{"id":1155,"date":"2018-09-19T08:17:18","date_gmt":"2018-09-19T11:17:18","guid":{"rendered":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/?post_type=artigos&#038;p=1155"},"modified":"2018-09-19T08:17:18","modified_gmt":"2018-09-19T11:17:18","slug":"lanceiros-negros-uma-historia-mal-contada-quando-contada","status":"publish","type":"artigos","link":"https:\/\/padrejosimo.com.br\/site\/artigos\/lanceiros-negros-uma-historia-mal-contada-quando-contada\/","title":{"rendered":"Lanceiros Negros: uma hist\u00f3ria mal contada, quando contada."},"content":{"rendered":"<div><\/p>\n<figure id=\"attachment_1283\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1283\" src=\"https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ilustra-massacre-dos-lanceiros-negros-300x169.jpeg\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ilustra-massacre-dos-lanceiros-negros-300x169.jpeg 300w, https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ilustra-massacre-dos-lanceiros-negros-768x432.jpeg 768w, https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ilustra-massacre-dos-lanceiros-negros-480x270.jpeg 480w, https:\/\/redesoberania.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/ilustra-massacre-dos-lanceiros-negros.jpeg 800w\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\"><em>Ilustra\u00e7\u00e3o: Tiago Krening \/Trendr<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p align=\"justify\">O m\u00eas de Setembro chegou e com ele mais uma Semana Farroupilha \u00e9 celebrada pelos ga\u00fachos. Acampamentos, m\u00fasica, dan\u00e7a, poesia, fandangos e rodeios unem prendas e pe\u00f5es nos festejos. Assim surgem tamb\u00e9m as mem\u00f3rias desta longa guerra protagonizada pelos estanceiros ga\u00fachos insatisfeitos com a pol\u00edtica econ\u00f4mica imperial, guerra que se estendeu por uma d\u00e9cada de combates sangrentos entre farrapos e imperiais.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\">A Guerra dos Farrapos no Rio Grande do Sul ocorreu no Per\u00edodo Imperial (1835-1845) enquanto estava vigente no pa\u00eds o Sistema de Escravid\u00e3o, tendo como protagonistas os propriet\u00e1rios das imensas est\u00e2ncias e charqueadas da Campanha e da Fronteira, apoiadas na explora\u00e7\u00e3o do trabalhador escravizado. Os poderosos estancieiros escravistas mobilizaram-se em prol da autonomia e, logo, da secess\u00e3o da prov\u00edncia sulina, sonhando unificar, em uma s\u00f3 na\u00e7\u00e3o, suas propriedades pastoris escravistas do sul da prov\u00edncia e do norte do Uruguai.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\">O que n\u00e3o ganha visibilidade \u2013 seja nos festejos ou nas aulas de hist\u00f3ria, salvo algumas exce\u00e7\u00f5es \u2013 \u00e9 o papel desempenhado pelos trabalhadores negros escravizados em meio aos combates em terras ga\u00fachas. A presen\u00e7a negra no Rio Grande do Sul antes da Aboli\u00e7\u00e3o da Escravatura, em 13 de maio de 1883, \u00e9 silenciada. \u00c9 dif\u00edcil determinar o n\u00famero de escravizados no Estado, no in\u00edcio do s\u00e9culo 19. Ao lado do com\u00e9rcio oficial, era realizado intenso contrabando, distribuindo-se trabalhadores negros para diversos mercados compradores do Chile, Bol\u00edvia, Argentina e Uruguai. Um levantamento populacional datado de 1780 revela a presen\u00e7a de negros escravizados nas regi\u00f5es de cultura de trigo, nas charqueadas e nas primeiras est\u00e2ncias ga\u00fachas de cria\u00e7\u00e3o. Observa-se assim que a import\u00e2ncia da escravid\u00e3o se acentua no Estado \u00e0 medida que se desenvolve a agricultura extensiva e o com\u00e9rcio de carne salgada (charque), este \u00faltimo gerador do descontentamento por parte dos Senhores Charqueadores com a pol\u00edtica econ\u00f4mica imperial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 importa\u00e7\u00e3o do produto, principalmente da Argentina.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi de suma import\u00e2ncia para os ex\u00e9rcitos em guerra os escravizados enviados por abastados fazendeiros, homens livres, para servirem em seus lugares nos campos de batalha. Sempre que um Senhor, homem livre, era chamado a servir, seja junto ao ex\u00e9rcito imperial ou ao ex\u00e9rcito farroupilha, podia enviar em seu lugar, ou no lugar de seu filho, um dos seus trabalhadores escravizados. Assim, constitui-se forte presen\u00e7a de homens negros escravizados em sua maioria junto aos ex\u00e9rcitos de ambos os lados. Alguns eram alforriados ao ingressarem no ex\u00e9rcito, outros ingressavam com a promessa de liberdade ao fim da guerra, promessa usada tamb\u00e9m para atrair cativos da tropa inimiga, trazendo-os para o seu lado.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\">O ex\u00e9rcito farroupilha formou uma unidade reunindo os negros, uma infantaria para ser enviada \u00e0 frente no campo de batalha, morrendo assim na frente em seu lugar, os chamados: Lanceiros Negros. Aos Lanceiros Negros era proibido o uso de espadas e armas de fogo de grande porte. N\u00e3o lutavam a cavalo, mas sim a p\u00e9, para evitar o risco de se rebelarem ou fugirem. Sua arma principal era a grande lan\u00e7a de madeira que lhes deu nome e fama, algumas facas, fac\u00f5es, pequenas garruchas. Acreditando na t\u00e3o sonhada liberdade, lutaram com os p\u00e9s descal\u00e7os, grande bravura e o anseio pela prometida alforria. N\u00e3o havia igualdade nas tropas farroupilhas, muito menos democracia racial, negros e brancos marchavam, comiam, dormiam, lutavam e morriam separadamente. Os oficiais dos lanceiros negros eram brancos, e jamais um negro chegou a um posto significante.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\">A luta pela Aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o era bem conhecida. A Inglaterra, que havia findado a escravid\u00e3o pouco antes da Revolta dos Farrapos, pressionava o Brasil pelo fim do tr\u00e1fico negreiro desde 1808. Entretanto, os principais chefes farroupilhas, Bento Gon\u00e7alves, Davi Canabarro, Gomes Jardim e at\u00e9 Ant\u00f4nio de Souza Netto, dentre outros, eram todos escravistas. Bento Gon\u00e7alves, por exemplo, ao morrer, entre outros bens, deixou muitos trabalhadores escravizados de heran\u00e7a aos seus familiares. A defesa da escravid\u00e3o era t\u00e3o clara entre os chefes farrapos a ponto deles jamais sequer terem mencionado o fim do tr\u00e1fico negreiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao findar a guerra foi inclu\u00edda pelos farroupilhas entre suas exig\u00eancias ao Imp\u00e9rio o cumprimento da promessa de liberdade que haviam feito aos Lanceiros, pois temiam que eles se vingassem j\u00e1 que a quebra da promessa os faria se rebelar ou fugir para o Uruguai, destino comum de diversos cativos fugitivos na \u00e9poca. Os chefes dos farrapos queriam ap\u00f3s a guerra voltar \u00e0 normalidade, mas precisavam resolver a quest\u00e3o dos Lanceiros e a promessa que lhes haviam feito, por\u00e9m o Imp\u00e9rio escravista n\u00e3o aceitava essa condi\u00e7\u00e3o como parte do acordo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\">Qual solu\u00e7\u00e3o foi encontrada? A quest\u00e3o resolveu-se na madrugada de 14 de novembro de 1844, quando o general farrapo David Canabarro ordenou o desarmamento dos Lanceiros e os entregou ao inimigo. O massacre ocorreu no Cerro de Porongos, hoje regi\u00e3o do munic\u00edpio de Pinheiro Machado (interior do Rio Grande do Sul). Foi dizimada quase toda a infantaria negra, acabando com o ultimo entrave \u00e0 paz, desejo de farroupilhas e imperiais. A instru\u00e7\u00e3o de Caxias, comandante das tropas imperiais, a um de seus comandados foi clara e objetiva: a batalha teria que ser conduzida de forma tal que poupar apenas e dentro do poss\u00edvel o sangue de brasileiros, pois o negro era ent\u00e3o tratado como africano, mesmo que nascido no Brasil.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s o combate, Caxias foi avisado por meio de um relat\u00f3rio oficial que a grande maioria dos corpos ca\u00eddos no campo de Porongos era de homens negros. Calcula-se que, nos \u00faltimos anos daquele conflito, os farrapos ao todo somavam cinco mil homens, sendo que em torno de mil eram Lanceiros Negros. Ap\u00f3s o Massacre de Porongos restaram apenas cerca de 120 deles, feridos, alguns mutilados, e que foram primeiramente enviados para uma pris\u00e3o no centro do pa\u00eds e depois dispersados para outras prov\u00edncias, ainda mantidos como cativos. Assim deu-se a chamada Paz do Ponche Verde, onde senhores escravistas, farroupilhas e imperiais, trocaram abra\u00e7os e promessas de lealdade e, logo depois, marcharam juntos e sob a mesma bandeira imperial contra o Uruguai, Argentina e Paraguai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias:<\/b><\/p>\n<p>BAKOS, Margaret Marchiori<b>. A Escravid\u00e3o Negra e os Farroupilhas<\/b>. Dispon\u00edvel em: <u><a href=\"http:\/\/www.rosettadosventos.com.br\/artigos\/escravidao-negra-farroupilhas.pdf\">http:\/\/www.rosettadosventos.com.br\/artigos\/escravidao-negra-farroupilhas.pdf<\/a><\/u><\/p>\n<p>Lanceiros Negros. Dispon\u00edvel em: <u><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NegrasMelodias\/photos\/a.851353211576826\/627411500637666\/?type=3&amp;theater\">https:\/\/www.facebook.com\/NegrasMelodias\/photos\/a.851353211576826\/627411500637666\/?type=3&amp;theater<\/a><\/u><\/p>\n<p>MAESTRI, M\u00e1rio. <b>Paix\u00e3o Cortez e a Inven\u00e7\u00e3o Tradi\u00e7\u00e3o<\/b>. Dispon\u00edvel em: <u><a href=\"https:\/\/www.sul21.com.br\/opiniaopublica\/2018\/08\/paixao-cortes-e-a-invencao-da-tradicao-por-mario-maestri\/\">https:\/\/www.sul21.com.br\/opiniaopublica\/2018\/08\/paixao-cortes-e-a-invencao-da-tradicao-por-mario-maestri\/<\/a><\/u><\/p>\n<p>VOGT, Olg\u00e1rio Paulo. <b>O Liberalismo Farroupilha e Escravid\u00e3o na rep\u00fablica Rio-Grandense<\/b>. Dispon\u00edvel em: <u><a href=\"https:\/\/online.unisc.br\/seer\/index.php\/redes\/article\/viewFile\/5159\/3566\">https:\/\/online.unisc.br\/seer\/index.php\/redes\/article\/viewFile\/5159\/3566<\/a><\/u><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><i>Michele Corr\u00eaa<\/i><\/strong><\/p>\n<p align=\"right\">Graduanda em Filosofia na UFPel,<\/p>\n<p align=\"right\">Militante da Pastoral da Juventude (PJ) e<\/p>\n<p align=\"right\">Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Michele Corr\u00eaa tra\u00e7a um panorama da participa\u00e7\u00e3o dos negros escravizados no cen\u00e1rio da Guerra dos Farrapos. 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