64rV47t5eUNGtB-IvSn4RQ6pO5Y6g\">https:\/\/conic.org.br\/portal\/noticias\/2943-21-de-janeiro-o-dia-nacional-de-combate-a-intolerancia-religiosa?fbclid=IwAR1hGbn7y_EdqytuKAG5XUWaIZtZ-L64rV47t5eUNGtB-IvSn4RQ6pO5Y6g<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Graduanda em Filosofia na UFPel,<\/em><\/p>\n<p><em>Assessora da Pastoral da Juventude (PJ) e<\/em><\/p>\n<p><em>Militante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 27 de dezembro de 2007, a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica oficializava o dia 21 de janeiro como Dia Nacional de Combate \u00e0 Intoler\u00e2ncia Religiosa, a data foi institu\u00edda pela Lei n\u00ba 11.635, em mem\u00f3ria do falecimento da Iyalorix\u00e1 M\u00e3e Gilda do terreiro Ax\u00e9 Abass\u00e1 de Ogum (BA), v\u00edtima de intoler\u00e2ncia por ser praticante de religi\u00e3o de matriz africana.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"template":"","class_list":["post-1315","artigos","type-artigos","status-publish","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Intoler\u00e2ncia Religiosa.... 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