PGM #223: Entrevista com Eliane Almeida de Souza, a “Drª Negrita” sobre a importância de se ter um Dia Nacional da Consciência Negra no Brasil



Bloco 1:

Bloco 2:

Temas da Semana:

Nesta semana que se segue ao dia Nacional da Consciência Negra, as notícias  para o povo brasileiro não são as melhores. Ainda mais para a população negra que vive no Brasil, tanto os nativos quantos os migrantes recentes que têm vindo para cá. Além do preconceito explícito ou implícito do dia a dia, esta população sofre com a desigualdade socioeconômica que é gritante. Nos salários pagos aos trabalhadores, só para dar um exemplo, os negros recebem cerca de 40% a menos do que recebem os brancos pelo mesmo trabalho e com a mesma qualificação. Isto é inadmissível em pleno século XXI. O golpe continuado segue sua saga de destruir o Estado Democrático de Direito e de acabar com a Legislação que protegia os trabalhadores das fúria do Capital. Voltamos a um Estado semelhante ao tempo da Escravidão Oficial no Brasil.

Entrevista de hoje:

Na entrevista de hoje vamos conversar com a Eliane Almeida de Souza, a “Drª Negrita”, formada pela UFRGS. Ela que é nascida, criada e que vive até os dias de hoje aqui no Bairro Lomba do Pinheiro, que é de família humilde economicamente, negra e Mãe de Santo, e que com muito esforço pessoal e familiar conseguiu estudar e, finalmente fazer um doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ela já nos falou sobre isso na entrevista de setembro passado.

Hoje ela vai abordar mais especificamente a questão étnico-racial e a importância de se ter um Dia Nacional da Consciência Negra no Brasil. Segundo ela não basta um dia de “Consciência Negra”, nem uma semana ou um mês, pois todo o dia, todo o ano deve ser de consciência negra.

Músicas: Canto das 3 Raças com Clara Nunes.