{"id":1223,"date":"2018-11-07T06:00:15","date_gmt":"2018-11-07T08:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?post_type=artigos&#038;p=1223"},"modified":"2018-11-22T09:47:08","modified_gmt":"2018-11-22T11:47:08","slug":"morena-parda-ou-negra","status":"publish","type":"artigos","link":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/","title":{"rendered":"Morena, Parda ou Negra? A inven\u00e7\u00e3o do Colorismo"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1222\" src=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/morena-n\u00e3o-negra-300x211.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/morena-n\u00e3o-negra-300x211.jpg 300w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/morena-n\u00e3o-negra-768x540.jpg 768w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/morena-n\u00e3o-negra-1024x720.jpg 1024w, https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/morena-n\u00e3o-negra.jpg 1346w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Me descobri negra aos 67 anos&#8230; Essa frase \u00e9 a chamada de uma mat\u00e9ria do Portal Geled\u00e9s, publicada em 24\/10\/2018, tal frase me provocou profundo impacto, impacto n\u00e3o maior do que o relato de dona Edileuza Gomes Costa.<\/p>\n<p align=\"justify\">A senhora de 67 anos, relata que por mais de 6 d\u00e9cadas, viveu como que com uma n\u00e9voa sobre os olhos. O que a fez perceber-se e reconhecer-se como uma mulher negra foi um exerc\u00edcio de escuta dial\u00f3gica com o filho sobre identidade, a conversa a fez notar e aceitar os notar os tra\u00e7os do rosto, o tom da pele e o jeito do cabelo. Sinais de uma ancestralidade que ficou encoberta por mais de seis d\u00e9cadas. Ap\u00f3s o di\u00e1logo veio o exerc\u00edcio de olhar-se no espelho, gesto simples e forte, que a impulsionou a investigar sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Assim ela foi conversar com sua m\u00e3e, uma senhora de 94 anos que ainda lembra dos familiares de cor negra, retintos, cor de jabuticaba, muito diferentes da tonalidade de pele dos seus filhos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Dona Edileuza viveu sempre na posi\u00e7\u00e3o de \u201cparda\u201d e \u201cmorena, nunca negra, o que revelava um preconceito velado, como deixa transparecer nesse relato:<\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\">\u201c<i><b>Na feira, um senhor de outra banca me chamava de macaca. Eu ficava brava, brigava com ele e n\u00e3o entendia porque ele falava isso, pois eu era branca. Outro colega cantava aquela m\u00fasica \u2018Preta, fala pra mim\/Fala o que voc\u00ea sente por mim\u2019, quando eu passava. Eu tamb\u00e9m j\u00e1 escutei que eu \u2018escureci a fam\u00edlia\u2019 quando tive meu primeiro filho, mas nunca entendi muito bem tudo o que me falavam. Eu nunca entendi muito bem o motivo das pessoas julgarem as outras pela cor da pele. Agora eu entendo que tem gente que sofre muito mais porque a pele \u00e9 mais escura\u201d, conta.<\/b><\/i><\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\">Casos como da dona Edileuza, que mesmo trazendo fortes tra\u00e7os revelam afro descend\u00eancia, n\u00e3o se reconhecem como negros ocorrem em decorr\u00eancia do chamado Colorismo, onde a tonalidade da sua pele ser\u00e1 decisiva no tratamento que a sociedade dar\u00e1 a ela, assim negros com tonalidade de pele clara s\u00e3o, pode-se dizer classificados como morenos, morenos claros, pardos, mas nunca negros. Eu mesma n\u00e3o raramente sou chamada de morena, fato ao qual sempre esclare\u00e7o e reafirmo minha identidade negra, sou uma mulher negra, e diversas vezes escuto coisas do tipo, \u201cmas tu nem \u00e9 t\u00e3o escura\u201d ou \u201ctu \u00e9s t\u00e3o clara\u201d. Assim revela-se que, quanto mais escuro o tom de pele de uma pessoa for, mais racismo ela ir\u00e1 sofrer e quanto mais claro, mais privil\u00e9gios ou vantagens ela ter\u00e1. Por\u00e9m \u00e9 preciso reafirmar que essa tese, no entanto, n\u00e3o desaloja negros claros de sua negritude, como \u00e9 o caso de dona Edileuza, n\u00e3o pode ser negada a ancestralidade de algu\u00e9m apenas por uma menor presen\u00e7a de melanina.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Colorismo foi um assunto que esteve no centro do debate neste ano quando internautas questionaram a escolha da atriz Fabiana Cozza para viver no teatro Dona Ivone Lara, sob a alega\u00e7\u00e3o de que ela era \u2018branca demais\u2019, mesmo sendo negra. E devendo ser refletido junto a outra pol\u00eamica que ganhou as redes neste, a escolha por parte da Rede Globo de um elenco predominantemente branco para uma novela ambientada em Salvador Bahia, cidade com maior popula\u00e7\u00e3o negra fora do continente Africano. O que permitiu que dona Edileuza permanecesse por 6 d\u00e9cadas sem reconhecer-se como negra s\u00e3o os efeitos de duas formas de opress\u00e3o vigentes desde a pseudoaboli\u00e7\u00e3o de 1888, o Colorismo e Invisibilidade Negra.<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil escrever sobre colorismo, que n\u00e3o se esgotar\u00e1 neste texto. Para falar sobre colorismo precisamos considerar classe, escolariza\u00e7\u00e3o e outros marcadores sociais da diferen\u00e7a, para tanto farei uma breve genealogia do termo pardo, que embora apare\u00e7a em memes nas redes sociais, pardo \u00e9 papel, n\u00e3o gente, \u00e9 um termo se refere a pessoas desde o Brasil colonial, com m\u00faltiplos usos e significados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em S\u00e3o Paulo, no s\u00e9culo 17, era utilizado para designar ind\u00edgenas escravizados ilegalmente. No mesmo per\u00edodo, no Nordeste a\u00e7ucareiro, era usado como sin\u00f4nimo de mesti\u00e7agem, ou do fruto da uni\u00e3o entre europeus, africanos e ind\u00edgenas, cabe ressaltar que os africanos eram a maior parte da popula\u00e7\u00e3o. No Sudeste, mais tarde, o termo aparece n\u00e3o s\u00f3 como refer\u00eancia \u00e0 mesti\u00e7agem, mas tamb\u00e9m como sin\u00f4nimo de pessoa livre, independentemente da cor de pele. Assim, o termo pardo no Brasil Col\u00f4nia, indicava al\u00e9m da cor de pele, o status social de pessoas n\u00e3o brancas livres, em um universo escravista. Os termos preto e negro tamb\u00e9m apresentavam diferen\u00e7as no per\u00edodo escravocrata: negro era o escravo insubmisso, e preto, o cativo fiel. Mas \u00e9 poss\u00edvel perceber varia\u00e7\u00f5es de significados em diferentes per\u00edodos: at\u00e9 a primeira metade do s\u00e9culo 19, crioulo era exclusivo de escravos e forros nascidos no Brasil, preto designava africanos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os dois primeiros censos do pa\u00eds, realizados em 1872 e 1890, registraram a popula\u00e7\u00e3o preta, branca e mesti\u00e7a; onde no de 1872 acrescida \u00e0 informa\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de escravo ou livre. Nos censos seguintes: 1900, 1920 e 1970, o item cor foi retirado. Diante da constata\u00e7\u00e3o de que o Brasil era um pa\u00eds mesti\u00e7o e negro, o terceiro e quarto censo simplesmente deixaram de registrar a informa\u00e7\u00e3o sobre a popula\u00e7\u00e3o, assim como o primeiro censo do regime militar, quando se refor\u00e7ava a ideia de homogeneizar o pa\u00eds. No censo de 1950, a popula\u00e7\u00e3o foi distribu\u00edda entre brancos, pretos, amarelos e pardos. Ind\u00edgenas n\u00e3o possu\u00edam uma categoria classificat\u00f3ria. Em 1960, ind\u00edgenas deveriam ser declarados como pardos. Em 1980, havia uma explica\u00e7\u00e3o para pardos: \u201cmulatos, mesti\u00e7os, \u00edndios, caboclos, mamelucos, cafuzos etc.\u201d. Em 1976, o IBGE fez a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio em que deixou a categoria cor como uma pergunta aberta. Cento e trinta e seis cores diferentes foram registradas, que iam da acastanhada \u00e0 vermelha.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esse uso flex\u00edvel e male\u00e1vel na cor que se observa no Brasil desde o per\u00edodo da escravid\u00e3o, t\u00e3o explicitado na pesquisa de 1976, est\u00e1 relacionado \u00e0 imagem negativa da mesti\u00e7agem propagada explicitamente at\u00e9 a d\u00e9cada de 1930, seguida pela extensa propaganda oficial do mito da democracia racial. Desde o s\u00e9culo 19, te\u00f3ricos das ra\u00e7as enalteciam \u201ctipos puros\u201d e colocavam a miscigena\u00e7\u00e3o como sin\u00f4nimo de degenera\u00e7\u00e3o racial e social. O termo eugenia, criado em 1883, propagava a vis\u00e3o de que as capacidades humanas estavam exclusivamente ligadas \u00e0 hereditariedade. A criminalidade, por exemplo, era vista como fen\u00f4meno f\u00edsico e heredit\u00e1rio. Ra\u00e7a se tornou, nesse per\u00edodo, um conceito para discriminar e hierarquizar povos. Na metade do s\u00e9culo 20, geneticistas e bi\u00f3logos moleculares afirmaram que as ra\u00e7as puras n\u00e3o existem cientificamente. Mas pouco antes disso, na d\u00e9cada de 1930, ganhou relev\u00e2ncia no Brasil uma interpreta\u00e7\u00e3o social, e n\u00e3o biol\u00f3gica, das rela\u00e7\u00f5es raciais brasileiras. Gilberto Freyre afirma que a miscigena\u00e7\u00e3o teria acomodado conflitos raciais no Brasil, corrigindo a dist\u00e2ncia social entre a casa-grande e a senzala.<\/p>\n<p align=\"justify\">L\u00e9lia Gonzalez \u00e9 das vozes que desconstr\u00f3i o mito da democracia racial denunciando que o sistema escravista-patriarcal brasileiro n\u00e3o se constitui sobre bases harm\u00f4nicas, mas na viol\u00eancia racial e sexual que se reproduz desde a coloniza\u00e7\u00e3o na sociedade brasileira. Sueli Carneiro, j\u00e1 escreveu tantas vezes, o projeto em curso no Brasil ainda \u00e9 o de uma hegemonia branca. Ele opera pela exclus\u00e3o e a viol\u00eancia contra pessoas n\u00e3o brancas, especialmente as negras e ind\u00edgenas. No imagin\u00e1rio social, este projeto tamb\u00e9m aparece em uma leitura de passado que omite a viol\u00eancia e a resist\u00eancia \u00e0 escravid\u00e3o; encoberta as estrat\u00e9gias de branqueamento e do silenciamento de vozes e mem\u00f3rias da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p align=\"justify\">O mito da democracia racial branqueia negras e negros miscigenados. O elenco da novela Global Segundo Sol, considerando que a hist\u00f3ria se passa em Salvador, cidade baiana onde mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negra, evidencia a persist\u00eancia dessa pr\u00e1tica, como no caso de Chiquinha Gonzaga, <span lang=\"pt-PT\">Francisca Edwiges Neves Gonzaga, compositora, pianista e regente brasileira, foi a primeira pianista de choro, autora da primeira marcha-rancho carnavalesca que se tem not\u00edcia, &#8220;\u00d4 Abre Alas&#8221;, de 1899, e tamb\u00e9m a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. N\u00e3o faltaram preconceitos e lutas em sua vida. Filha do casal Jorge Basileu Gonzaga e Rosa Maria Neves de Lima, ele, general do Ex\u00e9rcito Imperial Brasileiro; ela, negra, de origem humilde, <\/span>quando representada na televis\u00e3o, em Miniss\u00e9rie da Rede Globo, foi representada pela atriz Regina Duarte, uma mulher branca, sendo este apenas um dos muitos casos que denunciam a invisibilidade negra na sociedade brasileira.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 importante, falarmos sobre colorismo e denunciarmos a invisibilidade negra, dando visibilidade as nossas lutas, dores, sofrimentos, alegrias, saberes e conquistas. Como escreveu L\u00e9lia \u201c(\u2026) a gente nasce preta, mulata, parda, marrom, roxinha etc. Mas tornar-se mulher negra \u00e9 uma conquista\u201d.<\/p>\n<h6 align=\"right\">\u00a0<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\" align=\"right\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong><i><b>Michele Corr\u00eaa<\/b><\/i><\/strong><\/span><\/h6>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><em>Graduanda em Filosofia na UFPel,<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><em>Assessora da Pastoral da Juventude (PJ) e<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><em>Militante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)<\/em><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/me-descobri-negra-aos-67-anos\/\">https:\/\/www.geledes.org.br\/me-descobri-negra-aos-67-anos\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2016-03\/os-467-anos-de-salvador-cidade-mais-negra-fora-da-africa\">http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2016-03\/os-467-anos-de-salvador-cidade-mais-negra-fora-da-africa<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/colorismo-e-o-mito-da-democracia-racial\/\">https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/colorismo-e-o-mito-da-democracia-racial\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/primeirosnegros.blogspot.com\/2013\/04\/negra-chiquinha-gonzaga-primeira-mulher.html\">http:\/\/primeirosnegros.blogspot.com\/2013\/04\/negra-chiquinha-gonzaga-primeira-mulher.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/tornar-se-uma-mulher-negra-uma-identidade-em-processo-por-fernanda-souza\/\">https:\/\/www.geledes.org.br\/tornar-se-uma-mulher-negra-uma-identidade-em-processo-por-fernanda-souza\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/sueli-carneiro-sobrevivente-testemunha-e-porta-voz\/\">https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/sueli-carneiro-sobrevivente-testemunha-e-porta-voz\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Michele Corr\u00eaa: &#8220;\u00c9 importante, falarmos sobre colorismo e denunciarmos a invisibilidade negra, dando visibilidade as nossas lutas, dores, sofrimentos, alegrias, saberes e conquistas&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":11,"template":"","class_list":["post-1223","artigos","type-artigos","status-publish","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Morena, Parda ou Negra? A inven\u00e7\u00e3o do Colorismo - Instituto Cultural Padre Josimo<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Morena, Parda ou Negra? A inven\u00e7\u00e3o do Colorismo - Instituto Cultural Padre Josimo\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Michele Corr\u00eaa: &quot;\u00c9 importante, falarmos sobre colorismo e denunciarmos a invisibilidade negra, dando visibilidade as nossas lutas, dores, sofrimentos, alegrias, saberes e conquistas&quot;.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Instituto Cultural Padre Josimo\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2018-11-22T11:47:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/cropped-icon-icpj.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"512\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"512\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/\",\"url\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/\",\"name\":\"Morena, Parda ou Negra? A inven\u00e7\u00e3o do Colorismo - Instituto Cultural Padre Josimo\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#website\"},\"datePublished\":\"2018-11-07T08:00:15+00:00\",\"dateModified\":\"2018-11-22T11:47:08+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Artigos\",\"item\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Morena, Parda ou Negra? A inven\u00e7\u00e3o do Colorismo\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/\",\"name\":\"Instituto Cultural Padre Josimo\",\"description\":\"Comprometida com a promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social, agroecologia e educa\u00e7\u00e3o popular\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#organization\"},\"alternateName\":\"ICPJ\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#organization\",\"name\":\"Instituto Cultural Padre Josimo\",\"alternateName\":\"ICPJ\",\"url\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/cropped-icon-icpj.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/cropped-icon-icpj.png\",\"width\":512,\"height\":512,\"caption\":\"Instituto Cultural Padre Josimo\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Morena, Parda ou Negra? A inven\u00e7\u00e3o do Colorismo - Instituto Cultural Padre Josimo","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Morena, Parda ou Negra? A inven\u00e7\u00e3o do Colorismo - Instituto Cultural Padre Josimo","og_description":"Michele Corr\u00eaa: \"\u00c9 importante, falarmos sobre colorismo e denunciarmos a invisibilidade negra, dando visibilidade as nossas lutas, dores, sofrimentos, alegrias, saberes e conquistas\".","og_url":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/","og_site_name":"Instituto Cultural Padre Josimo","article_modified_time":"2018-11-22T11:47:08+00:00","og_image":[{"width":512,"height":512,"url":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/cropped-icon-icpj.png","type":"image\/png"}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"8 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/","url":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/","name":"Morena, Parda ou Negra? A inven\u00e7\u00e3o do Colorismo - Instituto Cultural Padre Josimo","isPartOf":{"@id":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#website"},"datePublished":"2018-11-07T08:00:15+00:00","dateModified":"2018-11-22T11:47:08+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/morena-parda-ou-negra\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Artigos","item":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Morena, Parda ou Negra? A inven\u00e7\u00e3o do Colorismo"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#website","url":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/","name":"Instituto Cultural Padre Josimo","description":"Comprometida com a promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social, agroecologia e educa\u00e7\u00e3o popular","publisher":{"@id":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#organization"},"alternateName":"ICPJ","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#organization","name":"Instituto Cultural Padre Josimo","alternateName":"ICPJ","url":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/cropped-icon-icpj.png","contentUrl":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/cropped-icon-icpj.png","width":512,"height":512,"caption":"Instituto Cultural Padre Josimo"},"image":{"@id":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/artigos\/1223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/artigos"}],"about":[{"href":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/artigos"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}